Olhos Alma
Ele é o vazio almanaque,
O Mortuário de embarque,
A escuridão do charque,
A alma vazia de palanque.
Frívolo pilar longínquo,
Imutável e oblíquo,
Honorário pulsante,
Averso de semblante.
Oscilante atômico,
Crespo cômico,
Contradiz o advento imaginário,
Permeia e nada em um aquário.
Maresia da fertilidade,
Desbravam-no na futilidade.
Quem é este ser incompreendido?
O sorriso é o sol da alma. Por qualquer frestinha da esperança ele entra. Sua luz tem força e claridade suficiente para chegar aos cantinhos mais distantes do coração, aqueles que quase nada chega porque está sempre escuro e inundado pelas lágrimas que insistimos em guardar só pra nós.
Nesta vida de leões diários, sobreviver exige leveza de hiena, canto de sabiá e alma que floresce em silêncio.
Tem dias que a alma vira rede na varanda:
balança entre o cansaço e a esperança…
até o descanso encontrar a gente.
Mergulhou para purificar a alma e as águas desaguaram em teu amor.
Permanecerá em teus frutos as correntezas que purificastes em vida. Domingos Montagner! Luz!
Somente Deus conhece as dores silenciosas da alma, e só Ele pode curar o que nossas palavras não conseguem revelar.
O corpo vive onde está, mas a alma não, a alma não tem nacionalidade, não tem espaço nem tempo, a alma vive onde sonha, onde ama, onde é livre.
