Olhar
A nova pedagogia integral, deve aprender com novos olhares as "neurodivergencias". O individuo, deixou de ser celebro, mente e inteligência no caminho do aprendizado constante passou a ser humor, espirito, éter, alma e interação. Para isto novas linguagens, de ouvir mais e falar bem menos, viabiliza para nos, novas comunicações. Reformulando os velhos e tradicionais conceitos dentro da caixa, todos independentemente são e cada um de nos, que devemos procurar para sermos convidados a atmosfera diferente de quem já é. Uma época de luzes que dão novas cores vivas as imagens que estavam opacas nas sombras. Bendito seja, o que vem em nome do amor.
Amo extensivamente o mundo todo, sempre fomento um meio sorriso de afeto e um olhar de acolhimento descomplicado de esperança. Sou assim por que conheço bem o vale das sombras, o frenesi abstrato das noites e a difícil tarefa do dia, de seguir em frente, sozinho. Na madrugada, pelo profundo silencio, me acomodo calado dentro da nossa realidade. Eu e ela, somos um só. A solidão é existencial, no caminho do individual e do sublime mas confesso impunimente, sem revolta com as principais feridas da alma cicatrizadas, que ainda não me acostumei, naturalmente com isto.
Cuidar de você, não é olhar os obstáculos, mas sim enfrentá-los. Seja forte e corajoso e não baixe a sua guarda. Siga em frente.
Quando alguém penetrar em seu olhar, está entrando em seu ❤️, invadindo sua mente, sua vida, até que você perceba, já caiu com as quatro rodas no estacionamento da sua casa. Até que você acorde, já mudou sua rotina por completo. O que será isso? Kkk
Doce momento
O teu primeiro olhar me abraçou como um laço,
O teu primeiro sorriso falou tudo que eu queria ouvir naquela tarde fria e chuvosa na biblioteca,
Os medos e os receios vem juntos no pacote do primeiro encontro, mas logo foram sendo vencidos pelo teu jeito único de conduzir o momento,
Abracei teu perfume no ar sem perceber que tinha essência de paixão repentina,
Nem o café quente sobre a mesa foi capaz de impedir a nossa ida para outro lugar.
Se um dia a vida lhe conceder o privilégio de encontrar um olhar tímido, mas profundamente sincero; um olhar que, sem dizer uma única palavra, sussurra "eu te amo" e promete cuidado, proteção e presença, sem esperar nada em troca; não o desperdice. Talvez você jamais encontre outro igual. Há olhares que passam; outros acontecem apenas uma vez na vida.
O tempo passa mais rápido do que a gente pensa. Ao olhar para o passado, fico impressionada com tudo que aconteceu. Quando eu era jovem, achava que tudo poderia ser superado. Que era só uma questão de tempo para deixar o passado para trás, mas não é bem assim. Algumas dores permanecem. Em alguns momentos, é possível amenizá-la. Porém, mais cedo ou mais tarde, ela volta para mostrar que algo não foi resolvido e o que o tempo não pode curar todas as feridas.
Para ler o ser humano, preciso olhar sua face, pois procuro algum sinal, talvez um sorriso. No entanto, para reconhecer aquele que faz os milagres acontecerem, não preciso vê-Lo. Basta a fé.
O peso da comparação
A comparação tem um jeito curioso de roubar a paz.
Ela faz você olhar para a felicidade dos outros e esquecer o caminho que percorreu para chegar até aqui.
Cada pessoa enfrenta batalhas que nem sempre aparecem nas fotografias, nas conquistas ou nos sorrisos.
Quem vive comparando capítulos diferentes acaba acreditando que a própria história nunca é suficiente.
Talvez a única comparação que realmente faça sentido seja entre quem você era e quem está se tornando.
Pepita de Oliveira
A coragem de olhar de novo
Há momentos em que acreditamos conhecer a nossa própria história.
Repetimos os mesmos acontecimentos tantas vezes que passamos a acreditar que existe apenas uma maneira de compreendê-los.
Construímos explicações. Criamos certezas. Defendemos conclusões que, durante anos, pareciam suficientes.
Mas a mente humana tem uma característica extraordinária: ela é capaz de atribuir novos significados às mesmas experiências.
O fato permanece.
O olhar pode mudar.
É por isso que duas pessoas podem viver situações semelhantes e guardar lembranças completamente diferentes. Não é porque uma delas esteja mentindo. É porque cada mente organiza a realidade de acordo com sua história, seus medos, suas perdas, suas expectativas e suas esperanças.
Elas começam quando muda a maneira de enxergá-la.
Quantas vezes sofremos por uma interpretação construída em um momento de dor?
Quantas vezes carregamos culpas que nunca nos pertenceram?
Quantas vezes deixamos de seguir em frente porque acreditávamos que o passado havia escrito, definitivamente, quem seríamos?
Talvez a liberdade não esteja em apagar a história.
Ela esteja em permitir que a história seja lida com outros olhos.
Olhar de novo exige coragem.
Coragem para reconhecer que algumas certezas nos protegeram por um tempo, mas já não nos ajudam a crescer.
Coragem para admitir que mudar de perspectiva não significa negar quem fomos, mas honrar quem estamos nos tornando.
É um exercício de humildade.
É aceitar que a vida pode ser mais ampla do que a versão que contamos a nós mesmos.
Se este texto despertar em você uma única pergunta, já terá cumprido seu propósito:
Existe alguma história da sua vida que talvez mereça ser olhada de novo?
Porque, às vezes, a mudança que tanto esperamos não começa quando o mundo se transforma.
Começa quando temos coragem de transformar o nosso olhar.
Às vezes, um único olhar, perdido entre tantos outros, torna-se a centelha que reacende sonhos, fortalece corações e devolve sentido à caminhada. Por isso, jamais subestime a delicadeza de um gesto: aquilo que para você passou despercebido pode ter sido, para alguém, o instante mais luminoso de toda uma vida.
Te perdi sem antes te dizer que entre mil vidas eu escolheria só vc. O seu olhar é a expansão que aquece a minha alma e liberta meu coração.
A Mãe e o Olhar
Edineurai SaMarSi
Quando eu era criança, a vizinha perdeu o único filho — quase homem… ainda menino.
Eu a observava.
Sempre fui boa nisso.
Depois disso, ela nunca mais foi a mesma.
A casa seguia arrumada,
as portas abertas,
o café no horário.
Mas os olhos…
ah, os olhos…
Eram fundos.
Vazios.
Fazia tudo como antes.
A vida seguia.
Mas, em seus olhos, algo havia mudado.
Não tinham mais alma, não tinham mais vida…
As tentativas de sorriso eram falsas, assim como a vontade de continuar.
Eu me lembrava de antes — da sua alegria, da família feliz — e, com a minha inocência de menina, pensava:
“Logo isso passa.”
Não passou.
O tempo andou.
Cresci.
Tornei-me adulta.
Ela se mudou, mas, quando a via, mesmo de longe, aquele olhar continuava o mesmo — parado naquele dia.
Como se a alma tivesse saído devagarinho
e ido atrás dele.
Eu não entendia…
Até ser mãe.
E perceber que há dores
que não enterram só um corpo —
enterram o mundo inteiro
dentro do peito de quem fica.
E alguns dias…
simplesmente não passam.
“Quando um bebê encontra o olhar de alguém verdadeiramente bom, não é acaso — é revelação: o sorriso nasce sem permissão, o olhar se prende como quem encontrou abrigo, e a inocência reconhece a pureza antes mesmo que o mundo aprenda a pronunciá-la.”
“Quando teu olhar encontrou o meu, o universo se curvou em silêncio — como se entendesse que, enfim, dois destinos cansados tinham achado repouso no amor.”
