Ontem
Ontem você acreditou, hoje está indeciso, amanhã será esquecido. Qual é tua certeza na vida vivida?
Outro dia você pensou, ontem meditou analisou, hoje será a tua importante decisão antes da resposta.
Hoje é parte do ontem, onde o tempo acelerou um novo hoje, neste círculo não há cálculo nem soma, ninguém parou o tempo para conversar.
Hoje é o reflexo do ontem, amanhã o espelho do hoje, e com todo naufrágio no mundo distorcido guia humanidade em rotação sem conhecer a verdade realidade.
Porque sofrer antecipar a dor, planejar um sofrimento futuro lamentar o passado, aprende hoje ontem está escrito.
Desgastadas pelo tempo as palavras formaram o ontem, hoje serão escritas um novo começo, amanhã a interrogação.
A opinião impulsa o incompreendido até a multidão, não vai curar o ontem nem acalentar o hoje, talvez possa ser melhor amanhã.
Quando foi que você aprendeu que os dias são de lutas, não há ontem, nem hoje, nem amanhã, a cada novo dia o círculo são repetitivos ontem eu lutei, hoje eu venci, amanhã será vitória.
O passado não é um livro com lições vividas, o passado é agora até que todos aprendam o ontem e hoje sem cair no aprendizado arcaico.
Hoje eu não sonhei o Hoje mas desejei o ontem, ontem estava um dia bonito feliz de magia alegria felicidade.
Tem momentos na vida vivida que vivemos neste paradoxo,
ontem a ida foi igual volta foi tão igual que até o caminho parecia estar no mesmo lugar.
Eu parei de pensar no ontem e no que poderá acontecer amanhã, eu entendi que não vale a pena chorar pelo que já passou, nem ficar angustiado pelo que virá, pois percebi que devo viver intensamente o agora, sem me preocupar com o futuro, nem com os fatos de outrora.
'O ONTEM'
Estamos cansados. Aflitos.
O amanhã será o hoje
e isso nos aterrorizará novamente.
Asfixiar-nos deveras.
Olharemos para a mesma janela.
O mesmo clarão se aproximando.
Lentamente. Pontiagudo.
O calor do sol será mais intenso.
Mais um dia se repetirá.
Nossas células não serão as mesmas.
Estamos perecendo a cada dia.
A cada por do sol.
As perguntas continuam desde sempre,
com a diferença que elas estão mais invasivas.
Mais sutis. A ostentação adquirida desvaneceu.
A veemência que tínhamos cessou.
O castelo diluiu-se.
A vida levou o que tanto construimos.
Caímos na negligência que criamos e
carregamos o peso das incertezas.
A prática dos abraços que não aconteceram.
O Sorriso nos momentos de tristezas não acontecidos.
A humildade nos momentos de altivez que não foram cedidos.
As palavras que tanto machucaram.
O perdão que ficou no esquecimento.
Foram tantas as faltas...
Porém, no 'agora', não há indulto.
Somente a dor da pena que só aumenta e
os pensamentos vivos que estraçalham o espírito.
Mas temos uma certeza que dilacera:
a de que ficaremos desprezados no esquecimento.
A isso, chamamos vida.
Lógico, numa outra perspectiva.
A do autêntico.
