Olho
Indescritível
Sou interior da lasca
A água límpida
Caos
O mistério em vida
A floresta viva
Que em ti habita
A história incrédula
Sem início e fim
Indescritível presença
O olho do furacão
No centro do vendaval
Que acampa nas
Areias desertas do
Manto acolhedor.
Quero ser fra(n)co e quero receber a fra(n)queza como um presente. Quero discordar ao pé do ouvido, com um sorriso tímido no rosto. Quero a mão na mão trêmula, sem luvas de box. Quero o olho no olho marejado, sem óculos escuros. Quero o frio dos pés sob o cobertor, sem coturnos
Ela gostava de carinho, cheirinho no pescoço, abraço apertado daqueles que dão sono de tão aconchegante. Ela gostava de mãos dadas, de sorriso olho no olho, de dizer que gosta com o rosto vermelho de vergonha. Pois é, ela gostava... Mas hoje em dia prefere não falar nisso. Questão de sobrevivência, sabe? Ela mudou, mudou muito. Às vezes sente falta de quem foi um dia, mas outras vezes acha que foi alívio. Se importar é uma emoção pra quem gosta de sofrer, e sofrer é perder tempo na opinião dela. Com a maturidade aprendeu a desgostar do que não pode ser verdadeiro, e agora ela aprendeu a gostar das mesmas coisas, só que de uma forma diferente. E aprendeu que não pode escolher como se sente, mas pode escolher o que fazer a respeito. Ela vive. Sem passados. Cheia de presentes.
É o olho que tudo vê
Eu olho e só vejo views
No olho do vendaval
O povo a ver navios
Na era da fake news
Matrix destrói o Neo
Bem-vindos ao Brasil
— Quando fores azul e necessitares de verde o amarelo do teu olho negro e os teus lábios encarnados vão limpar o cinzento da laranja por ser tão saborosa como a rosa
Nos lábios do vazio eu sou o beijo. Nos olhos do passado eu sou o choro. Nas mãos da saudade sou o adeus.
No carro da vida, foco os faróis pra dentro, alumiando erros, olho o retrovisor aqui e ali, mas me fixo no para brisa do futuro.
Não basta se defender, é preciso atacar.
Quem muito se defende acaba fraquejando.
Olho por olho, dente por dente, terra sem Lei.
