Orfaos do Amor

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⁠SONETO DE LEMBRANÇAS

Poetando depois daquela hora sofrida
meu versar resignado e quase sem dor
recorda a paixão daquele grande amor
aquele, profundo amor da minha vida
Nos versetos, quanta sensação querida
escoam da saudade, agora, sem rancor
se há lágrima perdida, é em tom menor
pois, o furor já sem aquela sanha doída

O sentido, o que resta agora, guardado
na memória, com cheiro e significado
remindo as juras desleais, sem fianças
E, que foi eu, afinal, neste sentimento?
Sei, que fui mais que apenas momento
a suspirar neste soneto de lembranças.

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
09/10/2024, 15’20” – cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

⁠BEM-ESTAR

Ó, bem-estar, escuta, estou aqui
A minha felicidade bem conhece
Sou agrado que no prazer cresce
E que na satisfação suspira por ti
Riso, sou mais paz, nunca perdi
Teu versar quer tal a uma prece
Um renovo que na rima aparece
Dando o testemunho do que vivi

Ó, alegria és tu em mim, virtude
Um sentir à frente, sempre pude
Querer-te boas sensações trazes
Então, com tua ventura vou além
É emoção sentimento e também
Fé. Pois, eleva o bem que tu fazes.

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
05/2024/16’21” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠CERRADO EM PAUTA

Cerrado, além chão, quanto elemento:
diversidade, mistério e toda sua galeria
formoso, glorioso fascínio, árida poesia
pura magia, e o belo maior sentimento
Cada canto o encanto, singular intento
e que toda imaginação, tom e sinfonia
envolvendo a sensação em policromia
que há de aprisionar o mais desatento

De toda narração o mais condimento
só de vos provar, sertão. Tão singular
perceber é vivenciar-vos, eu bem sei
Porque por saber aprecio o momento
tomando privilégio, fazendo apreciar
pois, a cada dia notando mais prazei.

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
12/10/2024, 21’01” – cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

⁠AO SOM DA SAUDADE

Ó, cessai, que está cadência entedia
Aperta a sensação, causando lacuna
E, com tristonhos ritmos importuna
Sem a poética que o amor quereria
Deixa inquieta e desejosa a poesia
Indo em busca de recordação una
Se com a falta o vazio se coaduna
Então, não deixai estar na teimosia

E, o que passou no passado perece
Ao vento ali mirrando. Ó agitação!
Que tédio amargo está lembrança:
Viver catucando a chaga em prece
Ter o versejar turrão na inspiração
E a saudade em uma eterna dança.

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
19/10/2024, 13’15” – cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

⁠poeta

é quem sente com o sentir da gente.
Intensamente. é um ser imaginoso.
de viçoso pensamento. diferente.
com o verbo pinta emoção, amor.
sussurra o perfume da expressão.
sorri e chora com mesclado sabor.
flor que brota da fértil imaginação.
vela tanto no sertão como no mar.

é quem põe as palavras pra sonhar.
quem simula a dor do outrem...
a suspirar, amando, e também,
refém do idear.
é quem a ilusão vive a poetar.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
20/10/2024, 05’54” – cerrado goiano

20/10
*dia do poeta

Inserida por LucianoSpagnol

⁠CERRADO GOIANO (soneto)

Como acho encantado o cerrado goiano
tricotado de fascínio, fico espantado!
Dum chão e dum horizonte arregalado
Em um plural enredo - anelado e plano
De diversidade, se veste, aparato insano
tem tempero, cheiro, tom, um arestado
sentimento no considerar, tão elevado
também, um estio impiedoso e tirano

Alegórico! Magnetiza tudo e tudo entoa
seus arbustos tortos cheios de sedução
e teus cantos, tantos, na vastidão ecoa
Os elogios são vãos, a tanta relevância
sua atração alicia, ó poesia e canção...
Tu cerrado goiano é fecunda estância!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21/10/2024, 16’20” – cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

⁠A TARDE

Talvez por seres, para mim, a poesia
de beleza fenomenal, vem, notável
entardecer, enche o olhar de magia
me doando uma sensação adorável
Trazes do colorido o tom e a melodia
da luz que cessa no ocaso admirável
és o fulgor, que do encantado irradia
e que na alma sente, assim, louvável

Finda o dia, acontecido, numa prece
delirante via, embalado pelo poente
levando a ilusão que não se esquece

Enquanto o céu hispa, na cor carmim
no horizonte o lusco-fusco, acontece
abrasando a sedução dentro de mim.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
27/10/2024, 17’07” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠A NOITE DO CERRADO

Já bem sombria, oculta, a noite no cerrado
cerra o dia, o céu numa escureza pulsando
numa poética a noite as estrelas vai fiando
e a lua no horizonte num aparar alumiado
Anoitece o sertão em um tom cadenciado
que, a toada do pôr do sol vai ressonando
ouvindo o curiango a cantar, abençoando
a cada recanto do sem fim tão enturvado

O dia sepultado, no cerrado, a noite gesta
á sombra do cosmo, em uma diurna festa
inteiramente, diversa, e cheia de segredo
É cair da noite, é encantamento, o ir além
calmamente a esperar pelo raiar que vem
ninando os sonhos para um novo enredo.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
14/11/2024, 21’12” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠OFERECIMENTO (soneto)

Eu finco em teu louvor este verso por inteiro
Para que tenhas sempre as altas venerações
Entalhei na rima o teu cheiro e, as emoções
Também, teu nome, gracioso e tão fagueiro
Cada estrofe, suspiro e um versejar cavaleiro
Carregado de sonoros versos com entoações
Tantas, cheias de encantos, tons e sensações
De amor, dando a paixão inevitável cativeiro

E nessa cantilena de sentimento, entoando
Oferecimento, dou-te o apreço, carregado
Onde a ternura a minh’alma vai poetizando
Tu és o sentido, quando se acha afortunado
E numa poética estes versetos vão narrando
A sensível sede de um coração apaixonado.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
14/11/2024, 21’12” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠CÉU, VENTO E CHUVA

Céu, vento e chuva, horizonte submerso
Em nuvens, e o cerrado todo verdejante
Enxurrada, e aquele pingar borbulhante
Na estrada, atiçando sentimento diverso
Alma retirada, um devaneio tão disperso
Chão molhado, cheiro de erva rastejante
Na poça d’água um espelhar coruscante
Sensação, precipitação, ó aquoso verso

Chove no cerrado, no cerrado a chover
Cada fauna no seu canto a se esconder
Canta a seriema num cântico sem fim...
Suplicante. Céu, vento e chuva, lá fora
Cai, em uma cadente poética trovadora
Tornando o sertão num sedoso jardim.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
17/11/2024, 10’48” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Não há nada que eu odeie mais do que me despedir de um membro da família.

Inserida por pensador

⁠Novidade: mulheres não precisam mais de um homem pra serem felizes.

Inserida por pensador

⁠Ele dizia que a gente só precisava olhar pra plateia e achar um rosto amigo. Sabe, foque nos olhos, no sorriso, na emoção dessa pessoa. E use isso, canalize na sua apresentação.

Inserida por pensador

⁠O importante não é se apresentar, é para quem você se apresenta.

Inserida por pensador

⁠São os anos mais importantes da sua vida. Você precisa vivê-los por você.

Inserida por pensador

⁠O desejo é como o botulismo, vem sorrateiro, sem darmos conta perdemos o controle e o cérebro para de pensar.

Inserida por Rosario

⁠Não há momento mais infeliz que perceber a monstruosidade de seus atos, mas também não a momento de maior iluminação ou aceitação.

Inserida por Rosario

Desconheço uma experiência similar com a leitura de um livro, é uma experiência única de conversar com alguém que geralmente se desconhece, mas de forma profunda e íntima, conhecendo os pensamentos ⁠e a forma de ver o mundo. Nem se restringe a distância, tempo ou morte.

Inserida por Rosario

Se cada pessoa soubesse quão perigosa é sua mente buscariam se compreender e racionalizar seu pensamento através do questionamento, evitando de fazerem muitas besteiras. Porém, por muitas vezes me pergunto se elas realmente não sabem ou se sabem, mas aceitam esse perigo por medo de confronta-lo em busca de se conhecer, confrontar o que guarda no âmago do seu ser.

Inserida por Rosario

⁠Como vocês buscam a reconciliação após um erro? Eu busco usar de palavras e ações, palavras porque prezo muito por elas, creio que elas esclarecem o que a ação obscurece, na verdade diria que ações apenas reforçam as palavras, por isso que a cura se começa com palavras, se caminha com ações e termina com mais palavras. Por isso, amo começar com um "me desculpe" ou recebe-lo.

Inserida por Rosario