Olhos Alma

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Fechar os olhos para o sofrimento do outro é um ato de crueldade disfarçada de prudência.

Incondicional Brilho


"Ainda vejo estrelas nos seus olhos e mais — constelações nestes."


Jorge B Silva

Senhor afasta de mim este cálice. Silencia minha boca, cega meus olhos e ensurdece meus ouvidos para que eu sinta tão e somente o Senhor; e que todas as coisas vans sejam nada mais que segundos em meus dias a fim de lembrar-me da Tua Bondade, Amém!

A Garota do Céu ao Lado


Ao te avistar,
fixarei meu olhar nos teus olhos
e afagarei teus cabelos.


No nosso reencontro,
quero abraçar e envolver teu corpo,
seduzir e tocar os teus lábios.


Quando eu te vir uma vez mais,
mataremos a nossa saudade,
revivendo os instantes juntos
na intensidade do nosso afeto...


Movido por esses desejos,
vou à janela todas as noites
para ver você resplandecer no firmamento.
Embora eu não possa te alcançar,
nossos olhares se cruzam e se envolvem
até que o sono nos encontre.


Hoje, aquela menina vizinha
encontra-se distante.
Mas ainda nos olhamos assim,
sempre que o céu nos dá a chance
em sua alegria azul e infinita.


Madrugada adentro, caminhamos juntos:
eu e a garota que conheci.
Tínhamos sonhos doces,
como os da padaria perto de casa,
daqueles salpicados de açúcar...


A garota era a Lua,
a rua ao lado, o Céu.


Jorge B Silva


Da Trilogia "A Garota da Rua ao Lado",
de Jorge B Silva.

33

"Fecho meus olhos e vejo Cristo em seu calvário.
Fecho os olhos outra vez e vejo Cristo na cruz.
Fecho-os uma terceira vez e vislumbro um
Jesus feliz, livre e resplandecente.
Isto é o que Deus nos deseja:
a vitória de Cristo sobre
nossas derrotas e falências.
— Abra os olhos!"

Sabedoria Cristã

Quero alguém para fechar os olhos e me imaginar abraçando
Alguém para esperar ansiosamente a hora de chegar em casa para ver
Alguém para sonhar que está comigo
Alguém para procurar na cama quando acordo na madrugada
Alguém que faz meus olhos brilharem quando eu penso nela.

A Beleza que a Profundidade revela

A arte reflete nos seus olhos, a sua beleza fica em exposição, mas a parte mais bela é invisível aos olhos: uma divina composição cuja admiração precisa de profundidade, de uma percepção que não se limita à superfície. Cada detalhe dela é importante, a partir da sua essencialidade, que torna a simplicidade em algo fascinante.

Quem fecha os olhos para a necessidade do próximo acaba se isolando do verdadeiro sentido da vida e da solidariedade coletiva.

Sempre te sinto perto, embora distante dos meus olhos.

Quem prefere fechar os olhos para a injustiça social acaba cúmplice da dor que escolhe não ver.

Relato Da Névoa

Era uma madrugada enevoada.
Meus olhos se abriram, tentando dissipá-la e reconhecer a luz entrando pelas frestas das janelas cobertas por cortinas.

Poucos segundos... a dor não espera. Logo em segundos, ela aponta a arma e atira em turbilhões.
Meu cérebro não quer pertencer a mim.
Minha alma e espírito estão se contorcendo, também querem se separar de mim.
Querem um ser fragmentado, moribunda para a morte.

Alguém nas trevas pode me ouvir?
Não há lugar nem nas trevas desse túnel escuro e úmido, onde caem pingos do teto e há poças de água no chão irregular e perigoso que sinto com meus pés.
Vejo uma luz da abertura lá a muitos metros; sendo a entrada ou saída, eu não sei bem ao certo.

Alcanço-a, e a mão de um gigante me puxa para fora.
A luz forte faz doer a vista.
O gigante me segura com as mãos fechadas, me obrigando a sair.
Eu não sei se é homem ou mulher, mas me joga para um lugar, um portal em redemoinho.
Me protejo com os braços enquanto sou jogada.

Me vejo em um lugar todo branco.
Não há nada: nem saída, nem entrada.
Mas não há desespero, não há dor, não há alegria eufórica. Só calma... paz? Conforto?
Eu não sei ao certo.
Nunca senti o sentimento que estou sentindo nesse lugar.
Não sei o que é, mas não estou preocupada.

- Ramile Godon

Folhas Laranjas Da Centelha

Descarga de raiva.
Olhos doloridos.
Alheios impõem a Incompreensão.
Queda da sustentação.
Barreiras envenenadas de carne e sangue.
Desconexão imposta.
Alheios impõem a condenação.
Punitividade social.
Marginalização dos filhos de alma.
Doenças dos robôs de carne.
Disturbios do metal de carne consciente.
O Miasma e o poder do ostracismo.
Corrupção espiritual,
Sofrem os filhos de alma.
Espirito elevado, escudo dos cansados.
Resistência.
No abismo a morte solitária.
Na elevação, nasce a vida da árvore.
As raizes sugam a água e o sangue.
A casca vazia desmorona,
A centelha resurge,
As folhas laranjas caem como sinal.

- Ramile Godon

Comece a se assistir pelos olhos de quem lhe observa. Na forma de falar, agir, caminhar e silenciar, existe sempre uma imagem sendo traduzida sobre quem se é e como se é interpretado.

Quem fecha os olhos à dor do necessitado, arrisca-se a encontrar portas fechadas no dia da sua própria aflição.
— TUNIN

“O amor é uma ilusão nível Genjutsu. O problema é que eu esqueci como selar os olhos quando olho para você.”

“O amor é um Genjutsu bem executado. O problema é que eu sempre esqueço de selar os olhos quando é você.”

VICTORIA DOCINHO

Victoria, meu docinho encantado.
Nos teus olhos vejo um céu estrelado;
em seu âmago, contemplo uma doce ternura em forma de flor.
Teu nome já canta um hino de amor.
Com sorriso que acende manhãs,
brilha mais que mil joias cristãs.
Teu jeitinho suave, puro e leal
é abraço que cura, é toque sem igual
que afasta minha essência do mal.
Victoria, meu raio de sol em doçura,
tua presença é linda, leve e segura.
Tens no riso a chave da alegria
e, no olhar, o brilho da poesia.
Docinho que a vida me concedeu com fervor,
encantando caminhos com seu calor.
Meu coração dança em doce harmonia
toda vez que ouço:
“Victoria, tenha um dia de plena alegria!”

“Que a vida não me encontre distraído quando o eterno vier me buscar; quero partir com os olhos cheios de mundo e a alma transbordando de consciência.”

Olhe sempre diretamente nos olhos das pessoas. Sustentar o olhar é uma demonstração de coragem, transparência e autoconfiança. Quem não consegue manter o olhar, muitas vezes transmite submissão, medo ou falsidade. Quando você olha nos olhos, coloca-se em pé de igualdade com o outro, sinalizando que se respeita — e que exige respeito.
​Nunca tenha medo de pedir. Pedir ajuda quando se precisa não é humilhação: é um ato de coragem. É mil vezes mais digno estender a mão para pedir do que rebaixar o próprio caráter para tomar o que não é seu.
​Não respeite quem não te respeita, pois o respeito jamais deve ser uma via de mão única. Quem quebra esse pacto social básico não faz jus à sua consideração. O recado é simples: "Quem dá respeito, tem respeito". Respeito é uma semente — planta-se para colher.


John Rabello de Carvalho

Existe um tipo de cegueira que não está nos olhos, mas na mente. É aquela que faz uma pessoa rejeitar uma boa ideia simplesmente porque ela veio de alguém de quem discorda.
O fanatismo é tão perigoso que, em nome da oposição, alguns passam a defender até aquilo que deveriam combater. Se o adversário propõe acabar com a dengue, tornam-se defensores do mosquito. Não porque acreditem na importância do inseto, mas porque perderam a capacidade de separar o valor de uma ideia de quem a apresenta.
Nesse estágio, a razão deixa de ser o instrumento que orienta o pensamento e se transforma em refém das paixões. Os fatos já não importam, os argumentos são ignorados e a verdade só é aceita quando favorece o próprio lado.
O mais triste é perceber que, nessa disputa cega, muitos já não se preocupam com o que é melhor para a sociedade, mas apenas com o que pode prejudicar o adversário. E, quando a necessidade de vencer alguém se torna maior do que o compromisso com o bem comum, todos acabam perdendo.
Discordar é um direito. Questionar é saudável. Fiscalizar é necessário. Mas rejeitar tudo o que vem do outro lado, sem avaliar o mérito, não é pensamento crítico: é dependência ideológica.
Uma mente livre julga a ideia pelo seu valor, não pela identidade de quem a defende. Uma mente dominada pelo fanatismo, porém, prefere ver o mosquito vencer a admitir que o adversário tinha razão.
Eis o absurdo da cegueira ideológica: na ânsia de derrotar o adversário, há quem aceite a derrota da própria razão — e ainda comemore como se tivesse vencido.