Olhos
"Refém do Invisível"
Sento no chão, olhos no nada,
o mundo em preto e branco,
e eu… desbotado.
Culpa que não é minha,
peso que não é meu,
mas me jogam, me culpam,
como se ser mais novo
me fizesse de ferro,
me fizesse imortal.
Amei até doer,
me humilhei pra ter migalhas,
e hoje sou refém
de um amor que me acorrenta,
de uma vida que me arrebenta.
Queria sumir, desaparecer,
não pra fugir...
mas pra saber se alguém sentiria minha falta.
Se alguém olharia pro vazio e pensaria:
“Ali existia alguém... alguém que só queria ser amado.”
O que eu fiz de errado?
Por que sempre eu?
Por que meu grito ecoa no nada
e ninguém ouve, ninguém vê, ninguém sente?
Talvez... talvez me atirar no silêncio
seja mais fácil do que continuar implorando
pra existir, pra ser visto, pra ser ouvido.
Mas… entre o abismo e o chão,
talvez exista uma mão.
Talvez exista um recomeço,
talvez, só talvez...
exista vida além do peso,
exista cor além do cinza,
e eu aindanãoenxerguei.
Eu olhei nos olhos da escuridão, e enxerguei uma luz no fim do túnel; nunca desista de alguém, por pior que ela possa ser, tenha esperança de que existe Luz.
As águas da escuridão tocam na alma de todos de alguma forma, pois somos todos pecadores aos olhos de Deus e apenas por meio de Sua graça podemos alcançar a redenção. Mas, ao segurar nas mãos de Jesus, tudo isso fica para trás no mar do esquecimento e um novo dia, após o nascer de novo, se ergue..."
Feche os olhos por um momento, segure minha mão aqui, vamos correr para aquele futuro.
e quando eu te olho no fundo dos teus olhos sinto um impacto como se estivesse capotando várias vezes.
Saudade dos olhos que brilham como o sol, saudades do perfume que ao invadir meus pulmões me causa uma sensação louca de felicidade.
Me apaixonei por uma mulher complicada demais para amar
Me apaixonei por um caos com olhos de mar,
um vendaval que beija e depois devasta.
Ela era espinho disfarçado em flor,
era ausência mesmo quando bastava.
Cada palavra sua era um labirinto,
e seu silêncio — ainda mais profundo.
Amava como quem se defende,
fugia mesmo ficando por um segundo.
Tentava tocá-la, mas ela era brasa,
e eu, tolo, insistia em arder.
Pois mesmo sendo dor que cansa,
era nela que eu queria viver.
Não sei se um dia fui amado,
mas fui inteiro enquanto tentei.
Porque há beleza naquilo que destrói
e mesmo assim… me apaixonei.
