Onde Termina um Começa o outro
Nem toda transformação começa com movimento.
Antes de qualquer mudança profunda, existe um instante quase invisível. Um silêncio interno que não é vazio, é preparação.
É quando tudo desacelera por dentro.
Quando antigas respostas já não servem mais, mas as novas ainda não chegaram.
Quando parece que nada está acontecendo… mas tudo está se reorganizando.
Esse recolhimento não é estagnação.
É gestação.
A gente costuma querer sair rápido desse lugar, preencher o silêncio, antecipar respostas. Mas é justamente nessa pausa que algo essencial se alinha.
Nem sempre o próximo passo nasce da ação. Às vezes, ele nasce do silêncio que você consegue sustentar.
O novo não começa no fazer. Começa no espaço que você permite que ele exista.
Tem um momento na vida em que o silêncio do outro começa a fazer barulho dentro da gente. É curioso isso, porque o silêncio em si não diz nada, mas a nossa mente… ah, essa não suporta o vazio. Ela é como uma escritora ansiosa, dessas que não dormem enquanto não terminam a história, mesmo que precise inventar metade dela.
Quando alguém fica mais quieto, mais distante, a gente não observa apenas… a gente interpreta. E interpretar, quase sempre, é correr o risco de exagerar. Eu mesma já me peguei criando enredos dignos de novela das nove, com direito a traição, abandono emocional e até diálogos que nunca aconteceram. Tudo isso enquanto a outra pessoa talvez só estivesse cansada, distraída ou simplesmente vivendo um dia ruim.
A mente não gosta de lacunas. Ela vê um espaço em branco e já pega a caneta. Só que ela não pergunta se pode escrever. Ela vai lá e escreve do jeito que acha mais coerente com os nossos medos. E é aí que mora o perigo. Porque raramente a mente preenche os vazios com leveza. Ela prefere o drama, o alerta, a defesa. Como se estivesse tentando nos proteger, mas, no fundo, só nos deixa mais inquietas.
E o mais irônico é que quanto menos informação a gente tem, mais certeza a gente sente. É quase uma coragem ilusória. A pessoa não respondeu direito, pronto, alguma coisa está errada. Ficou mais calada, pronto, tem algo acontecendo. E assim, sem perceber, a gente começa a reagir a histórias que nunca foram confirmadas.
Só que viver assim cansa. Cansa porque a gente sofre por antecipação, cria distâncias que talvez nem existam e, às vezes, acaba tratando o outro com base em algo que só aconteceu dentro da nossa própria cabeça. É como brigar com um fantasma e sair machucada no final.
Talvez o grande aprendizado aqui seja respirar antes de concluir. Nem todo silêncio é rejeição. Nem toda distância é abandono. Às vezes, é só… silêncio mesmo. E talvez confiar um pouco mais no que é real, no que foi dito, no que foi construído, seja um ato de maturidade emocional que a gente vai aprendendo aos poucos, tropeçando nas próprias suposições.
No fim das contas, nem tudo que a mente cria merece palco. Algumas histórias precisam ficar onde nasceram… dentro da cabeça da gente, sem virar verdade na vida real.
E se você gosta desse tipo de reflexão que abraça, cutuca e faz pensar ao mesmo tempo, clica no link da descrição do meu perfil e vem conhecer meus e-books. Tem muita coisa lá que parece ter sido escrita exatamente para esses dias em que a mente resolve falar alto demais.
Quando você observa sem interferir, começa a perceber padrões que antes passavam despercebidos. Não apenas padrões de pensamento, mas padrões emocionais e comportamentais que se repetem ao longo do tempo. Essa visão clara é o que permite uma transformação real, não baseada em esforço, mas em compreensão.
Existe um ponto sutil na prática em que você começa a perceber que não é apenas o observador dos pensamentos, mas também aquilo que percebe o próprio ato de observar. Nesse momento, a dualidade entre “eu que observo” e “aquilo que é observado” começa a se dissolver, revelando uma consciência que não precisa de posição, esforço ou identidade para existir.
Quando a identificação começa a colapsar de forma mais radical, pode surgir uma sensação de ausência de referência, como se o chão tivesse sido retirado. Esse momento costuma ser mal interpretado como perda ou vazio negativo, mas na verdade é a dissolução da estrutura que sustentava a ilusão de controle. Permanecer lúcido aqui revela uma liberdade que não depende de qualquer centro fixo.
Caminho do Saber
Na sala simples ou num grande salão,
Começa a jornada da transformação.
Com lápis na mão e sonhos no olhar,
A educação vem o mundo mudar.
Entre letras, números e imaginação,
Se constrói um futuro, nasce a razão.
O professor ensina, mas também aprende,
E a mente curiosa nunca se rende.
Educar é plantar com amor e cuidado,
É ver florescer o que foi semeado.
É abrir caminhos, mostrar direção,
E dar asas leves ao coração.
Porque o saber é luz que conduz,
É ponte que leva e também que seduz.
E quem aprende, jamais está só,
Carrega o mundo dentro de si, sem dó.
Santuário
É no apagar das luzes que a vida começa a fluir como realmente penso no existir.
Enquanto as cortinas estão fechadas para o mundo cruel, um abrigo é construído em cima da verdade e da pureza das pessoas com toda a sua integridade.
Após as nuvens as mentiras e as dúvidas caem sobre o solo em forma de chuva.
Após as nuvens o fogo que queima se mantém controlado e enjaulado, já o fogo que ilumina ganha força, trás um novo fôlego de vida,
Navegando entre o subconsciente e o consciente o martelo é batido e o imediato acontece:
_Loucuras controladas.
_Imperfeições engavetadas.
_Atualizações feitas.
Uma fagulha da realidade é vista ao tentar abrir vagarosamente os olhos, o gelo e o frio intenso estão em excesso, em contra partida a liberdade e as aventuras estão em escassez,
É notório saber que nas sombras do que falta, fechar os olhos faz falta.
Ao dormir, alguns sonhos entram no módulo sagrado e nos deixam perceber o quanto é bom viver dentro desse abrigo.
Às vezes, seguir em frente começa com um adeus. Nem tudo que ficou no passado merece voltar.
Janice F. Rocha
Percebi que o adeus começa muito antes da partida… quando o outro já não se importa que a gente fique.
Quando nos afastamos... de pessoas que não querem o nosso bem, nossa vida começa a caminhar... sem tantas pedras.
“A nossa história já vem escrita, mas é quando tudo começa a acontecer que percebemos: o destino rascunha, a vida executa e a consciência dá sentido a cada linha"
O primeiro respeito que merecemos começa aqui. Se não nos respeitamos os de fora muito dificilmente vão nos respeitar.
Toda força que buscamos fora já habita em nós.
É na mente que a realidade começa a tomar forma, é no silêncio interior que o poder desperta.
Quando alinhamos pensamento e sentimento, o impossível se curva diante da nossa fé.
Resgatar a força interna é lembrar que o universo responde ao que criamos dentro.
Dizem que a vida começa aos 40,
mas eu digo: a vida só começa mesmo quando se começa a viver de verdade!
Senhor, obrigado por este novo dia que começa. Pela vida, pelo fôlego e pelas novas oportunidades. Cuida de mim e dos meus, guarda nossos passos, afasta todo mal e derrama tuas bênçãos sobre nós.
Amém!
O milagre não começa no que falta,
mas na fidelidade com o que já foi entregue.
Que o Senhor te dê olhos gratos, mãos fiéis
e um coração em descanso no jardim que Ele mesmo plantou em você.
miriamleal
