Olhos Alma

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Tem dia que a alma não quer poesia, só silêncio.
Não quer conselhos, quer sumir.
E no meio do sumiço,
um pedaço pequeno
de esperança insiste em ficar.
Mesmo cansada, ela respira.
Mesmo sem fé, ela tenta.
Porque dentro do sei lá, ainda mora alguém que quer recomeçar.

A espera é um mar sem fim,
a alma se perde,
dias viram séculos,
e o coração não mede.
Cada hora é fogo,
cada instante é chão,
mas ainda pulsa a esperança,
teimosa no coração.

A mudança chama, e eu corro pra ela,
alma em fogo, coração que não se aquieta.
Cada passo é medo, cada salto é coragem,
mas quem anseia de verdade não teme a viagem.
Deixo pra trás o velho, abraço o desconhecido,
cada rua nova é meu destino reconstruído.
A alma grita, mas sorri no peito da coragem,
porque mudar é viver, e viver é minha
Vontade.

Tá tudo bem sentir medo.
Ele aparece quando a alma percebe que algo precisa mudar,
mas o corpo ainda não sabe como seguir. O medo não é INIMIGO, é o teu aviso de que algo importa demais pra ser ignorado.

Âmbar


Então vem, caminha comigo devagar,
No brilho âmbar da alma que insiste em rimar.
Ansiedade é fera, mas eu aprendi
a domar,
Transformei o caos em verso pra poder respirar.

Eu


Sou quem ficou
quando tudo foi embora.
Corpo marcado de quedas,
alma ainda em pé por teimosia sagrada.
Não por força heroica,
mas porque algo em mim se recusa a morrer.
Eu amo como quem entrega casa aberta,
mesa posta, bolso destrancado,
coração sem cadeado.
E o mundo, analfabeto de cuidado,
confundiu isso com fraqueza.
Não era.
Eu cai no asfalto, no banheiro, na rua,
cai nas pessoas,
cai nas promessas.
E mesmo assim, levantei sem aplauso,
sem plateia,
sem mão estendida.
Há em mim uma fé cansada,
não a fé que grita,
mas a que respira baixo
e continua.
Deus me vê quando ninguém vê.
No dia sem comida.
No dia sem resposta.
No dia em que o silêncio é a única companhia.
Eu não sou a que perdeu.
Eu sou a que não se perdeu,
mesmo quando tudo conspirou para isso.
Ainda há luz em mim,
não aquela que ilumina os outros,
mas a que agora aprende a ficar para si.
E isso, por mais que tentem,
ninguém apaga.
Isso sou eu, sem romantizar dor e sem me diminuir.
Não é o fim da história. É o retrato do intervalo.
E intervalos também são parte da música.

A noite me encontra
com os bolsos cheios de cansaço
e a alma em desalinho.
Não fiz milagres,
mas mantive o pulso firme
quando tudo em mim queria cair.
Sou casa em reforma
sem verba, sem prazo,
morando em mim mesma
entre entulhos e fé.
Cada rachadura aprende
a respirar sozinha.
O dia não me foi gentil.
Ainda assim, não me quebrei inteira.
Guardei um resto de luz
num canto que a dor não alcança,
e é dali que escrevo.

Viver é caminhar leve o bastante
pra não ferir a própria alma,
e atento o suficiente
pra não perder o que ainda brilha.

"O eco da negação"


Negou o que o peito guardava,
Fugiu do que a alma sabia,
Mas a verdade não se calava,
E ela mesma se perdia.
Tentou apagar o que brilhou,
Fez do silêncio sua prisão,
Mas o que é negado, ecoou,
Roubando o chão da própria mão.
Quem nega o que viveu e sentiu,
Descobre tarde que se enganou,
O mundo que tentou fugir,
É o mesmo que sempre a alcançou.

“Minhas pernas pedem calma, cansadas de sustentar.. Mas é a alma teimosa que não me deixa parar.”

Saudade que arde,
consciência amargada,
troca de alma
mal interpretada,
mas no peito derrete,
doce e late,
feito dor misturada
com calda de chocolate.

Escrevo porque a alma não cabe em silêncio.

Às vezes o corpo e a alma só pedem
pausa, não solução. Não é sobre força ou coragem, é sobre permitir-se descansar, mesmo que seja só por hoje, mesmo que seja no silêncio ou na solidão.

“Tem dias que a alma fala baixo,
mas o coração grita o suficiente pra gente continuar.”

"Nós Braços da Luz"


Deus me escuta no silêncio da manhã,
quando a alma cansada tenta ficar sã.
Entre medos guardados no fundo do peito,
Ele ajeita meu mundo de um jeito perfeito.
Quando a noite derrama tristeza no chão,
Sua luz faz morada no meu coração.
E mesmo que a vida machuque outra vez,
Sua paz me abraça com calma e lucidez.
Há dias em que tudo parece partir,
mas Deus sopra esperança e me ensina a seguir.
Como vento suave tocando a janela,
Sua voz me alcança serena e tão bela.
Ele vê minhas lágrimas sem eu contar,
conhece o silêncio que insiste em ficar.
E transforma o vazio, aos poucos, em flor,
cobrindo minhas dores com fé e amor.
Se o caminho escurece no meio da estrada,
Sua mão permanece comigo, entrelaçada.
E eu sigo mais forte, mesmo devagar,
porque quem anda com Deus nunca deixa de amar.
Então descanso a alma, sem medo, sem pressa,
pois até nas tormentas Sua bondade começa.
E no abraço invisível da fé que conduz,
meu coração adormece nos braços de luz.


__ Lucci Santz

“Algumas conexões podem até se perder no caminho… mas nunca deixam de puxar a alma de volta.”

⁠Nossa luta é diária
É árdua e complicada
Mas a cada obstáculo vencido
Enche-se a alma de satisfação
Ah guerra em nosso ser!
Quando terá fim?
Quando desfalecer minha vida?
Mas se ao invés de reclamar
De ainda não ter chegado
Na meta que tanto tracei
Por que, por que não aproveitar
Aproveitar a jornada
Entre a dor e a satisfação
Entre a guerra e a alegria?

⁠O EU – Pergunta minh'alma
Pergunta a mim, o que te incomoda?

Disse a Alma – Ora, até quando ficarás onde estás?
Não lutarás por aquilo quer tanto quer?
Ou mesmo conquistarás aquilo que a vida de aprove lhe dar?
Ah EU, até quando se castigarás, e sozinho estarás?
Lamentando as percas e dores?
Ser levanta-te.
Respira e vive, pare de se acomodar...
Viva intensamente: ame, ria, brinque, divirta-se...
Chore, entristeça-se, faça tudo com intensidade,
Daqui a pouco a vida desfalece e se vai.
Então levante e viva!

Existem diferentes tipos de dor; algumas abrem abismos profundos na alma, fazendo sumir o chão da certeza e da confiança. Contudo, no interior desse vazio surgem esperanças nutridas pela paz e pela fé.
Isso é a vida!

A tristeza é o preço que a alma paga pela profundidade.