Orfaos do Amor
Como Pensamentos e Frases são roubáveis, apropriáveis, transformáveis e ressignificáveis, sempre os lanço em código aberto, com nome neutro para serem levados por quem quiser.
Eles são nosso, não importa o autor
A culpa de ter um filho fora do padrão de alta complexidade de suporte, sempre será do pai, muito menor da mãe. A genética o comprovará. Se não o fizer, a sociedade o fará a cada dia. Só que, invertendo os papeis: a maior culpa sempre recairá sobre a mulher.
Educação Cidadã visa Capacitar e qualificar a Sociedade para absorver da melhor forma adaptada à Pessoa Fora do Padrão (e não o contrário). Todos ganharão.
Nós vivemos querendo que o tempo passe mais rápido, contando cada segundo, queremos que os segundos virem minutos e que os minutos virem horas, isso quando queremos alguma coisa...mas e quando queremos aproveitar algo?, aí o tempo passa cada vez mais rápido, e você implora pro tempo passar devagar,as horas viram minutos e os minutos viram segundos, e aí tudo se vai, eu entendo que quando queremos algo, o tempo demora e que quando queremos aproveitar algo o tempo não para, ha se pudessemos ousar pensar em voltar no tempo , quando você está em algo chato, quer que acabe, quer que o tempo passe, mas quando cresce, quer voltar no passado para poder aproveitar o que não aproveitou direito.
Nostalgia
Como quisesse amado ser, deixando
O coração sonhador, espaço em fora
A paixão, sem olhares e sem demora
Vestir tua quimera e partir em bando
Excêntrico senso, tonto, malversando
O tempo e a hora, sem valia: e, agora
Que passou, sente a solidão, e chora
E implora, a aura antiga recordando...
E, o agrado rebelando compungido
Atrás, volta carente de convivência
Do abraço com calor e de amante
E assim, nos versos andei perdido
- Já! pranteio a dor em reverência
Murmurando o amor daqui distante
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Novembro de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
PAIXÕES
Amores, latejo em ti, nas saudades, por onde
Estive! e sou estórias, e rasto, e madrugadas
E, em recordações, o meu coração responde
Num clamor tal ao vendaval e folhas levadas
Daqui do cerrado, e teus cipós, e tua fronde
Gorjeiam as melodias, e desenham estradas
Na memória, onde, além, o passado esconde
Da pressa, e as doces perfumadas alvoradas
Recordo, choro em pranto, eram dias felizes
No prazer, tal uma flor, de ti, pimpo e exulto
E eu, suspirando, poeto loas com cicatrizes
Tu golpeada e finda, - e eu fremirei sepulto:
E o meu silêncio cravado, em vão, tal raízes
Se estorcerão em dor, penando sem indulto.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Novembro de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
um poema à hora do almoço
um poema à hora do almoço
degustado na inspiração
rezo o Pai Nosso,
em gratidão
e neste esboço
um poema na refeição
mastigado entre folhas
arroz e feijão
rimas nas escolhas
agrião
alface
almeirão
servido com vinho de classe
é hora do almoço
o pensamento na sua direção...
alvoroço.
prato pela metade
mastigação
ansiedade
chega sobremesa na opção,
não
somente o café.
e a conta!
afinal de conta
o coração
pensa em você!
agitado pra te ver.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
08/08/2018, 12’00”
Cerrado goiano
