Orfaos do Amor

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⁠AMOR FARTO

Portentoso amor doce, amor formoso
Que meus desejos são desejos celestes
No meu peito o amor do amor viestes
Num olhar vivo de um haver amoroso

Amor tão sereno, amor tão venturoso
Que faz jus de tais prazeres te destes
Do tal sentimento o amor rendestes
Essa paixão, esse bom fruto saboroso

Que siga eu por vos ter, e vos traga
No meu pensamento tão contente
Onde ordena amor e o amor acena

Mas, que nunca tenha de vós pena
Pois, o amor com o amor se paga
E nos ricos gestos é que se sente!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
06/11/2020, 21’29” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠AMOR COM AMOR

Amor que tanto amei, amor que sofre tanto
Saudade no sentir, sentir de suspiro amoroso
A quem lacrimejas, a quem? O pranto choroso!
Um cheiro extraviado? Um perdido encanto?

Ó herege ilusão, que o fado toma de espanto
Cobiçais a sofrência e dor no que já foi gozo?
Deixando a solidão em um delirar tenebroso
Onde o haver tornou-se um algum portanto

Amor, seja qual for este tal juízo profundo
Das pérolas do desengano, pesado rosário
Pois, tudo passa, e tudo passa no segundo

Então, erguei a alma num doce santuário
De emoção, na aurora do sonhado mundo
Fruir amor com amor no ditoso itinerário

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
17/11/2020, 09’44” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠RÉUNION

Alegre momento amoroso, amor reluzente
ão festivos, satisfaze o agrado desejado
intenso entusiasmo, ventura no cerrado
renascida, és uma sensação tão contente

Vejo que entre esse prado, livremente
festo celebra a sorte do afeto imaculado
este, que vem com todo o seu cuidado
delicado, e murmura a firmeza presente

E, já que está evidente, sem demora
vai pelo sertão anunciar o doce laço
este, que é o bem que eu tanto adoro

E então, ter na carícia poética aurora
em um bater de asas num compasso
do prazer, estrugindo suspiro sonoro

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
18/11/2020, 09’15” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠AMOR REBUÇADO

Vai, paixão gentil, vai, amor suspirado
Doce prenda de sensação prazenteira
Vai, que és a caricia terna e fagueira
E, que há de por ti estar enamorado

Trova o que te agrada, ritual sagrado
Do afeto, rimando o teu doce cheiro
Tal qual a poética do amor primeiro
Assim, deixe o versar ficar rebuçado

Diz-lhe que, a saudade, é constante
Me queima o desejo de felicidade
E, tudo mais, é apenas um instante

E, para ter-te ao meu lado, piedade
Fado, ande logo, o amar é gigante
Qual de nós dois querer não há-de?

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
18/11/2020, 12’21” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠AMOR VENTUROSO

Elevai, amor meu, pois que a ventura
Já vos tem no sentimento elevado
Que a boa sensação de que é gerado
O mais poético haver vos assegura

Se desejar por amor na sua candura
Não vos espante ter sonho sonhado
Porque é do bem todo este cuidado
E da emoção, a cortesia mais pura

Celebre, amor, a todo o momento
O coração bate acelerado, airoso
Na devaneada paixão o portento

É merecimento, e mais saboroso
Porque se o amor for o real intento
De amor se tem o amor venturoso

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
19/11/2020, 07’39” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠ADIANTE

No amor todo feito de grandeza
De afeto, de atenção e verdade
É que eu vi haver com vontade
E (mais que vontade) gentileza

Não era o vulgar ar de incerteza
Nem o olhar cheio de banalidade
Era outro sentimento, suavidade
Que nem sei expressar a beleza

Um vário sentir, certa candura
Feito de abrigo, certa ternura
Que abraça a alma por inteira

Ô emoção, tão forte e carinhosa
Que deixa a fraqueza corajosa
E nos faz sonhar sem fronteira

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21/11/2020, 20’20” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠A MINHA SORTE

Quis Deus dar-me a sorte dum amor amado
Como o pôr do sol no cerrado, pura poesia
Dar-me uma cumplicidade, ser apaixonado
Um bailado de emoção em boa companhia

Quis Deus dar ao fado fortuna e empatia
Com sensação ardente e olhar enamorado
No prazer ter a sede com volúpia e ousadia
Incrível, como é bom ter o afeto povoado!

Quis Deus mimar-me com áurea dourada
Da satisfação, e então, a graça encantada
Dos carinhos e dos beijos que eu sonhei!

Anda! Depressa! Onde? Eu posso embalar?
Nada mais se esconde, no vão, quero amar
E suspirar o viril sentimento que encontrei!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
27/11/2020, 20’01” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠QUANDO FOR AMOR

Não há amor que não tenha um encanto
Todos são cheios de emoção e de magia
O haver, por mais dissonância, tem tanto
Lirismo, que há de ter sensação e poesia

Mas acaso nada tem, temos, no entanto
A quimera que nos dá a ingênua fantasia
A pureza, a companhia, então, portanto
Cada um, um bem, um cheiro e ousadia

E nas surpresas da vida, aquele certo
Amor. Sentimento liberto e sem dor
Pois, no querer o desejo foi desperto

O sonho que se vive, ó curioso valor:
Farto em ventura ou se falto na flor
O amor, se define, quando for amor...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
28/11/2020, 19’51“– Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

noite fria
de nada vale orelha de cobertor
sem ter companhia...
a companhia do meu amor.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Cerrado goiano, 13 de dezembro de 2015

Inserida por LucianoSpagnol

E, Por Falar de Amor

Hoje acordei com o coração aos espinhos
De uma saudade
Sem os teus carinhos
Imensidade
Esta solidão
Que poeta pela metade
Versos de emoção...
Pelas lágrimas um aroma rijo
Do árido sertão
Um esconderijo
D’Alma na contramão
Do teu olhar...
Me agarrei no timão
E a navegar
No mar de suspiros
Pus-me a chorar!

Hoje acordei com o dia empanado
Escuro
Você não estava ao meu lado
Tudo era vazio, impuro
Coalhado
Duro
Propalado...
Desconjuro!
Eu só queria ser carregado
Dali
Pelo desejo imaculado
Que sempre tive de ti
E não essa dor
Que hoje senti
Ao falar de amor
Aqui!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Cerrado goiano, 10 de dezembro, 2019

Inserida por LucianoSpagnol

DEIXE QUE VOCIFERE

Deixe que a voz da alma enfim vocifere
Este grande amor que no peito arqueja
Que o olhar do mundo todo então veja
Um afeto que satisfaze e que não fere

Basta de desacertos! Que apenas seja!
Sem medo, sem segredo, apego sugere
E quando eu passe, eu me empodere
Da paixão, e a cobiça morra de inveja!

Sabe: é tão forte dentro desta emoção
Que a afeição desnorteada me consome
De ti sou repleto, e poeto-te com ardor

Ouço a ti em cada canto, canta o coração
Em um pulsar que exalta só o teu nome
Como é bom poder falar do nosso amor!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
19/12/2019, 17’14” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol

A Voz do Amor

Nesse coração acelerado e existente
Labirinto romântico e sacro do afeto
De refúgio arcano, piegas e inquieto
A voz do amor, te vozeia, persistente

E quando a tua voz tange na mente
A alma se embebece em um dueto
Com o sentimento, num só soneto
De paixão e ardor, tão ferozmente

Que, o meu olhar se torna cantante
Denunciando ao meu amor sincero
Sua importância de todos os amores

Em um concerto leve e constante
Dos anjos, sem nenhum exagero
És ritmo a vida em todas as cores!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
20/12/2019, 16’10” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol

[...] do Amor

[...] e tão grande, sublime e tão profundo
Chega-te a mim! - adentre no meu amor
Sempre digo: e que se faça mais fecundo
E neste mundo, quero-te mais, aonde for!

Se vício, deixe-me pecar por um segundo
E o meu desejo entrego ao desejo em flor
Preme o meu peito com o teu ser jucundo
E beba-me no prazer... este doce sabor!

Ah! Bendito momento de sua aparição
Se o tempo morrer agora. Que importa!
Já de porta devassada deixaste o coração

Perdoe-me Deus, no sentir já não comporta
Tanto querer, e no olhar tanta a satisfação
Pois, deste amor ao pecado me transporta

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
23/12/2019, 05’03”, Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol

⁠UM AMOR CERRADO (soneto)

Cala-se o triste olhar. Anina o sentimento
E a deslizar pelo rosto mudo, a dor vencida
No exilio tão áspero dum vazio sentimento
Em uma lágrima de choro e de cor abatida

O horizonte se põe, nublado, suspira o vento
Algente, as sensações estão assim de partida
Pura! Frutificando na paz o ardente sofrimento
E a alma incrédula, ainda, não está convencida

Das gotas do pranto, abrasador as lembranças
E pela saudade a sofrência em estreitas tranças
Amarra o peito, apouca, e pelo clamor escorre

E sob o pesar tão cavado e magro, que tortura
Do sonho e as privações dos planos, - fulgura,
A dor, do derradeiro amor que cerra. E morre.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
06/07/2020, 06’45” – Triângulo Mineiro
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol

[...]saudade é a poesia do tempo... que nos versos de amor, compôs melodia em nossa vida... e que agora o silêncio é quem recita nas nossas lembranças.

Inserida por LucianoSpagnol

Seria muito bom... quando separássemos de um grande amor
pudéssemos arrancar do coração a dor.

Inserida por ducarmodeassis

Um amigo às vezes vale mais do que um amor,
amigos são para sempre,
um amor não,
mais o homem não sobrevive sem amor e o amor não existem sem amigos.

Inserida por AndersonCSantos

Receita de como mudar o mundo -> Uma atitude real de carinho e amor de cada vez...

Inserida por phaeldiaz

Eu quero ser a sua estrela guia, quero sempre dizer que te amo e ver nosso amor aumentar cada vez mais, hoje amanha e sempre... pra sempre (L'

Inserida por YuriYan

Será um começo de uma grande paixão? Será um uma paixão sem fronteiras pro amor? Será um conto de uma lenda sem fim... o futuro a Deus pertence, faça o seu presente valer a pena que nosso passado não existe mais!

Inserida por YuriYan