Olhos
Em que abismos do céu
provou arder dos seus olhos?
Um fogo que plasma tão mau
e bom de tão perfeita simetria.
Tentes e atentes, à vida-morte,
a carne e que sequer deseja,
derretida em mar de luxúria
com apenas uma luz em reflexo.
tão árduo caminho se vem
como no espelho da verdade,
me perco em olhar pro céu
nas lágrimas da mente humana.
O coração e mente, do fruto
que é doce ao comer,
expressando o engano
que celebra o prazer.
Tudo que soube sobre mim, estava errado.
Eu não gosto de amarelo, gosto da cor dos teus olhos
Não gosto de pagode, gosto do som da sua voz
Tô longe de gostar de cabelo cacheados, gosto dos seus cabelos
Eu não gosto da individualidade, gosto do significado da palavra "nós"
Que a beleza desta orquídea azul, entrelace com as cores dos seus lindos olhos, em um balé de luzes, a colorir vidas.
Hoje não levantei
Na cama fiquei.
Não quis abrir os olhos.
Com problemas pra resolver,
o cobertor puxei,
me cobri,
e ali me escondi.
Esperando essa onda
levar...
e voltar...
com a tranquilidade
das manhãs,
com cafés quentes,
que queimam o céu da boca
e nos preenchem de calor.
Das tardes ensolaradas,
o esplendor,
do céu azul e dos ventos fortes,
com pássaros assobiando —
lindos são as sonoridades.
Livres são as aves,
os pousos nas árvores,
o cheiro de plantas e flores
com o sereno da noite.
Hoje...
tempos anuviado.
Tempestuosos
são os pensamentos,
trazendo consigo
ventos gélidos.
E aquela luz...
já não brilha mais.
Mas os problemas ainda estão lá.
Mesmo que o mundo não esteja parado,
mesmo que o mundo
esteja em uma disputa com o tempo.
Sei que, na dissonância
de um cobertor escuro,
eu procuro...
não acho...
nada.
E me deparo:
ainda são cinco horas da madrugada.
E nada
me faz
levantar.
Fecho os olhos
novamente.
Não sei se estão fechados... ou abertos.
Na escuridão,
não importa o que é
ou o que não é.
Mesmo que eu veja...
ainda está escuro.
E procuro descansar.
Não me lembro mais do verão,
apenas do outono, com seu frio
e dos problemas que virão.
Despejo na imensidão da escuridão,
no quarto,
reflito,
repito:
“Nada há o que fazer,
a não ser se mover.”
Poema
Título : Na dissonância do cobertor
Autor: Nataniel Felipe Longo
Se Você Soubesse...
Te enxergo além dos olhos,
Além do corpo, além do sorriso.
Te enxergo com a alma,
Com calma,
Te despindo em silêncio com o pensamento.
Ah... se soubesse o quanto eu te desejo,
O quanto te adoro,
O quanto te quero...
Se soubesse,
andaria mais vezes apenas de toalha,
Como quem não quer,
Mas sabe muito bem o que faz.
Se soubesse,
Me provocaria sem pudor,
Me olharia com esses olhos doce cor de mel ,
E essa boca carnuda que acende meus instintos.
Se soubesse,
Não teria medo,
Se aproximaria devagar,
E tomaria posse do que já é seu...
Se soubesse...
Me tornaria teu escravo,
Teu brinquedo, teu amante.
Ah... se soubesse que já sou...
Se você soubesse...
Somos passageiros e contraditórios: relevantes em certos olhos, irrelevantes em outros, no breve instante da vida.
Olhos do paraíso.
O dia cai com sua tarde
A verdade leva o brilho
O sorriso lumia
Menina distante da terra
Tão bela es a cor do castanho olhar
Maldita ardência serena consumia o sangue a pulsar
Peito cabe o amar, menina se ponhavas a sorrir como noite de luar
Minha vida já saia do chão aberto
Brotou-me ao vento a voz pensante:-
"Mulher levante-se da tristeza deixe-me feliz
Homem dê tudo de si para que não pare de rir"
Aos olhos do pai pedir-lhe-ei a mão
Sentava-me no sofrido pensar
Currei me alma, não estava mais perdido
A lua caia do céu emocionado
Presente bendito da terra
Brotou-lhe as emoções da boca, chovia molhava lhe a roupa
Sequei a com as palavras
Segurava lhe as risadas
De perto já viria o riso
Tão longe ouvi os pulos
Era o coração no paraíso
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Moço risonho partido és teu belo sofrido
Sorria por falta de beleza
Levava-me frouxar do sonhar, pois em teu encanto dormiria
Voei sem par de asas por tardes e madrugadas
Bruto por tal forma, romântico enlouquecido
De onde surgia a margem? Brotou-me rios de onde não tocastes
Sou bela moça
Disse-lhe não passar muito das horas
Mais o tempo não nos ouvia
No grito do meu sentimento
Achei-o melhor do dia
No tempo lhe perdia
Mais tarde o acharia
Quem lhe dera ser paraíso
Mais só pudia ser ilusão do meu dia
Como pudia tão belo espirito em forma de homem franzino
Trazer-me o que já não me tinha
Alegria.
Quando o silêncio
Traz de volta o vazio
É quando em meu canto
Meus olhos se enchem de
saudade e pranto.
Na serenidade do mar dos teus olhos eu alcanço a grandeza do espírito enquanto me lanço na imensidão do infinito.
Descubro um céu maior em cada gota de orvalho que a manhã húmida presenteia.
Desvendo na imensidão do tempo o frescor de cada momento e deixo livre o pensamento para me perder de mim.
Há um perfume que brota da alma que me embriaga e me encanta levando-me ao espaço maior onde não há limites, pressa, onde não há palavras ou exigências. Apenas o Eterno é realidade. Apenas o presente pacífico existe.
Se o mundo te obriga a partir para longe de ti procura o refúgio da imensidão onde pairar livre de tudo, até de ti mesmo.
Serás a liberdade e a bonança. Serás o próprio céu e o infinito.
Fecho os olhos
A fim de desenhar lá no fundo
de mim
um novo vento,
novas flores
um canto de repouso
tenro e suave
Onde meus sentidos
aflorem
lentamente a
um céu de alento
em
eternidade !
É tudo que pode me salvar
desse inquieto e silene
momento !
Quisera poder te encontrar e
te contar dos meus sonhos
Meus olhos inda tristes
andam a vagar em silene
nessa noite
Respirando essa saudade infinda
que tarda
arde e
rasga dando um nó
inquietando tudo aqui dentro .
E dói ...
Ahh...dói tanto !
É feito tempestade
ventania
tormento ...
E agora o que fazer nessa noite
vazia ?
Ando desenhando tua ausência
e permitindo que o desalento me tome
conta .
Logo eu , que sempre fui forte e
capaz de me salvar do vazio mais sombrio ?
De fugir de tudo que me inquieta
e acinzenta os sentidos ?...
Como te queria sem demora
Mas como te tardas
Fecho meus olhos
para ver se te toco e te beijo
em algum vento .
Nada me resta
além dessa poesia em silene
transitando nas entre(linhas) desse
vão momento
tentando colher paraísos e
deixando as flores adormecerem
aqui dentro .
Por onde andas a paz
que nos faz sonhar auroras
no fundo dos olhos ?
Por onde andam os olhos
que nos fazem olhar a vida
com ternura nos sonhos?
Será que nos perdemos
diante da frieza do olhar ?
Ou será que estamos tardes
para um ao outro ...
Amar ?
Será que ainda dá tempo
de olhar o próximo com mais
ternura
gentileza
verdade
pureza ?
Ou será que estamos tardes demais
para ver o clarão do Amor
nos entoar?
É hora de gritar bem alto
por mundo ...
Mais humano
Mais justo e
Com pureza no olhar .
Sim...
Vamos nos Amar !
Quando você era pequenina teus olhos brilhavam mais que as estrelas, hoje você cresceu e domina o universo
Oh! Quanta luz resplandece
Na vida de quem tem Jesus,
Cujo o brilho em teus olhos
A tua imagem reluz.
—Tão grande é o teu poder!
—Tão grande é a tua Gloria!
Que neste exato momento
Diante do teu firmamento
Ele te deu a vitoria.
Se desejamos mesmo
viver em paz...
É preciso ,vez em quando ...
Fechar os olhos
Aquietar a mente
Serenar a alma
Ignorar coisas e pessoas
que só nos trazem dor e peso
e fazem nossa fé em seguir
ao vento levar .
É isso que precisamos entender
A vida hoje pode ser dura e difícil ...
Mas uma boa dose de otimismo ,
serenidade e cuidado sobre nós
É o que faz com que tudo de ruim
se afaste a as coisas voltem ao seu
devido lugar .
É assim que a vida amanhece
e a paz aflora apagando de vez
todos aqueles nós.
Fundo do poço
E por aquele amor
Mergulhei fundo
Em teu sorriso me
perdi
Em teus olhos me
iludi
E de saudades quase
morri
Não alimentaste meu desejo mais
sincero
Nem aquele puro e lindo
sentir
Ignorastes inumeráveis
versos
Não olhastes no profundo dos
meus olhos
Fizestes pouco caso de mim
Sofrí
Chorei
Caí
Fui no fundo do poço
e não encontrei ninguém que
me pudesse
acudir
Mas de lá ...
Criei asas
Ganhei forças
Enxerguei a luz
e novamente
ressurgi
E agora quem lhe dera
em tua direção
ouvir um eco meu
Porque aquele profundo sentimento
já não existe mais
se foi
morreu
acabou
a fonte do meu amor por ti
secou !
Nada escapa aos olhos de Deus. O que fizeres a mais pequenina das criaturas, estarais fazendo sob o seu julgo. De nada vale tentar esconder, pois Ele conhece o coração dos maus e bons e enxerga além da imaginação.
"Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, o mundo não saberá apreciar o belo, nem muito menos a essência que vai no coração das pessoas”.
