Padre Fabio de Melo Cultivo
Atualmente a minha existência se define perante os seus olhos sonolentos enquanto mergulho profundamente no vazio existencial da realidade tão cheia de vida, e assim se define os meus olhos despertos e atentos, focados em chegar do outro lado da porta, após esse infinito mergulho no vazio enquanto seus olhos dormem, dormem para não me ver mergulhar, no vazio, atrás da porta, do meu quarto quadrado, mais quadrado do que os teus pensamentos.
*Bom dia, meu amor ❤️
Espero que você tenha acordado feliz, descansada, pronta para viver mais um dia abençoado por Deus. Que a sua luz espalhe alegria por onde você passar. Só de saber que você existe o meu mundo fica melhor.
Obrigado por fazer de mim o homem mais realizado que existe. O seu amor alimenta a minha vida. Muitas realizações, felicidades e todas as conquistas em mais um dia que começa. Amo amar você.*
Eu tenho muito medo de ficar velho. Não idoso. Idoso eu sou.
Às vezes penso que a Lua Cheia é um buraco no breu espesso do Universo,
por onde Deus nos brecha e nos olha.
Uma aprendizagem cheia de significados, cores, gestos e progresso, é construída diariamente com pequenos passos.
Nada faz sentido
Isso faz sentido?
Nada nesse mundo faz sentido
Você não faz sentido
Eu não faço sentido
Nós não fazemos sentido
O mundo não faz sentido
A vida não faz sentido
Não faz sentido dizer que nada faz sentido
E não faz sentido procurar sentido em algo que não tem sentido
A própria palavra sentido acabou perdendo o sentido
No fim, acho que isso nem fez sentido
O sábio é um instrumento divino, pois sua sabedoria é um dom de Deus. Sejamos prudentes em Cristo e, com discernimento, ensinemos a fé cristã verdadeira.
Cores
(a Cecília Burle)
Enquanto a gente é criança
Tem no seio um doce ninho
Onde vive um passarinho
Formoso como a Esperança.
E ele canta noite e dia
Porque se chama: Alegria.
Depois... vai-se a Primavera...
É o tempo em que a gente cresce...
O riso se muda em prece,
A alma não canta: espera!
E ao ninho do Coração
Desce outra ave: a Ilusão.
Mas esta, como a Alegria,
Nos foge... E fica deserto
O coração, na agonia
Do inverno que já vem perto.
Nas ruínas da Mocidade
É quando pousa a saudade...
Never More
I
Não te perdoo, não, meus tristes olhos
Não mais hei de fitar nos teus, sorrindo:
Jamais minh’alma sobre um mar de escolhos
Há de chamar por ti no anseio infindo.
Jamais, jamais, nos delicados folhos
Do coração como n’um ramo lindo,
Há de cantar teu nome entre os abrolhos
A ária gentil de meu sonhar já findo.
Não te perdoo, não! E em tardes claras,
Cheias de sonhos e delícias raras,
Quando eu passar à hora do Sol posto:
Não rias para mim que sofro e penso,
Deixa-me só neste deserto imenso...
Ah! se eu pudesse nunca ver teu rosto!
II
Ah! se eu pudesse nunca ver teu rosto!
E nem sequer o som de tua fala
Ouvir de manso à hora do Sol posto
Quando a Tristeza já do Céu resvala!
Talvez assim o fúnebre desgosto
Que eternamente a alma me avassala
Se transformasse n’um luar de Agosto,
Sonho perene que a Ventura embala.
Talvez o riso me voltasse à boca
E se extinguisse essa amargura louca
De tanta dor que a minha vida junca…
E, então, os dias de prazer voltassem
E nunca mais os olhos meus chorassem...
Ah! se eu pudesse nunca ver-te, nunca!
...não há juventude sem meninice...
Em verdade vos digo que toda a sabedoria humana não vale um par de botas curtas.
Indigente
Não sei quem sou nesta vida. Fui tudo, mas não sou nada. Louco, poeta, por vezes filósofo. Intenso e verdadeiro, por vezes ingênuo. Sou um idiota que ama a vida, um amor platônico com sabor de infinito.
Tantas vezes me feri, mas sorri. Não sei de onde vim, nem para onde vou. De tudo que me resta, não tenho pressa para chegar a um lugar que desconheço. Conheci pessoas, amei, sofri, vivi. Não sei se da maneira certa, mas do meu jeito eu vivi.
De poucas coisas me orgulho, mas de nenhuma me arrependo. Sou o que sou, não um Deus, mas um homem. Fui feliz na simplicidade desta complexa vida.
Uma geração má e adúltera pede um sinal; e nenhum sinal lhe será dado, senão o de Jonas. E, deixando-os, retirou-se. Mt 16:4
A advertência de Jesus nos ensina que a fé deve estar fundamentada no que Deus já revelou — sua Palavra e sua obra redentora. Continuar pedindo sinais pode ser um reflexo de dúvida e incredulidade. Ele nos chama a confiar n'Ele, mesmo quando não há milagres visíveis ou evidências espetaculares. Afinal, o maior "sinal" que Deus nos deu foi Jesus, sua morte e ressurreição, que são suficientes para transformar nossas vidas e nos dar esperança eterna.
