Pai Nao Entende nada

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Pensar em identidade não é pensar em uma fixabilidade do indivíduo ao seu próprio sujeitamento no objeto ou expressão identificatória. Mas sim, pensar em uma unidade de ação voltada para a multiplicidade que o mundo nos oferece, pois nós o modificamos, ao mesmo passo em que, neste ato, ele nos modifica. Ao renovar o sujeitamento, perdemos nosso sujeito anterior, mas nunca perdemos nossa identificação: ato precursor da própria identidade. Ou seja, identidade é o processo de renovação do sujeitamento consciente do indivíduo às váriadas expressões de Ser. Pensar em intransigência e dogmatismo é ir contra a própria construção de (ser) humano.

" Bom dia"
Não quero te perder, ainda nem sei se te ganhei, mas já não quero te perder. Eu não vou te prometer a perfeição, mas posso te ofertar a minha disposição em reparar qualquer atitude que venha a te deixar triste. Porque gostar é “isso”, dormir e acordar pensando sempre na melhor forma de ver o outro bem. Bom dia.

“O infinito talvez não esteja na fórmula, mas naquilo que a fórmula é capaz de fazer quando o tempo lhe permite repetir-se.”

A vida não é no 2.0x deixe que as coisas levem o tempo que precisam levar.

O limite da loucura... Talves ele não exista!

O peso de continuar






Ela tinha aprendido a acordar cansada.
Não era aquele cansaço comum de quem dormiu pouco ou passou o dia trabalhando. Era uma fadiga mais antiga, dessas que parecem se instalar nos ossos e fazer morada nos pensamentos. O corpo doía em lugares que ela já nem sabia explicar, e a alma, de tanto apanhar da vida, havia perdido o costume de reclamar.


Morava num apartamento pequeno, onde a umidade desenhava manchas escuras nas paredes e o relógio da cozinha atrasava alguns minutos todos os dias. Havia uma torneira que pingava durante a noite, uma conta de luz sobre a mesa e roupas acumuladas numa cadeira que já não servia para ninguém sentar. A vida dela era feita dessas pequenas coisas que, vistas de fora, pareciam insignificantes. Mas era justamente assim que os grandes sofrimentos se apresentavam: não como uma tragédia de cinema, com música triste e despedidas bonitas, mas como uma sucessão de segundas-feiras.


O dinheiro nunca chegava até o fim do mês. As pessoas que prometiam ficar encontravam alguma razão para partir. Os trabalhos exigiam mais do que ela tinha a oferecer, e o pouco descanso que conseguia parecia insuficiente para reparar os estragos da semana anterior.


Havia manhãs em que permanecia sentada na beira da cama, olhando para os próprios pés, como se precisasse negociar com eles o esforço de levantar.


Não era preguiça. Tampouco falta de vontade.


Era o peso de quem vinha carregando coisas demais havia tempo demais.


O pior, entretanto, não era o que lhe acontecia. Era o que começara a pensar sobre o que lhe aconteceria dali em diante.


Ela já não esperava notícias boas. Quando o telefone tocava, imaginava algum problema. Quando alguém dizia que precisava conversar, preparava-se para uma decepção. Se alguma coisa dava certo, não conseguia comemorar inteiramente, porque logo pensava no que viria depois para estragar tudo.


A esperança, para ela, tornara-se uma espécie de dívida. Toda vez que acreditava que as coisas poderiam melhorar, a realidade aparecia cobrando juros.


Por isso, deixara de fazer planos.


Não falava mais em viajar, mudar de emprego ou começar alguma coisa nova. Quando perguntavam sobre o futuro, respondia com um sorriso breve e dizia que estava levando a vida. Era uma expressão conveniente, porque ninguém precisava perguntar para onde ela estava indo.


Naquela quinta-feira, choveu durante quase toda a tarde.


Ela estava sentada perto da janela quando ouviu três batidas na porta. Era um amigo antigo, desses que não aparecem todos os dias, mas que conhecem a diferença entre um sorriso verdadeiro e um pedido de socorro disfarçado.


Ele entrou trazendo dois cafés em copos de papel e um pacote de biscoitos.


— Você não atende mais ninguém — disse, deixando as coisas sobre a mesa.


— Não tenho muito o que dizer.


Ele tirou o casaco molhado, puxou uma cadeira e se sentou.


— Então não diga nada.


Ela estranhou. Estava acostumada a pessoas que chegavam com perguntas, julgamentos ou conselhos embrulhados em frases prontas. Gente que dizia que tudo ia passar, que era preciso pensar positivo, que havia pessoas em situações piores.


Como se a dor fosse uma competição na qual alguém pudesse perder o direito de sofrer.


Mas ele não perguntou por que ela estava daquele jeito. Não mandou que tivesse fé, não recomendou exercícios, não falou sobre gratidão. Apenas ficou ali, bebendo o próprio café enquanto a chuva batia na janela.


Foi justamente aquele silêncio que a fez falar.


Contou sobre as contas atrasadas, o medo de adoecer, as noites em que o sono não vinha e as manhãs em que acordar parecia uma obrigação pesada demais. Falou das pessoas que partiram, das promessas que não se cumpriram e da vergonha de já não conseguir ser a mulher que costumava ser.


Em determinado momento, começou a chorar.


Não chorou bonito. Chorou como choram as pessoas que passaram muito tempo tentando não incomodar ninguém com a própria tristeza. Interrompia as frases, limpava o rosto com as mãos e pedia desculpas entre uma palavra e outra.


Ele esperou.


Quando ela finalmente se calou, olhou para a janela e disse:


— Eu acho que as coisas nunca vão melhorar. Acho que a minha vida vai ser sempre isso. Um problema atrás do outro. Estou cansada de tentar acreditar em alguma coisa que nunca chega.


O amigo abaixou os olhos por alguns segundos.


Não porque não soubesse o que dizer, mas porque compreendeu que algumas dores merecem mais do que uma resposta rápida.


Depois, aproximou a cadeira.


— Posso te falar uma coisa? E você não precisa acreditar nela hoje.


Ela assentiu.


Ele respirou fundo e disse:


— Você está tentando julgar o resto da sua vida usando como prova o pior período dela. Está olhando para tudo o que sofreu até aqui e tratando esse sofrimento como se fosse uma previsão do que ainda vai acontecer.


Ela permaneceu imóvel.


— Eu não vou te prometer que amanhã será melhor. Não seria honesto. Talvez amanhã você ainda tenha as mesmas contas, os mesmos problemas e as mesmas preocupações. Talvez algumas coisas demorem muito mais do que você gostaria. Mas existe uma diferença enorme entre admitir que a vida está difícil e concluir que ela nunca poderá ser diferente.


Ele fez uma pausa.


— Você sofreu tanto que começou a confundir o cansaço com a verdade. Como está cansada de lutar, acredita que não existe mais nada pelo que lutar. Como se decepcionou tantas vezes, acredita que toda expectativa terminará em decepção. Eu entendo por que você pensa assim. Só não acho justo que você transforme aquilo que a vida fez com você numa sentença contra tudo o que ainda pode viver.


Ela apertou o copo de café entre as mãos.


Ele continuou:


— Escuta, você não precisa ser otimista sobre o amanhã. Não precisa acordar acreditando que tudo vai dar certo, nem encontrar uma lição bonita em cada desgraça que acontece. Tem sofrimento que não ensina nada. Só machuca. E você não precisa agradecer por ter passado por ele.


Pela primeira vez naquela tarde, ela olhou diretamente para ele.


— Então o que eu faço?


Ele respondeu sem levantar a voz:


— Por enquanto, pare de exigir de si mesma a força necessária para consertar a vida inteira.


A chuva parecia ter diminuído.


— Você está tentando resolver hoje todos os problemas que trouxe de ontem e todos os problemas que tem medo de encontrar amanhã. Está exigindo que uma pessoa exausta carregue, ao mesmo tempo, o peso do passado, as dificuldades do presente e todas as tragédias que ainda nem aconteceram. Ninguém consegue viver assim por muito tempo sem se quebrar por dentro.


Ele estendeu a mão sobre a mesa, não para interrompê-la, mas para que ela soubesse que não estava sozinha naquela conversa.


— Talvez, neste momento, você não consiga acreditar que a vida vai melhorar. Tudo bem. Então não tente acreditar no resto da sua vida. Tente apenas não desistir de você hoje. Coma alguma coisa. Tome um banho demorado. Resolva uma conta, se puder. Se não puder, deixe para amanhã. Procure ajuda para aquilo que ficou grande demais para carregar sozinha. E, quando não conseguir caminhar, aceite companhia.


Ela baixou a cabeça, ouvindo cada palavra.


— Mas tem uma coisa que eu quero que você entenda — ele prosseguiu. — Você não precisa ter esperança de que tudo vai dar certo para merecer cuidado enquanto as coisas dão errado. Não precisa provar que é forte para ter o direito de descansar. Não precisa enxergar uma saída para merecer que alguém se sente ao seu lado enquanto vocês procuram uma.


Ele olhou para as paredes manchadas, para a cadeira cheia de roupas, para os papéis espalhados sobre a mesa.


— E não faça da sua pior fase a sua identidade. Você não é a mulher das contas atrasadas. Não é a mulher que foi abandonada. Não é a mulher que está cansada. Essas coisas fazem parte do que você está vivendo, mas não explicam tudo o que você é.


Ela voltou a chorar, só que, daquela vez, não pediu desculpas.


— E se nada mudar? — perguntou.


Ele demorou um pouco para responder.


— Então a gente vai ter que descobrir o que pode mudar. Talvez não seja tudo de uma vez. Talvez algumas coisas dependam de outras pessoas, de dinheiro, de oportunidades que você ainda não teve. Eu não vou fingir que basta querer para resolver. Mas também não vou concordar que você já conhece o final de uma história que ainda está acontecendo.


Ele sorriu discretamente.


— Você não precisa enxergar o caminho inteiro. Às vezes, precisa apenas de alguém que caminhe alguns metros com você até que consiga enxergar o próximo pedaço.


Ficaram em silêncio.


O café havia esfriado. A chuva deixara pequenas gotas no vidro, e o relógio da cozinha continuava atrasado. Nada naquele apartamento havia mudado. As contas permaneciam sobre a mesa, a torneira ainda pingava e a vida, do lado de fora, continuava indiferente às dores de quem tentava atravessá-la.


Mas alguma coisa havia mudado naquela tarde.


Não a realidade. Não ainda.


Mudara a maneira como ela estava sentada diante dela.


Pela primeira vez em muito tempo, não precisava fingir que estava bem, nem defender a própria tristeza, nem apresentar argumentos para justificar o cansaço. Podia simplesmente existir daquele jeito, incompleta, assustada, sem respostas.


E talvez fosse um começo.


Quando o amigo se levantou para ir embora, ela perguntou se ele voltaria no domingo.


— Volto — respondeu. — A gente toma café e vê o que precisa ser feito.


Ele não disse que tudo ficaria bem. Não lhe ofereceu uma promessa que não podia cumprir. Deixou apenas o número de um serviço de apoio que poderiam procurar juntos, caso ela precisasse conversar com alguém além dele, e combinou de telefonar na manhã seguinte.


Depois, fechou a porta devagar.


Ela permaneceu alguns minutos na sala. Em seguida, levantou-se, recolheu os copos e colocou água para ferver. Não porque tivesse recuperado a vontade de viver grandes aventuras, nem porque acreditasse que os próximos dias seriam fáceis.


Fez aquilo porque estava com fome.


E, naquela noite, isso bastou para que começasse a cuidar de si.


Antes de dormir, olhou pela janela. A rua continuava molhada, os carros passavam levantando água junto ao meio-fio e alguém discutia ao telefone no prédio da frente. O mundo não havia se tornado mais gentil. Mas também não havia terminado.


Ela ainda tinha medo do amanhã.


Só que agora compreendia que o medo não era uma profecia.


Deitou-se sem fazer promessas a si mesma. Não jurou que seria forte, que mudaria de vida ou que nunca mais choraria por causa dos mesmos problemas. Estava cansada demais para juramentos.


Apenas decidiu que, no dia seguinte, tentaria novamente fazer o que estivesse ao seu alcance.


E talvez seja isso que quase ninguém nos ensina sobre a esperança: ela nem sempre aparece como uma luz acesa no fim de um túnel. Às vezes, é apenas a decisão silenciosa de não transformar a escuridão de hoje numa condenação para todos os dias que virão.


Porque há momentos em que a vida não nos pede coragem para vencer. Pede apenas que paremos de nos tratar como derrotados enquanto ainda estamos tentando sobreviver à batalha.


E, quando nem isso conseguimos fazer sozinhos, talvez a esperança tenha o rosto de um amigo que chega numa tarde de chuva, coloca dois cafés sobre a mesa e nos lembra de uma verdade que a dor, por algum tempo, havia conseguido esconder:


Ainda que você não consiga imaginar uma vida diferente, isso não significa que ela deixou de ser possível.


Significa apenas que, agora, você está cansada demais para enxergá-la.

Avós


Assim
Vão
Os
Sonhos


Não que vão embora
Mas seguem o caminho
Na correta hora
O amor brota, floresce e cresce


Agora
Vem
O
Sabor


Do melhor da vida
Da satisfação outrora esquecida
Agora é latente
Retribui a beleza recebida
Ilumina o escuro, torna o frio quente.

O segredo é não dar justificativas. Porque quem quer controlar sempre usa a justificativa para tentar convencer o outro do contrário.

Mas como respirar fundo se o limite entre a vida dela e a minha parece não existir?

O menos pra mim é sempre mais..
O simples pra mim é sempre o mais bonito
Não quero poetas e poesias, o teu melhor poema eu não preciso ler... Eu sinto!
O que tu tens por dentro! Essa é sua mais bela poesia.

Não ligo para o que dizem sobre mim. Pelo o que Pré julgam seus Conceitos. Meu tempo, minha vida e em meu coração, só ficam quem tem Algo de Especial!

Não me importa o seu nome, sobre nome ou status. Sou seletivo, gênio difícil, indomável e se não fizer por onde não irei gostar de você!

Não faço questão de ser sociável, amizade não se ganha se conquista da mesma maneira que se perde se não houver respeito e sinceridade! Não espere menos que isso de mim!

Se não me lê com o pouco que lhe dou... então não vale a pena dar-lhe mais do que a minha sinopse!

Não faço questão de ser sociável, amizade não se força, se conquista. Desse modo cada um tem de mim exatamente aquilo que cativa. Questão de princípios. Só não permito me diminuir. Tenho maturidade pra entender que, não sou melhor do que ninguém, mas sei exatamente o meu valor!

Não obtenho prazer em te judiar, meu prazer vem do prazer que sentes em ser judiada.

Não procure no espelho dos outros, aquilo que só teus olhos podem ver dentro de tua alma.

Não sofro distúrbio de consciência. Sempre fui verdadeiro em tudo que fiz!
Mesmo atras de um fake, minh'alma é sempre a mesma, a mesma essência.
O que sou é o que você vê, se tens dificuldade em me ver, então falta lhe essência no coração.

Pare por um minuto, escute as "asas" do teu coração batendo querendo voar... não te apegues, liberte-se deixe-o voar.

Todo mundo tem um pedacinho bonito, não importa como ou quem seja… Uma pena que poucos podem ver o Tum Tum tão lindo que ele faz.