Opção
Prefiro o desconforto das pedras que me movimentam, ao aconchegodas nuvens que me estacionam e me trazem lágrimas ao acordar de um sonho.
conforme o tempo passa, podemos perceber se olhar-mos ao nosso redor, que a tristeza não é uma opção.
Quando a verdade se mostra absoluta, a mentira é uma luz sem brilho a dar vida ao cenário, e a ferir de morte quem da verdade precisa.
Porque quando se ama quem a vida se encarregou de mostrar ao coração, então não existe segunda opção.
Moldando o aço..
Talvez não possamos fazer tudo que queremos, mas temos a opção de fazer bem feito algumas prioridades. Acreditar mais em poucas, definir, focar, priorizar, dedicar. Acreditar em que nos convêm, desacreditar no que não nos interessam. Ser útil a si mesmo não é ser egoísta. Somos para os outros reflexos de nós mesmos...
Ser segundo plano me parece algo contínuo, difícil ver que isso sempre se repete. Sempre ser um tanto faz é algo que já incomoda não só internamente.
LX 31/03/16 13:53
“Procure ser sempre você mesmo. Mas se caso não conseguir, insista!
E sabe o que é melhor? A opção é sua!”
Somos pessoas melhores quando somos nós mesmos.”
Cláudio M. Assunção
opção
feliz pelo que sou
contento-me com o que tenho
conquistei com muito empenho
e dedicar eu vou
rabisco de uma história
limito-me ao aceitar os riscos teus
sem ao menos vivenciar os meus
desejos da memória
está em pauta
relações e nossas particularidades
contentar-me com as realidades
que me farás falta
coração inquieto
angústia-me o longe e incerto
desejá-la sempre por perto
farás-me completo
pergunto-me agora
seguir o que foi-me traçado
lutar e mesmo cansado
alegrar-me na aurora
opção aceitar
a imposta regrada condição
não desistir e só seguir o coração
de me deleitar
Não Irei desistir
só persistir
pois, preceitos vivi
preciso assim
vencer em mim
O caminho que você julga
ser o certo, pode ser o certo
só pra você... Não imponha
a sua opinião a ninguém,
como sendo a única opção
correta a se seguir...
Cada qual, com a sua estrada...
A mesma estrada que abre o
horizonte pra um, pode ser sem saída
para outro.
A capacidade de cada um se difere. Uns farão o recomendado outros irão além, deixarão legados aqui, eu escolhi a segunda opção, pelo amor.
Sem pretender complicar as coisas, devo, no entanto, admitir que o ser humano tem necessidade de atribuir sentido à sua existência.
Ao que eu saiba, gato, cachorro, cavalo, macaco, não têm necessidade disso. Começa que, ao contrário do bicho-homem, não sabem que vão morrer. E aí está todo o problema: se vamos morrer, para que existimos?, perguntamos nós, sejamos filósofos ou não. Aliás, é por essa razão que surgem os filósofos, para responder a essa pergunta de difícil resposta.
Em busca de soluções, o homem inventou Deus, que é a resposta às perguntas sem resposta. Por isso mesmo, e não por acaso, todas as civilizações criaram religiões, diferentes modos de inventar Deus e de dar sentido à vida. Há, porém, quem não acredita em Deus e busca outra maneira de dar sentido à existência, à sua e a do próprio universo.
Esses são os filósofos. Mas há também os que, em vez de tentar explicar a realidade, inventam-na e reinventam-na por meio da música, da pintura, da poesia, enfim, das diversas possibilidades de responder à perplexidade com o deslumbramento e a beleza.
Há, porém, quem dê sentido à vida empenhando-se nas pesquisas científicas, nas realizações tecnológicas e nas produções agrícola, industrial ou comercial. Também existem os que encontram esse sentido na ajuda aos outros ou na dedicação à família.
Qualquer uma dessas opções exige do indivíduo maior ou menor empenho, conforme as características de sua personalidade e as implicações da opção feita. Por exemplo, se a opção é no campo da arte, os problemas que surgem podem conduzir a um empenho que às vezes implica numa entrega limite, que tanto pode levar à realização plena como à frustração do projeto.
Diversamente, no plano político, por envolver um número considerável de indivíduos, o sectarismo ideológico tem consequências graves, às vezes trágicas. O exemplo mais notório é o nazismo de Adolfo Hitler, que levou ao massacre de milhões de judeus e a uma desastrosa guerra mundial. Mas houve outros exemplos de sectarismo ideológico, como o stalinismo e o maoismo, de lamentáveis consequências.
No plano da religião, então, por adotar muitas vezes a convicção de que ali está a verdade revelada, tanto se pode alcançar a plenitude espiritual como render-se ao fanatismo intolerante, a exemplo do que ocorreu, no século 13, com a Inquisição, quando a Igreja Católica criou tribunais para julgar e condenar os chamados hereges. Eles eram queimados vivos na fogueira, já que teriam entregue suas almas ao Diabo. A religião é, certamente, o campo propício ao surgimento da intolerância intelectual, precisamente porque ela se supõe detentora da verdade absoluta, da palavra de Deus. Hoje, temos, nesse campo, a atuação fanática do Estado Islâmico.
Mas voltemos à necessidade que temos todos de dar sentido à nossa vida. Generalizando, pode-se dizer que o bicho humano, para ser feliz, necessita de uma utopia. No século 20, para muita gente, essa utopia foi a busca da sociedade fraterna e justa, concebida por Marx e que, sem se realizar plenamente, extinguiu-se. A consequência disso é que, hoje, vivemos sem utopia, o que atinge particularmente os mais jovens.
Sem dúvida, a maioria deles, de uma maneira ou de outra, encontra seu caminho, um sentido para sua vida. Mas há os que, por uma razão ou por outra, tornam-se presas fáceis de uma opção radical, como a do fanatismo islâmico que, além de lhes oferecer um rumo –uma espécie de missão redentora–, atende a seus ressentimentos. A isso se somam muitos outros fatores, como as raízes étnicas, a descriminação, a frustração social e, sobretudo, um grave distúrbio mental.
