Olhos Alma
Deus nunca me pediu relevância aos olhos dos homens, pediu fidelidade.
Não acumulei cargos, mas multipliquei discípulos.E é na vida deles que vejo o verdadeiro valor do meu ministério.
O que os olhos não veem, o coração não sente. Mas o corpo fala mais alto do que aquilo que se pode ocultar: o inconsciente entrega.
Quão grande és Tu!
Amanheceu! Eu abro os olhos e vejo a claridade do dia que sutilmente invade o meu quarto!
Eu caminho pela calçada e meu coração é grato!
Grato a Deus pela oportunidade de mais um dia.
Grato pela Sua "luminosidade"que também invade meu ser...
Então minh'alma canta a Ti, Senhor: quão grande és tu
Quão grande és tu!
Quão grande és tu , ó meu Senhor!
edite lima / Julho/2019
"Dois corpos, um movimento,
Uma valsa que encanta o momento.
Olhos nos olhos, mãos unidas,
Um amor que dança nas vidas.
A música os leva ao céu,
Um giro que os faz voar alto e livre.
O amor é a coreografia,
Que os faz dançar em harmonia.
editelima 60
agosto/2025
Os seus olhos e seus ouvidos são mais importantes que sua boca. Ou seja, aprenda a observar mais as pessoas e escute atentamente quando alguém te falar alguma coisa. Quem consegue conversar olhando nos olhos é alguém verdadeiro e que vale muito a pena manter um vínculo afetivo.
Desvende-me em teu olhar,
Eis-me aqui para te contar:
Nos teus olhos celestes
Resolvi uma estrela buscar.
Surpresa doce e íntima,
Com o tom de revolução,
Por ti vivo a sorrir...,
Viraste a minha doce canção.
Entregue-se ao meu tocar,
Eis-me aqui para te amar:
Os nossos corações solares
Um dia hão de se reencontrar!...
Talvez no alto da montanha,
Ou na beira do mar;
Talvez, talvez, talvez...,
Quando a gente não planejar.
Agarre-se a nossa glória,
De escrever entre os beijos
A nossa história...,
Indizivelmente nossa.
Em salto e altura,
Não haverá queda livre,
Porque sinto-me tua;
Contigo estou segura.
Não vim parar à toa,
Surpreendendo-te
No céu de (Bruges),
Em queda livre,
Libertando-te,
Pairando leve,
Envolvendo-te
Para que o teu coração
Nos faça (entregues).
Amar o amor faz parte
Da honra, da vida,
Da poesia e da arte;
Da nossa ida
Pensando na volta;
O amor abriu a porta...
O teu corpo tem o poder do transe perfeito, Lábios que me rendem, Olhos que me seduzem e mãos que me prendem.
Nesta véspera de Ano Novo
Nesta véspera de Ano Novo
quero os teus olhos brilhando
mais do que nunca um brilho novo:
Quero que brilhem só o amor,
porque vida sempre será
o maior de todos os tesouros,
e você pode vencer os desdouros.
Beijo os teus olhos
e a sua boca no meu
amoroso pensamento,
Desejando me tornar
parte dos seus sonhos.
(Essência de um despertar)
A Ibirá-puita-guassú
em floração de outubro,
a aliteração do futuro
nos teus olhos vislumbro
enraizada no coração.
O milagre de ser poesia
retirando o eu todo o dia,
passando a ser mais nós
como quem conversa,
canta, reza e protesta.
Ao encontro com a verdade
devida até onde a leveza
e liberdade se enraizam,
vou para que as asas cresçam,
e os sonhos aconteçam.
Não consigo mais olhar
com os mesmos olhos ingênuos
o céu da nossa América Austral,
Não dá para não imaginar
o Deus da Guerra e da consequência
dançando sobre algum
de nós sem tremer inteira,
Seja sob o Sol ou sob a Lua
está difícil de tirar o olhar
do céu sem embalar
o pior no coração e na cabeça,
Não dá nunca mais
para continuar sendo a mesma:
É sobre vulnerabilidade o poema.
Em rendição por habilidade
de Súcubo olhos nos olhos,
pronunciando o teu nome baixinho
só para receber o quê é meu
e dizendo o quanto és desejado.
Sem dar muitas voltas só
para te deixar avassaladoramente
gamado abrindo o espaço
que não cabe ser mais ocultado
para receber o quê é safado
e encaixada no teu regaço.
Endoidados pelo ambiente
e pelo vaivém premeditado
embalados ao som de Indie Rock,
Envolvidos pelo entusiasmo
do amor e da paixão nos ter
pela primeira vez encontrado.
Daqui para frente já está certo
tanto para você quanto para mim,
que não precisaremos ter cuidado,
porque valeu a pena ter esperado.
De longe percebo os teus
olhos desejosos pelos meus,
Sensivelmente imagino
o teu rosto grudado no meu,
Os teus pêlos bem cuidados
acariciando com apego
sensualmente o pescoço,
O teu charme todo fogoso,
sublime e poderosos,
Os teus dedos luxuriosos
tocando o meu corpo
entre injúrias provocadoras
de êxtases e súplicas
como se colhe ternuras
e amoras-silvestres
sem se importar com alturas.
Parece sem nenhum sentido
que algo está porvir sem
explicação, solar e intenso,
com os ventos anunciando
escolhas, capturas e malícias,
Porém, com total pertencimento
celebração e do amor romântico
como do jeito que reza o juramento.
Com a extravagância de corpos
enlaçados e apaixonados,
Com os nossos olhos fechados
e corações abertos temos
a urgência do próximo ato,
Porque deixamos nos seduzir
pela brincadeira e o perfume
natural do amor que viciados
nós estamos sem volta
e sem tédio totalmente gamados.
Embalados pelos voluptuosos
sons dos nossos ais deliciados
por alternâncias quentíssimas
e ondas divertidas de total prazer,
A luxúria evidenciada nos pertence
com aura magnética e todo o poder.
O caos amável que te trouxe é que
desde o dia que me conheceu a tua
régua romântica nunca mais foi,
e nem será mais a mesma por ter
conhecido de perto e ter nas mãos
o domínio do meu encanto sem igual
de tocá-lo inteiro por dentro do meu
jeito por ninguém conhecido e genial.
Envolvidos pelo sabor do amor,
e do doce de Araticum-açu
nos lábios para declamar tudo
o que é cabido para ser eternizado,
E para que seja recordado
nos meus Versos Intimistas
escritos da gente ter se encontrado.
Ele era uma figura misteriosa,
um mulato de beleza única,
com um corpo musculoso,
olhos verdes andando,
fala aveludada e respeitoso.
Com o seu cavalo bem cuidado,
ele um autêntico peão brasileiro,
o nome dele era Dario,
que mantinha o orgulho elevado
do ofício desempenhado,
e rezava com fervor inigualável
o Santo Rosário em dedicação
à Nossa Senhora de Aparecida.
Eu ainda bem menina dava
um trabalho danado
junto com as crianças da vizinhança,
a nossa infância era além
muito do pé no barro,
mas os cabelos também por nossa
própria obra era alcançado.
E assim pela estrada a gente fugia,
ele sempre muito paciente
depois de tudo o quê fazia,
e se fosse preciso párava tudo,
para acompanhar as Mães
em busca intrépida de cada
um por toda a estrada vazia.
Não tem como eu me
esquecer destas inúmeras
vezes quando na porta
de casa ele um por um trazia,
ou quando ele passava
sem montado com o seu Baio
e me via pela estrada,
e prontamente dizia:
- Já para casa, menina!
...
Nota da Poetisa sobre a palavra "mulato":
"O termo 'mulato' utilizado para descrever Dario neste poema é uma escolha deliberada e histórica, fiel à linguagem da época e da região das minhas memórias de infância. Naquele contexto, a palavra era o descritivo de sua ascendência mista e da sua beleza singular. Longe de qualquer intenção de depreciação, a figura de Dario é celebrada aqui em toda a sua dignidade e força. O uso é uma homenagem à sua pessoa, e não uma adesão ao peso pejorativo e racista que o termo carrega historicamente."
O Canto de Reis envolvente
me leva a encontrar os teus
maravilhosos olhos felizes,
Debaixo do Angico-branco
no levando pelo ritmo hipnótico,
Proclamei-te como o meu
sublime amado erótico,
Assim eternizei na mais
alta tradição poética da terra,
Para que fique bem claro
que o amor não permite guerra,
e renova os votos de paz
por ter encontrado o que terna.
Assim que as Paratudo florescerem,
desejo que me mostre os seus olhos,
que eu te ensinarei olhar para o céu
em tempos de desamparo continental,
e não é somente um recado sentimental.
Confio em tudo aquilo que percebo,
prevejo e sinto que está no peito teu,
e todos os dias fascinantemente
têm se transferido convicto pro meu.
Não importa o giro do nosso mundo,
devocionalmente pertenço ao que é
mais profundo e você pertence ao meu.
A tua vulnerabilidade e a tua resistência
me pertencem - plenas nesta trincheira.
Ostento no coração igual
a florada Manduirana
reverente sob o céu austral
que o olhos encanta.
Nascendo sob a guarda
da Mata Atlântica, do Cerrado,
e até mesmo da Caatinga,
porque tudo aqui é poesia.
Habitante do pensamento
é o suficiente para tornar-me
o teu favorito sentimento.
O tempo que para uns dilui
usualmente o charme,
traz aliança e estabelecimento.
Diante dos teus olhos que
são onde convergem o céu
e monumentos do tempo,
Mesmo que ventos contrários
soprem nas nossas faces,
Convicta ando insistindo
para que o nosso mundo
íntimo não tenha destino
igual ao da Linha Durand.
Pisoteei caleidoscópios,
rasguei todos calendários
e quebrei muitos relógios,
Por recusar viver a vida
toda a mercê do acordo
entre o cavaleiro e o emir,
Está para nascer quem irá
ditar os meus valores a seguir.
Por saber que a história
não começou a partir daí,
As minhas próprias regras
fui eu quem escrevi,
E uma delas é que impérios
sempre as próprias covas
por si mesmos cavarão.
Confio na predição forjada
por lágrimas, sangue e fogo,
e na sublime ambição
que converge na sua direção
levando o teu amor no coração
com a certeza da tua retribuição.
