Os Dias Passam
Se fosse apenas a vida
E se a gente tivesse só
Que olhar a chuva na janela
Mas tem dias que o ranger da porta assusta
Tem dias que o ranger da porta irrita
E tem dias em que a porta range
Custa um tempo a perceber a falta
das coisas que a chuva trazia
No silêncio a alma grita
Porém, é tão grande esse silêncio
Que nem mesmo a própria alma escuta
Mas ele é assim, tão lancinante
Que eu sei que o próprio Deus garante
A alma o sente
Não nos basta ter de volta aquele tempo
Aquela coisa corroída pela chuva
Um tempo carcomido pelo tempo
Por mais breve ele fosse
Muito ele abrange
Tem dias em que há previsão de tempestade
Se fosse então apenas
Ter que olhar o Sol pela janela
Abrir a porta ao vasto mundo
Perceber que amanhã
Também não trará nada
Nada além de outra manhã
Aquela que desfolha as flores
Ver as pétalas já mortas
Com o vento a levá-las
Todas pra bem longe
Sem cores, sem viço, sem nada
Em cada fim de tarde
O mesmo vento na janela
Aquela velha porta range
Não me assusta, nem me irrita
Me toca à duras penas
Me apenas convida a viver
Como se fosse outro dia de chuva
Sem chuva nova, sem nem mesmo a velha chuva
Apenas chove
Sem as coisas que ela trazia
Ela não trouxe nada
Eu não quero outra vida
Nem aquela de volta
Eu quero essa à distância
Olhar o mundo do espaço
Que um dia, antes da invenção do tempo
Eras antes do cansaço
Era assim que a vida prometeu que ela seria.
Edson Ricardo Paiva.
"Tem dias que me acordo
Propenso a ter longas conversas
Tem dias que eu penso
Que podíamos
Apenas ler os nossos pensamentos
Saber das mais pequenas coisas
em que pensaria
No dia em que você se acordasse
e que eu não estivesse ali
Indiferente a tudo
Que se pensa e que se diz
O que conta é a presença
A companhia
Sobre o fato de a gente estar
E enquanto estiver
Sentir-se feliz
Mas não porque ninguém mandou
Feliz porque quis...e acabou!
Assim o nosso dia acaba
No instante em que a vida versa
Sobre sempre terminar igual
Indiferente às longas conversas
Apesar do sepulcral silêncio"
Edson Ricardo Paiva.
"Há dias
Em que aquela chuva
Que se toma com alegria
Chega a ser bem mais concreta
Que a fortuna bem arquitetada
Pois essa, sem amor
Não vale nada."
Edson Ricardo Paiva.
Respeito Próprio.
Por respeito a si mesmo
Dias haverá
Que te seja necessário
Permitir aos teus olhos
Ver o ouro
Mas que esse não reluza
Permitir aos teus sentidos
Saber que o vento sopra
E não ouvir o farfalhar das folhas
Abandonar a condição humana
Não amar, em amor próprio
Por amar-se em primeiro lugar
e não mais apegar-se a nada
por honrar a vida
Deixar-se ficar
e, não mais permanecer
Saber o escuro da noite
O brilhar das estrelas
O canto dos grilos
Compreender aquilo que não te cabe
e o que te cabe também
Mas apenas calar-se num pranto
Calar-se por respeitar-se
E deixar que as águas fluam
Sem jamais delas beber
Belas serão as paisagens
Das janelas, das sacadas
Belas sem as querer
Mantenha tuas portas fechadas
Tua mente calada
Gosta antes de ti mesmo
Por respeito próprio
Sê tu teu universo.
Edson Ricardo Paiva.
De repente você percebe
que algo mudou em você
mas não sabe dizer o que é
depois de dois dias iguais
no terceiro você não é mais
aquele que costumava
crer ou deixar de ter fé
gostar ou não de alguém
ter medo ou não ter
do escuro
do futuro
da vida
ontem você não aceitava
a chegada do Homem à Lua
a existência do invisível
ideias que não fossem suas
nem mesmo a invenção da roda
difícil aceitar a teoria
de que a ciência sabia dizer
a composição de Saturno
como crer na espectroscopia?
mais difícil ainda era crer
na sinceridade das crianças
outras vidas e suas lembranças
no amor de desconhecidos
o que foi que mudou você?
aquela folha que caiu
alguma esperança perdida
um folheto que leu na rua
um pássaro que cantou
aquele amigo que partiu e te deixou
de repente você percebe
que os pássaros cantavam
e você não ouvia
as folhas caem
e as esperanças se perdem
tudo muda e você não mudava
mas queria mudar o Mundo
três dias se passaram
a vida muda num segundo
e você não enxergava
Todos os dias
ao acordar
Agradeça ao Sol
Sua presença
Mesmo se estiver
chovendo
E se sua alma
Estiver propensa
a desistir da vida
Lembre-se
Ela acaba mais depressa
Que você pensa
Encare portanto
o seu Espelho diário
mesmo que não perceba
seu rosto acabou
de acrescentar
mais um dia
ao calendário
e apesar dos dissabores
está em dia
com todos os credores
e que ainda está coeso
Com os fardos
colocados às suas costas
pelo poder infinito
infinitamente
cheio de mistérios
alheio a dar respostas
continue
fazendo o que não gosta
e amealhando flores
no canteiro imaginário
de um Céu
que não existe
mesmo assim
não fique triste
poderá sempre haver
um laço de corda
no final
da escada onde subiste.
O aço nasceu do papel
Os séculos, de Seis dias
As mais profundas raízes
Na Terra entranhadas
Viajaram em forma de Luz
Através de distantes Estradas
Experimentando
complexos processos
E hoje não dizem nada
Àqueles que são apenas
Distantes e indiferentes
Às Leis
Às divinas Leis
Imutáveis e Inexoráveis
Incríveis, insensíveis
Incorruptíveis Leis
Que regem a mim
a você
Ao Universo
A angústia que hoje abala
O coração que tudo sabe
E nada fala
Nasceu em momentos felizes
Tão felizes
Que chegavam
A fazer-te rir
De certos deslizes
Que trazem hoje ao coração
Um aperto
Consequente
Do acerto necessário
Para casos deploráveis
Sujeitos às Leis
Imutáveis e inexoráveis
Cuja consequência
Por pior e mais injusta que pareça
Compara-se às raízes ocultas
Insofismáveis medidas justas
Que atingem na justa medida
Mas que podem tão somente
Ser compreendidas
Por aqueles que não se mantém
Distantes e indiferentes.
Tem dias que são assim
As tardes de domingo
Varrem as tristezas
para baixo de um tapete
que Deus guardou dentro de mim
Pra Ele pisar, quando vier me visitar
E então, me basta lembrar que Deus existe
E já nem me sinto mais
assim...tão triste.
Há dias em que parece
Que a gente amanheceu
e levantou
Com dois pés esquerdos
não há nada e nem há flores
Que impeçam
Um amor de acabar mais cedo
Malograda a esperança
O Jeito
é colocar o pé na estrada
Larga ou estreita
E a gente não entende
Só aceita
Há dias em que mesmo sob o Sol
Tudo é cinza, tudo é triste
A gente nem mesmo tenta
Só desiste
E se pergunta
Se um dia haverá
de sorrir novamente
Não aceite,
Não desista,
Nem pergunte
Apenas tente.
Tem dias em que simplesmente
Minh'alma se eleva
Flutua por breve momento
É como se meu corpo
voasse ao vento, de tão leve
Não trago comigo
remorsos que me lesem
Não guardei na vida
nenhum ouro
e nem nada que hoje me pese
divido o que me caia às mãos
se não houver o que partilhar
partilho a fome
não quero e não desejo
aquilo que não me pertence
e é desta maneira que eu vejo
que devo viver
minha vida de homem
Não pergunto a ninguém
se estou correto
Na verdade, nem quero saber
a leveza que me invade
faz sentir
Que esta é minha única
e intrasferível
verdade.
Como haveria
de haver estrelas
sem noite
Como haveria
de haver as noites
sem os dias
Como haveria
de haver os dias
sem as saudades
Como haveria
de haver saudade
sem a ausência
Como haveria
de haver ausência
sem a distância
Como haveria
de haver distância
Sem um adeus
Como haveria
de haver adeus?
Pergunte pro seu coração,
pois o meu
parte sem culpa.
Quisera viver minha vida
Amando muito e ardentemente
Quisera viver os meus dias
Vivendo de te amar somente
Eu queria te dizer que o meu amor
É amor tão grande
Que até pode haver no Mundo
Outro coração que ame
mas tão grande amor não sente
Amor exuberante
Diante de você
Meus olhos ficam simplesmente exultantes
Amor que te alcança aonde estiver
Portanto, nunca hei de estar distante
As palavras que escrevo
E as flores que te dei
Não podem expressar
A maneira que te vejo
Mas querem te pedir que me veja
Sob o prisma da mesma lente
E que sinta no meu peito
Este coração pulsante
Que se cala diante de ti
Feliz
Vivendo de te amar somente
Dias há em que penso em me calar
E passar a simplesmente ler jornal
Guardar lá no fundo do armário
Este meu já não muito profíquo
Embornal de letras mortas
Absorto em minha leitura
ao final de mais um dia
Me vem a compulsiva e indomável tortura
Quase que lasciva obsessão que me domina
Minha cabeça se inclina
Completamente carregada
da boa e velha poesia pura
daquela que acalma as nossas vidas
traz de volta à razão
as almas dos suicídas
Amaina os corações dos homicidas
É muito mais feliz quem cria
Que aquele que um dia
Leu, porém não entendeu
Que talvez o homicida ou suicida
seja eu.
A ansiedade de te rever torna os meus dias pesados e a saudade faz-me desejar-te uma dose de mim mesmo para que os seus dias sejam leves e ambundantemente amorosos. Estaria a mentir se não desejar um encontro para me encheres de beijos e encurtar a distância que precisa ser transposto para o meu e teu bem.
O surfista queria ser feliz na onda do mar, ficou dias à fio esperando por uma boa onda, onda que cativa e põe as pranchas em delírio, até que o horizonte escureceu, o mar amargurou-se e uma onda gigante soltou-se do labirinto, bateu com a praia e não mais voltou; era o tisunami que rompeu com o surfista e o atirou contra as paredes matando o hábito do vem e vai das ondas do azul do mar.
Em dias de guerra seria escudo para te proteger dos estilhaços.
Em dias de chuva o teto da tua humilde choupana
Nos dias frios as vestias que te aquece o corpo e nos dias quentes seria a brisa, as águas e os ventos para o teu corpo acariciar.
Valorize as pessoas que estão ao seu lado nas tempestade, em dias de festas até o inimigo te abraça...
Rotina
A rotina dos dias acinzentam a retina dos olhos, que cansada força outra vez o côncavo do olhar, este submete as aspas em volta para um reforço maior, e na tentativa de ver algo novo, feroz, colorido e agradável, criam-se as rugas: aspas contínuas auxiliadoras. Exigente que somos com tudo em volta, criamos pintamos e reformamos na tentativa de ver o belo.
Mas nada disso vem ao caso, quando em paz sonhamos e de olhos fechados nos encontramos, admirados em suspense dentro de nós há um espetáculo, uma beleza diferenciada, e o que seria? Somos nós que dorme e acorda dentro de nós, que se ergue cada dia mais exuberante, experiente, forte e incomum. Somos a beleza extrema da criação, somos semelhança de Deus...
O espelho da vida, reflete a tosca realidade dos dias aos olhos de um adulto agreste.
Em contrapartida, aos olhos cândido de uma criança, o espelho da vida reflete o portal lúdico que sacia. O pilar da existência.
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