Olhos Alma

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Carência não é a falta de um amor, e sim, a solidão da alma.

No solitude o abraço frio da calida alma.
Meros arficios atrozes dores que são da essência humana.
Nova apologia do ser inerte todavia..
Vultos são expostos pela Decadência.
Nossos sonhos são lampejos.

A poesia acalma,
renova a alma,
planta a semente
refresca a mente,
Atrai a canção
Alimenta o coração
revigora o sabor e
renova amor.
Das manhãs de orvalho,
na estrada longa,
no atalho,
nos dias de chuva
em lua cheia...
E nas tempestades...

Silencio..
minha alma chora.. grita.. implora..
vc ainda me faz falta..
vc ainda me provoca.. me toca..
e mesmo que tudo a sua volta te faça esquecer..
eu estou disposta.. a fazer vc lembrar..
que sou especial... importante..
que sou a unica, a tal.. a tua..
que sou a mulher de tua vida.. tua amada..
tua metade...

Quem tem alma pura, tem delicadeza nas palavras.
Gentileza nos gestos.
Bondade no coração.
Destila amor, humildade
Tem tranquilidade.
Sorri com facilidade
Alma limpa e coração aberto.
Quem tem alma pura, vive despreocupado
Estende a mão sem preocupação.
Quem tem alma pura, tem brilho, tem força, tem proteção. !! Simone vercosa

⁠Tudo aquilo que nos alcança sem nos tocar , que atingue a alma, perfuma, e nos deixa emocionados:
É o puro, sublime, a essência da verdade !!
Simone Vercosa

Silêncio profundo


Depois de tudo, sigo firme na estrada...
Apesar de tudo, minha alma não é segue calada.
Vou tentando rimar meu canto no vento, na brisa, no vai e vem de uma aragem sutil...
Nesse voo rasante, sem medo, sem lamento... sigo passo a passo na minha estrada.
Aqui não há distâncias, só olhares que brilham no lusco fusco do amanhecer...
Novos horizontes onde os sonhos cintilam... e se esforçam para nascer e firmes e fortes vivos permanecer...
Corpo abandonado, leve a flutuar,
deixo-me planar, além do pesar.
Liberta e solta, entre nuvens a flutuar,
minha voz encontra o mar para nele totalmente se espelhar e se espalhar.
Em cada verso, uma força reluzente...
Na tempestade, sou eu a chama ardente.
Depois de tudo, renasço em poesia,
Apesar de tudo, floresço em melodia.
No silêncio profundo, minha essência canta,
E a vida, enfim, reinventa-se forte e solene, e tudo ao seu redor encanta.

⁠Cicatrizes da alma

A desilusão, amarga e fria
Invade a alma, sem pedir licença
Cortando fundo como navalha vazia
Deixando marcas na essência.

Promessas quebradas, sonhos desfeitos
No peito, um vazio sem fim
A desilusão, como punhal no peito
Ferindo a esperança até o fim.

Na escuridão, o coração se esconde,
Em cada canto, um novo tormento
Onde o silêncio fala mais que mil palavras
E cada lágrima conta um momento.

Nesse teatro de sombras e de mágoas,
Onde cada ato é um adeus
A dor se espalha, sem pressa e sem falhas.

E assim, a desilusão segue seu rumo
Como rio que corre para o mar,
Levando consigo o doce e o amargo,
Na eterna dança de amar e chorar.

E Nosso Dever


Carregar a alma pura de criança,
Cultivar o otimismo em cada olhar,
Trabalhar por um mundo de esperança,
É nosso compromisso e nosso lar.


Deixar acontecer o espetáculo da vida,
Onde a graça e o riso têm lugar,
Na alegria real e comovida,
Que a todos possa logo contagiar.


Que a brisa toque a alma levemente,
Que a planta beba o orvalho na calada,
Que a luz solar revele ao solo quente
A nova chance a cada madrugada.


O mundo ainda tem jeito e conserto,
Apesar de todo erro cometido,
O amanhã precisa estar aberto,
Para que o futuro seja garantido.


Pois nossa grande e urgente missão
É manter viva a alma de criança,
Trazer o otimismo no coração
E consertar a Terra com esperança.

Nem toda desordem pede conserto; algumas apenas afastam os móveis da alma para abrir uma passagem.

Quando minha alma está triste,faço silêncio para ouvir a voz do coração.

A música é o idioma universal da alma, falado antes mesmo das palavras existirem.

🌻🏄 Eu me alegro,
como um girassol amarelo,
buscando sempre a luz,
na alma guardo o singelo
No balanço das ondas me encontro,
no skimboard risco o mar,
sou raiz que dança com o vento,
sou água livre a deslizar.
Sol que aquece minha pele,
mar que embala meu destino,
girassol que aprende a surfar,
na vida sigo meu caminho

TEMPERANÇA DA ALMA DIANTE DA DOR.
A vida, em sua tessitura inexorável, possui a capacidade de dilacerar as estruturas mais íntimas do ser. Ela não pede licença para ferir, nem consulta a disposição do espírito antes de impor suas provas. Há momentos em que o indivíduo se vê fragmentado, como se sua própria identidade houvesse sido dispersa pelos ventos da adversidade. Contudo, é precisamente nesse território de ruína interior que se revela o verdadeiro critério da grandeza moral.
Ser quebrado pela existência não constitui exceção, mas condição comum da experiência humana. O que distingue os espíritos elevados dos que ainda se debatem na ignorância moral é a forma como respondem à própria dor. A imaturidade, por sua vez, tende a transformar o sofrimento em justificativa, como se a dor pessoal conferisse licença tácita para a propagação do sofrimento alheio. Nesse estado, o indivíduo deixa de ser apenas vítima das circunstâncias e torna-se agente da mesma violência que o feriu.
A maturidade, entretanto, inaugura um outro horizonte ético. Ela nasce quando o ser compreende, com lucidez, que a dor é uma experiência, não uma autorização. O sofrimento pode explicar reações, mas jamais as legitima. Há uma distinção profunda entre compreender a origem de um impulso e consentir com sua manifestação. O espírito amadurecido aprende a conter-se, a refletir, a sublimar. Ele reconhece que cada gesto direcionado ao outro carrega consequências que ultrapassam o instante e repercutem na ordem moral do universo.
É nesse ponto que a consciência se eleva. O indivíduo passa a perceber que sua responsabilidade não é anulada por suas feridas. Pelo contrário, ela se intensifica. Quanto mais alguém conhece a dor, mais apto se torna para evitá-la nos outros. A experiência do sofrimento, quando bem assimilada, converte-se em instrumento de empatia e não em arma de agressão.
Assim, a verdadeira força não reside em resistir ao impacto da vida, mas em impedir que esse impacto se converta em destruição exterior. Há uma dignidade silenciosa naquele que, mesmo ferido, escolhe não ferir. Essa escolha não é passividade, mas domínio de si. Não é fraqueza, mas refinamento moral.
No âmago dessa compreensão repousa uma verdade austera e elevada. O ser humano não controla tudo o que lhe acontece, mas conserva plena responsabilidade sobre aquilo que transmite ao mundo. E é nessa responsabilidade, assumida com rigor e consciência, que se edifica a nobreza do espírito, transformando a dor em disciplina e a existência em um exercício contínuo de elevação interior.

A TRÍADE DO SER E A EVOLUÇÃO DA ALMA.

SEGUNDO O Livro dos Espíritos E Allan Kardec
O trecho apresentado, compreendido entre as questões 134 e 146.a, constitui uma das mais densas e estruturais elucidações da ontologia espírita. Aqui não se trata de mera especulação metafísica, mas de uma arquitetura racional do ser, onde a alma deixa de ser abstração vaga para tornar-se princípio inteligível, funcional e integrado ao mecanismo da existência.
A resposta inaugural, na questão 134, é de uma precisão lapidar. A alma não é uma entidade distinta no sentido absoluto, mas o próprio Espírito quando encarnado. Esta definição elimina dualismos artificiais e dissolve antigas confusões teológicas. Antes da encarnação, é Espírito. Durante a encarnação, é alma. Após a morte, retorna à condição de Espírito. Não há ruptura ontológica, apenas mudança de estado.
O comentário subsequente introduz a clássica tríade constitutiva do homem, que se tornou pilar da antropologia espírita. Corpo, alma e perispírito. O corpo é o instrumento material, regido pelas leis biológicas. A alma é o ser pensante, princípio inteligente e moral. O perispírito, por sua vez, é o elo semimaterial que permite a interação entre ambos. Sem esse elemento intermediário, a comunicação entre o imaterial e o material seria impossível, dado o abismo de natureza entre ambos.
Essa concepção resolve, com elegância filosófica, o problema da interação mente-corpo que atormentou correntes materialistas e espiritualistas ao longo dos séculos. O perispírito funciona como um mediador vibratório, permitindo que o Espírito atue sobre a matéria sem violar as leis naturais.
Na questão 136, estabelece-se uma distinção crucial entre alma e princípio vital. O corpo pode possuir vida orgânica sem a presença da alma, mas jamais poderá haver alma encarnada em um corpo morto. Aqui se delineia a diferença entre vida biológica e vida consciente. Um organismo pode funcionar como máquina vital, mas sem inteligência, sem consciência de si, sem moralidade, não é homem, é apenas matéria animada.
Outro ponto de rigor doutrinário surge na questão 137. O Espírito é indivisível. Não pode ocupar simultaneamente dois corpos. Essa afirmação refuta teorias antigas e modernas que sugerem fragmentação da consciência ou multiplicidade simultânea de encarnações. A individualidade espiritual é una, contínua e intransferível.
Já na questão 139, surge uma nuance linguística de grande importância. A palavra alma é polissêmica. Pode designar o princípio vital, o ser moral ou o Espírito encarnado. As divergências filosóficas muitas vezes não nascem de contradições reais, mas da imprecisão da linguagem. Kardec, com notável rigor metodológico, insiste na necessidade de definição conceitual antes de qualquer debate. Trata-se de uma exigência epistemológica.
A questão 141 amplia a compreensão espacial da alma. Ela não está confinada ao corpo como um prisioneiro, mas irradia-se, manifesta-se além dos limites físicos. Essa ideia antecipa, em termos filosóficos, concepções modernas de campo e influência, sugerindo que o ser espiritual transcende a localização puramente anatômica.
Quando se aborda a criança na questão 142, desmonta-se a ideia de formação progressiva da alma. O Espírito é completo desde o início. O que evolui são os instrumentos de manifestação, ou seja, o corpo e seus sistemas. A limitação não está no ser, mas na expressão.
A diversidade de definições entre Espíritos, tratada na questão 143, revela uma hierarquia de compreensão no plano espiritual. Nem todos possuem o mesmo grau de lucidez. Isso introduz um critério crítico fundamental ao estudo mediúnico. Nem toda comunicação espiritual é, por si, portadora de verdade elevada. É necessário discernimento, análise comparativa e coerência doutrinária.
Na questão 144, a chamada alma do mundo é apresentada como princípio universal da vida e da inteligência. Não se trata de uma entidade individualizada, mas de uma fonte comum da qual derivam as individualidades conscientes. Aqui percebe-se um eco de antigas tradições filosóficas, reinterpretadas sob uma ótica racional e desprovida de misticismo obscuro.
Por fim, nas questões 146 e 146.a, resolve-se a antiga discussão sobre a sede da alma. Ela não possui localização fixa, mas manifesta-se com maior intensidade nos centros funcionais do organismo. No cérebro, para as operações intelectuais. No coração, para as emoções e sentimentos. Trata-se de uma predominância funcional, não de confinamento espacial.
Em síntese, este conjunto de questões estabelece uma metafísica da alma que é simultaneamente racional, experimental e moral. O homem deixa de ser um enigma insolúvel para tornar-se um sistema inteligível, onde cada elemento possui função definida e coerência estrutural.
E assim, ao compreender-se como Espírito encarnado, o ser humano deixa de buscar-se na matéria perecível e passa a reconhecer-se como consciência em trânsito, responsável por sua própria elevação, caminhando, não ao acaso, mas sob a égide de leis que se harmonizam com a justiça e com a razão.
Marcelo Caetano Monteiro

" A saudade é a visita que a alma faz ao passado, sem sair do presente; não dói porque acabou,mas vive porque foi eterno. "

" Muitas vezes o 'desejo de sumir' não é vontade de morrer, é o grito da alma querendo renascer em um lugar onde as aparências não sufoquem a essência."

CANÇÃO DO PESO DO ESPERAR.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

No silêncio onde a alma reside
a voz ergue-se como prece antiga
um sopro que atravessa o vazio e pesa no peito
como lembrança de primaveras que não voltam.
É voz que brota da encruzilhada do tempo
onde esperam as horas que feriram o coração
cada nota uma cicatriz que o vento acaricia
cada pausa um mundo que se desmonta em saudade.
Ali está o peso do esperar
não como cárcere mas como testemunha
de todas as manhãs que nasceram desfeitas
de todos os sonhos que dormem sem amanhecer.
O canto é ponte sobre o abismo do ontem
é chama que dança na sombra do que foi perdido e mesmo na dor há uma luz tênue
que sussurra: - a espera é poema que se escreve com o ar -.
Que o eco dessa voz perpasse o tempo
como epifania de vida e de luto
e nos ensine a acolher o peso do esperar
como quem aprende a amar a própria própria espera.

" Há lágrimas que não descem ao rosto. Permanecem recolhidas no claustro da alma, como relíquias invisíveis de uma dor que se recusa a tornar-se espetáculo. São lágrimas secretas. Não por covardia, mas por dignidade. Não por fraqueza, mas por contenção moral. "

"Há dias em que o mundo pesa, mas a alma, quando educada na esperança, sustenta o próprio mundo."