Pablo Neruda Olhar

Cerca de 31176 frases e pensamentos: Pablo Neruda Olhar

Os homens se comportam como se fossem viver por um milênio, e morrem como se tivessem vivido apenas um dia. Trocam amor, caridade e justiça por ódio, egocentrismo e omissão e, à beira da morte se perguntam: “Porque cheguei ao fim de minha vida e não encontrei a felicidade”?

Inserida por PablodePaulaBravin

A curiosidade é irmã gêmea univitelina da criatividade.

Inserida por PablodePaulaBravin

Personalidade consiste em tomar decisões sem ser influenciado por ninguém, ou seja, é seguir aquilo que você acredita, ouvindo sua intuição e razão, não se importando com aquilo que os outros pensam.

Inserida por PablodePaulaBravin

O homem comum leva anos para perdoar, já o sábio perdoa antes mesmo do erro ser cometido.

Inserida por PablodePaulaBravin

Alcançar o inalcançável! Eis o grande objetivo dos gênios que passaram e passarão por essa terra.

Inserida por PablodePaulaBravin

Posso afirmar categoricamente que o homem que não se alimenta de conhecimento constantemente, é facilmente dominado e idiotizado pelos demais.

Inserida por PablodePaulaBravin

Excelência consiste em viver todos os dias de nossas vidas como se fosse o último.

Inserida por PablodePaulaBravin

A maior ironia do universo é essa: Seres limitados (seres humanos) querem afirmar com certeza absoluta que um Ser Ilimitado (Deus) inexiste.

Inserida por PablodePaulaBravin

Desconheço os limites de minha mente, sendo assim, o que posso fazer é tentar desenvolvê-la um pouquinho todos os dias até que ela alcance o grau mais elevado.

Inserida por PablodePaulaBravin

A genialidade do homem não consiste em suas grandiosas invenções tecnológicas e tampouco no avanço da ciência, mas sim, em reconhecer Jesus Cristo como Deus e filho de Deus e segui-lo, em todas as direções de sua alma.

Inserida por PablodePaulaBravin

Um verdadeiro regueiro, só precisa do Reggae para viajar pelos seus pensamentos.

Inserida por PabloNeves

O tempo é relativo, mas a vontade é absoluta!

Inserida por pablojamilk

Sua ação foi no passado, mais teu presente e seu futuro está manchado.

Inserida por PabloNeves

Camarote na Aldeia:

Eu morei algumas vezes de frente para o mar e também para jardins e áreas verdes. Por último, agora mudei para um apartamento no terceiro andar e vejo um mar de tetos de casas residenciais, copas de algumas árvores em ruas ainda não verticalizadas, que colorem a cortina de vidro da minha nova sala. Ao fundo, o que seria mar ou montanha, vejo arranha-céus.
Todas as manhãs ouço galos e o som das maritacas, que invadem o meu quarto e se vou até a janela, posso ver também os gatos, espreguiçando-se sobre os telhados.
Eu não sei como cheguei até aqui, mas posso dizer que a vida me deu um camarote na Aldeia, ou melhor, na aldeota.
Sim! Eu sou desses que transforma qualquer coisa à sua frente em algo belo só com o olhar. Por isso já fui tão desafiado pela vida. Ela confia no meu "taco".
Fico olhando o teto das casas e imaginando o que tá rolando ali embaixo, a chuva de emoções, sonhos, fantasias, tesões palpitantes sobre as camas ou pias da cozinha e até mesmo pessoas lavando pratos.
Quando as folhas das árvores balançam com o vento eu fico procurando pássaros: deve ser incomodo estar no galho na hora do vento. Tem que ter equilíbrio para não cair, já que os pés dos pássaros são tão pequenos, não é mesmo?
Ah! Tinha esquecido: Tem uma igreja bem ao fundo, já próximo da barreira dos prédios, um pouco longe, mas todos os dias da para ouvir na hora do "Ângelus" vespertino um fundo musical sacro, às vezes, Ave Maria! Mas sempre instrumental...
Quando chove eu vejo a água escorrer pelas ruas ou pelos tetos das casas, os galhos molhados das árvores, aves mudando de galho...
E antes, eu que achava poético o curto cenário das varandas da praia, limitado a pessoas no vai e vem do calçadão, o mar batendo na areia e em linha reta ao fundo, mas agora, agora eu vejo e sinto essa riqueza de vida pulsante longe do mar.

Inserida por jozedegoes

Nem sempre belas palavras, bons conselhos, lindos pensamentos refletem os sentimentos do coração, pois nossa generosidade não pode e nem deve se limitar a uns e faltar a outros. Palavras que abrandam e buscam a harmonia, em todos os sentidos, quando somadas ao nobre esforço do perdão produzem transformações tão impressionantes que nos espanta quando descobrimos que somos capazes de gestos tão pequenos, mas que podem mudar histórias, convivências, sentidos e pessoas tamanha é a bondade que neles cabem. De nada vale expressar amor a deus se o coração está repleto de certezas injustas, de verdades vazias, de mágoas inventadas... Não adianta professar uma "fé" inabalável se nunca experimentamos o poder transformador do perdão, o sentimento rejuvenescedor das compreensões e a insuperável força da gratidão... Não há valor em dizer que a bondade nos guia se nossas atitudes causam dor e sofrimento ao próximo, pois é preciso entender que sempre há medida para a razão, da mesma forma como há limite para entendermos que alimentar rancores nos envenena e nos retira a consciência de fazer o certo. Às vezes é simples vivermos em paz, e para tanto precisamos nos libertar de prisões que criamos e insistimos em permanecer apenas para justificar o que nunca nos demos a oportunidade de vivermos.

John Pablo de La Mancha

A perda, em suas diversas medidas sempre nos causa algum pesar e nos leva um pouco de confiança ou expectativa. E quando pensamos na dedicação percebemos o quanto é inspirador procurar entender nossas atitudes a partir das razões que nos conduziram às renúncias, somente para evitar desgastes e manter o bom viver. São muitos os temores que, mesmo sem querer, se cultivam e tentar evitá-los pode ser inútil diante dos vestígios de recusas, então encontrar evidências que nos mostrem a proximidade do fim faz diferença quando lembrarmos das pessoas como uma parte que nos falta. Não é somente a ausência definitiva que nos impossibilita de reagir às consequências, dependerá também das circunståncias e do tamanho da decepção, e pode acontecer com qualquer pessoa que faça parte da nossa vida, por qualquer motivo e a qualquer momento. Por isso devemos fazer o possível enquanto podemos.

John Pablo de La Mancha

Prazer, meu nome é Otário
Sou um otário, por isso do nome
Sou otário por amar aquele que não me ama
Sou otário por gostar daquele que não goste de mim

O bom convivio famíliar é a prática que abre espaço para que as pessoas estreitem laços de bons sentimentos e mútuo respeito, para que desfrutem das presenças e sintam o compreensível pesar pela ausência, pois é na família que mentes convergem para ensinar, divergem para aprender, se compreendem para amadurecer, e ao somar amor e dedicação o lar se fortalece e a amizade prevalece. Porém se, por alguma razão, os pensamentos se distanciam e as atitudes se enfrentam, os conflitos surgem provocando tempestuosas desarmonias, uma vez que os conflitos não nsscem entre o bem e o mal, e sim entre a humildade do conhecimento e a soberba da ignorância. Para muitas situações é muito importante buscar equilíbrios para harmonizar a mente e o corpo, o coração e o espírito, ímpetos e atitudes e tais controles dependem dos enfrentamentos que damos aos diferentes contextos e realidades às quais as famílias são submetidas. Querer vivenciar o futuro é uma lastimável perda de tempo, além de ser sem propósito algum, é bem mais produtivo se esforçar para melhorar o presente. Devemos dar importância às boas ações que elevam as intenções de bem querer a um nível satisfatorio de confiança, pois elas sempre determinam os próximos passos para que se decida como será o ambiente familiar que teremos para viver, o da cooperação ou dos desentendimentos. Qualquer simples atitude, por mínima que possa parecer, pode mostrar uma imensidão de bons significados desde que impulsionada pelo bom coração, e certamente será reconfortante e estimulante para fortalecer cada vez mais as boas relações afetivas, que toda família precisa ter para prosperar espiritualmente. No entanto, é fundamental se desnudar dos pensamentos que aprisionam a alma e também se livrar das vaidades que escravizam a mente, sob as luzes da grandeza espiritual que todos devem se comprometer a, pelo menos, tentar buscar, pois a espiritualidade não se limita apenas a cultos, reuniões, rezas, orações, pedidos ou comunhão, é principalmente sobre atitudes que possam aliviar o sofrimento dos que estão aqui e se resignar no amor dos que não podemos mais abraçar.*

John Pablo de La Mancha

Carta ao que ainda sente

Anápolis, 27 de outubro de 2025

Hoje, escrevo não para o mundo, mas para mim. Para aquele que há vinte anos rabiscou num caderno uma verdade que ainda pulsa:
“O verdadeiro solitário é aquele que, mesmo rodeado de milhares, ainda se sente sozinho.”

Essa frase me define mais do que qualquer outra. Porque, ao longo da vida, não busquei apenas coisas — busquei sentidos. Amor que não machuca, felicidade que não se esconde, alegria que não precisa de plateia. Busquei companheirismo sem cobrança, aceitação sem máscaras, silêncio que não fosse abandono.

Mas o mundo mudou. Ou talvez tenha apenas se revelado. As relações se tornaram rasas, os sentimentos, ensaiados. Aprendemos a fingir tão bem que esquecemos como é sentir de verdade. E, nesse teatro diário, o “está tudo bem” virou nosso papel principal. Dizemos isso mesmo quando não está. Porque admitir tristeza virou sinônimo de fraqueza. E fraqueza, hoje, não é aceita.

Estar doente, estar triste, se sentir sozinho — tudo isso virou sinal de que algo está errado com você. Então nos condicionamos. A sorrir por fora e chorar por dentro. A incentivar o outro quando, na verdade, era a nossa alma que pedia por incentivo. A oferecer colo quando o que mais queríamos era um abraço silencioso.

Ser forte o tempo todo cansa. Mas fingir força o tempo todo… isso esgota.

E aí, aquela pergunta que me fizeram anos atrás volta a ecoar:
Você vive ou morre todos os dias?
A resposta continua a mesma:
Eu não sei.

Mas talvez escrever isso seja um começo. Talvez admitir que não sei seja, enfim, um ato de coragem. Porque sentir não é fraqueza. Sentir é o que nos torna humanos.

Com verdade,
Pablo

Entre paredes e silêncios


Encosto a alma no concreto,
como quem pede licença ao dia.
O copo pesa menos que o pensamento,
mas mais que a ausência que me visita.

Fecho os olhos, não por cansaço,
mas por querer ver o que não se mostra.
Há um mundo atrás das pálpebras,
onde o tempo não exige resposta.

A camisa branca guarda segredos,
como se o tecido soubesse demais.
E os muros, cúmplices mudos,
não perguntam, apenas me deixam ficar.

Não é tristeza, tampouco paz.
É esse meio-termo que me veste,
feito sombra que não quer ser noite,
mas também não se atreve a ser luz.