Padre Fabio de Melo Cultivo
Para uns, fazer o bem é a âncora que dá sentido à vida; para outros, fazer o mal é o próprio combustível da existência.
Elevar o patriarcado à chave-mestra de toda a brutalidade humana é substituir a complexidade do mal por um monismo redutor — uma simplificação que, ao pretender explicar a violência, acaba por aprofundar a guerra dos sexos.
Quanto maior a proximidade entre quem elogia e quem é elogiado, maior a possibilidade de condescendência.
Eu fui um cara …
É eu fui um cara
Fui cara ingênuo
Um cara malicioso
Fui um cara sonhador
Mas também fui um cara iludido
É já fui cara que tentou ser um cara
É que quebrou a cara
Várias e várias vezes
Mas também fui um cara
Cara que levantou
Que caiu
Eu fui cara que construiu
Desconstruiu
Hoje sou um cara só um cara
Que pela ânsia de um dia querer ter sido o cara
Apenas que ser um cara
Um cara comum
Aquele tipo que cara
Que existe
Que resiste
Que insiste
E que no fim nunca perde o vício de querer ser o cara.
Marco Antônio
13/08/2026
"Nas tempestades em que o ar me falta e a mente transborda, eu me torno um fantasma no meu próprio santuário branco: um lugar onde o vazio é o único abraço que não me sufoca."
"Existo entre dois mundos: o exterior, onde finjo a calmaria enquanto o ar me falta, e o abismo interior, um refúgio de brancura estéril onde me escondo de tudo, inclusive de mim."
"Quando o peso das memórias e o caos do mundo aceleram o meu peito, eu me encolho para dentro da minha própria cabeça -- flutuando como nuvem no vazio claro, onde o meu terror se cala para que ninguém o veja."
O Vazio Suspenso
De repente, o ar vira chumbo e os pensamentos se tornam avalanche.
Habito a fronteira exata entre o caos e a ausência.
A crise invade sem pedir licença: o peito colapsa, o mundo se complica em segundos e a mente vira vórtice.
É o passado que ressurge, desenterrando memórias sepultadas apenas para me assombrar.
Para sobreviver ao terror que ninguém vê, quando a pressão interna ameaça me desintegrar, eu fujo para dentro.
Arquitetei uma porta secreta na minha própria cabeça; furei uma fenda no meu consciente.
Cruzar essa brecha é o meu único refúgio.
Um cômodo de brancura estéril, um espaço de brancura absoluta e vazio suspenso.
Onde não há som, peso, tempo ou julgamento.
Flutuo no nada apenas para não ter que ruir do lado de fora.
Enfim imune à dor da minha própria existência neste terror infinito.
___ John Rabello de Carvalho
@j.rabello.c_888oficial
#jrabellodecarvalho
"Muitas vezes, sem aviso, o chão cede. O ar me falta, os pensamentos aceleram a mil por hora e a realidade se retorce, tornando tudo mais denso do que já é. Memórias antigas, esquecidas, emergem do escuro como sombras. Quando o terror se torna insuportável, eu furo uma brecha na minha própria mente e me escondo lá dentro -- em um refúgio totalmente branco e silencioso, flutuando como uma nuvem, onde o mundo não pode me alcançar."
John Rabello de Carvalho
@j.rabello.c_888oficial
#j.rabellodecarvalho
Não faz sentido amar o outro mais que a si!
O outro, um dia se vai.
Mas você, o seu EU, mesmo com suas cicatrizes, continuará contigo, ainda que você tenha mudado tanto à ponto de nem se reconhecer mais.
Nessa situação, Ame-se ainda mais!
Se você não for capaz de amar-se em primeiro lugar, espera mesmo que o outro faça isso por você?
Olhando em direção ao céu, senti uma leve brisa me tocar. Nesse instante, elevei meus pensamentos a Deus e o agradeci pela dádiva da vida e por me conceder sentir seu sussurrar.
Egocentrismo, a arte que pessoas mimadas têm de achar que o mundo gira ao redor do próprio umbigo. De se acharem sempre certas.
