Padre Fabio de Melo Cultivo

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O olhar para a luz só tem valia quando já provamos da escuridão.

As nuvens sem cores, mas puras e límpidas esfregam meus olhos com o anúncio de novas bandeiras para empunhar noutro dia!

Imagino que o IR é questão de semântica... posso estar VOLTANDO.

Sinais.
Portas abertas.
Ciscos voando.
Eu?
Voltando para mim.

Quando não se vive com profundidade aquilo que é oferecido em nossas vidas... restará a tristeza da suposição daquilo que não fora vivido ou a penúria da culpa de termos rejeitado a oportunidade apresentada.

São simples os meus sonhos....mas existem.

Não me apego ao que sinto.
Sinto.
O apego sobrecarrega o sentimento.

Não sobreviva. Viva.
Não reclame. Mude de vida e, para isso, altere seus comportamentos.
Não aceite puramente estar. Seja a substância da sua vida.

A única falência admissível é a do dia...mas, pela certeza do nascimento de um novo dia a despeito de nós.

Prefiro o conflito ao confronto.
No primeiro, no mínimo, eu cresço... no segundo, elimino ou sou eliminado.

Alguns sinais evidenciam o agouro do meu grito.
Som provido de ais neste engodo de hora que me abandona com os olhos perdidos no horizonte sem sentido.
Pingos de chuva...
Chuva de mim!

Escrevo o que me inscreve nesta luxúria de silêncio.
Talvez o enigma seja a falta que me faz o seu barulho mesmo a apontar o adeus.
Vivo cosendo as letras da saudade que me deixou como herança nestas noites molhadas.

DESABAFO DE UM CORAÇÃO!

Não raramente observamos e ouvimos reclamações sobre o discorrer da vida.
Talvez os sentidos apostos em cada palavra possam ocupar um real significado, pois, afinal, ninguém se angustia por blasfêmia, repetição de falas ou por descuido do coração.
Somos as variâncias de sentidos revelados nos resultados entre o ofertar e o receber... poucos estão aptos a receber e, muito menos, adequados a doar.
Nesta caminhada, entre o ir e o ficar, surgem dúvidas condicionantes. Não ficamos pelo receio da repetição daquilo que já fora vivido e registrado nos escaninhos de nossas almas como algo negativo e não seguimos pela incerteza do novo, pois a zona de conforto, muitas vezes, é a sustentação da imobilidade para novas estradas e outros rumos.
Sem o que oferecer no mundo ilusório do TER e oferecendo muito quando se trata de amor e do SER... muitos se perdem pelo desespero da invariável máscara do presente que impõe os retrocessos do ontem que pulula no amanhã. Gente sem presente ostentando o velho e o futuro de nada.
Vasculhando bem... e não limpando muito... a lamúria é o estado desalmado de uma alma ferida e quase abatida pelo flanco da solidão.
Viver é o inusitado murmúrio das vozes que são silenciadas quando precisamos acenar um sentido e não nos permitem e que, muitas vezes, gritam quando carecemos manter o silêncio absoluto para não ferirmos como nos ferem.

Brasília, 04 de abril de 2012

Sentimento é fruto daquilo que consentimos nascer...depois disso, o seu crescimento irá depender do jeito que continuarmos permitindo a sua existência.

Não nos merece quem nos faz sofrer.

Mestre Jesus:
Acordei com o anúncio de um novo dia e sob as suas bençãos.
Feliz por merecer novas oportunidades e confiante na sua infinita bondade peço- te a proteção para todos nós.
25.04.12

É fácil se declarar amando até surgir a primeira dificuldade e a necessidade de renúncia... O amor desaparece logo, pois nunca existiu.

Lindo dia.
Dia lindo.
Abrace a sua alegria e mande embora as tristezas do passado.
Somos seres novos.
Deus nos concedeu nova oportunidade, por isso, fé e atitude para causarmos.


10 de maio de 2012

A lua esboçava um sorriso e uma estrela fazia companhia numa noite de constelação de sonhos.
Não pude identificá-la na minha quase solidão... você não brilha mais em mim.

Se fosse fácil e insignificante!... não seria necessária a nossa existência!⁠