Os Dias Passam

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Enquanto uns passam o tempo malhando para conquistar um tanquinho, meu passatempo é encher o tanque e já adquiri uma lavanderia!

Enquanto alguns passam a vida interpretando papéis, outros passam café, interpretando a vida!

“Quando instituições passam a defender sua própria sobrevivência em vez da liberdade que deveriam proteger, tornam-se monumentos de uma democracia já desaparecida.”

Uma sociedade não se corrompe quando alguns violam a lei, mas quando muitos passam a considerar a violação normal.

As instituições produzem categorias que depois passam a parecer naturais, muitas vezes adquirindo consequências jurídicas.

“Muitos passam a vida aprendendo respostas, mas poucos aprendem a desaprender perguntas.”

Há pessoas que passam pela vida. Outras deixam a vida passar por elas.

Há pais que passam a vida inteira chamando de amor aquilo que, na verdade, é a mais refinada forma de sabotagem. Blindam os filhos contra a dor, contra a disciplina, contra o “não”, contra as consequências… e depois se espantam ao descobrir que criaram adultos incapazes de enfrentar a própria existência. Quem elimina todos os obstáculos do caminho do filho não facilita a caminhada; elimina o caminhante. No lugar de consciência, instala dependência. No lugar de caráter, conveniência. No lugar de responsabilidade, vitimismo. E, quando os pais já não conseguem sustentar o peso que criaram, a vida apresenta uma conta que nem dinheiro, nem patrimônio, nem herança conseguem pagar. Porque a pior pobreza não é faltar recursos; é faltar estrutura para existir sem alguém que continue sustentando aquilo que a educação nunca construiu.

Pais que transformam o amor em superproteção deixam de criar filhos e passam a fabricar dependência. O conforto que oferecem hoje pode ser a incapacidade que condenará o amanhã.

Palavras voam em bando e terminam em versos,
elas vêm e passam sobre do que se tratam e vão....
o caçador calcula o ponto do pouso...
ele quer palavras pra poucos...
quando ele tem uma na mira
só atira se ela cai bem
no verso...




(Leonardo Mesquita)

Por trás das janelas
Chove.
E a cidade parece a mesma para todos que passam apressados na rua, protegidos por guarda-chuvas e pensamentos que não se dizem em voz alta.
Mas basta olhar para cima.
Em cada janela acesa, há um mundo inteiro acontecendo.
Alguém corta legumes com cuidado.
Alguém se senta na cama, cansado demais para fazer qualquer coisa além de existir.
Alguém assiste televisão para não ouvir o próprio silêncio.
Alguém espera. Mesmo sem saber o quê.
Ninguém vê.
Ninguém imagina.
Compartilhamos o mesmo prédio, a mesma calçada molhada, o mesmo som da chuva —
mas não compartilhamos as mesmas dores, nem as mesmas alegrias.
A vida não é barulhenta como parece.
Ela acontece em gestos pequenos, repetidos, quase invisíveis.
E ainda assim, profundamente humanos.
Talvez seja isso que a chuva faça:
ela desacelera o mundo o suficiente para que a gente lembre
que todo mundo carrega uma história atrás de uma janela iluminada.
E que, no fim, estamos todos tentando a mesma coisa:
um pouco de abrigo.
Rosana Figueira

As ideologias funcionam melhor quando deixam de parecer ideologias e passam a parecer simplesmente senso comum.

Ah, como é fácil se quebrar nas expectativas, uma vez que elas não passam de ilusões vestidas de esperança.

"Há muitas pessoas que passam por tantas dificuldades e eu sei que elas enfrentam muito mais coisas do que eu. E como sei disso, eu tento priorizar todo mundo antes de mim"
— Lee Felix Yongbok

Em tempos digitais onde as imagens passam a valer bem mais do que mil palavras, corriqueiramente somos presenteados com a figura típica e de certo tipo anedotário do "beijoqueiro digital". O individuo, tanto masculino como também feminino, vive espalhando imagens ao lado, próximo ou em conjunto com varias personalidades famosas de todos os meios, sejam politico, artístico, televisivo ou religioso com o simples objetivo de serem vistos com famosos, que na maioria das vezes não são. Estes personagens são figuras que se auto promovem excessivamente, objetivando uma importância social que na maioria das vezes, não tem infelizmente.

Desconfie de respostas simplistas para problemas complexos: na maioria das vezes, elas não passam de um disfarce carregado de estereótipos, ignorância e preconceito, exigindo profundidade em vez de generalizações vazias ou soluções fáceis que apenas revelam a rigidez de quem as propõe.

Emoções passam; decisões permanecem.

Em lugares onde passam aviões mais baixos para decolar e pousar, as casas valem 0,50 centavos.

⁠O problema dos arrogantes é a "síndrome da abelha", querem ser rainhas, mas não passam de meros insetos.

⁠As
Certezas muito Barulhentas dificilmente passam pelo crivo da Razão.


Normalmente, quem já chega subindo o tom não pretende debater coisa alguma.


Pretende apenas ocupar o espaço antes que alguém tenha a oportunidade de interrogá-lo.


Há uma diferença muito profunda entre defender uma Convicção e protegê-la do Pensamento.


A Razão, ao contrário da Gritaria, não tem pressa.


Ela admite pausas, considera dúvidas, revisa premissas e, sobretudo, aceita a possibilidade desconfortável de estar errada.


Quem raciocina verdadeiramente não precisa transformar o próprio tom de voz em argumento, porque sabe que a força de uma ideia não aumenta com o volume de quem a pronuncia.


Talvez por isso as Certezas Fabricadas sejam justamente as que mais exigem aplausos…


Precisam de plateia, repetição e indignação para sobreviver.


Quando submetidas ao silêncio de uma reflexão honesta, algumas começam a revelar aquilo que escondiam sob tanto ruído: não eram convicções, mas apenas vícios de pensamento.


Existe uma espécie de coragem intelectual em dizer: “não sei”.


Existe ainda maior grandeza em dizer: “posso estar enganado”.


Essas duas frases abrem portas que a certeza fabricada mantém fechadas.


Afinal, quem acredita possuir todas as respostas já não procura compreender; procura apenas viés de confirmação.


O problema não está em ter convicções.


Uma vida sem princípios também pode se tornar uma forma de vazio.


O problema começa quando transformamos nossas convicções em fortalezas inexpugnáveis, onde qualquer pergunta é tratada como ofensa e qualquer discordância como ameaça.


Pensar exige justamente o contrário: permitir que algumas ideias entrem em nós sem que todas tenham autorização para permanecer.


Talvez devêssemos desconfiar menos de quem muda de opinião após refletir e mais de quem jamais muda, não porque tenha encontrado a verdade, mas porque nunca permitiu que a dúvida chegasse perto o bastante.


No fim, a razão não precisa gritar…


Ela pergunta.


Ela escuta


Ela pondera.


E, quando necessário, tem a humildade de reconstruir aquilo que julgava certo.


Porque uma mente Verdadeiramente Livre não é aquela que possui muitas certezas, mas aquela que não tem receio de colocá-las à prova.