Olhar
O que encanta mesmo é o olhar... É no olhar que tudo sente e que abraça sem tocar... Aquele olhar que vê a alma que enxerga a aura... Que lê a mente, que entende a gente, sem nada falar!!
Olhar e não tocar,
cheirar e não provar.
É exatamente como
pensar e não dizer,
esperar e não tentar...
E viver pela metade.
Ei, moça, me ouça, procure alguém, que entre milhares, em plena multidão, encontre o seu olhar, e mesmo sem te tocar, que toque o seu coração.
Que o caminho esteja em tua alma.
Que a paisagem esteja em teu olhar.
Que a bagagem esteja dentro do teu peito.
Que os teus sonhos te conduzam ao sucesso,
e que os teus medos não te impeçam de sonhar!
Gosto dessa gente de sorriso doce, de alma sincera, de olhares ternos. Gente que faz do coração, depósito eterno de amores, e quando fala, exala, o bom perfume das flores.
Não importa os obstáculos que a vida coloque no seu caminho, lembre-se de sempre olhar para o céu. É lá que você encontra a verdadeira grandeza. Não deixe que nenhuma dificuldade, por mais difícil que pareça, te desanime. E não deixe que nada que esteja abaixo do topo tire sua atenção ou diminua sua força. Mantenha o foco nas alturas e continue seguindo em frente com coragem.
A vida tem me ensinado que devo caminhar e não olhar
Para trás. Não importa o contexto, as dificuldades,
os obstáculos, se estou feliz ou não, a regra è uma só…
Seguir em frente!
Do Reconhecimento Vazio
Não me tragas teus louros nem tuas coroas tecidas de olhares alheios.
Não me ofereças o espelho onde me devolvem a face que esculpi para ser amada.
Pois o que busco habita nas entranhas do ser, onde nenhum aplauso ecoa,
e o reconhecimento é uma moeda que compra apenas o eco da própria imagem.
Dizem que sou digno quando minha sombra se alonga no crepúsculo dos elogios.
Mas eu, que me alimento do silêncio primordial que habita meu peito,
sinto-me estrangeiro no banquete dos aprovados.
Minha fome é mais antiga que a palavra “glória”;
ela vem do tempo em que eu era apenas um pulsar anônimo no ventre do cosmos.
Ah, não me entendas mal:
não desprezo a mão que me estende um ramo.
Mas como posso aceitar um nome que me dão,
se ainda não desvendei o nome que sou quando ninguém me chama?
O reconhecimento é um abrigo construído com janelas para fora.
Ele me mostra o mundo que me observa,
mas me cega para o mundo que sou.
E eu desejo é a escuridão fecunda onde germina a semente que não sabe de si,
onde posso ser inteiro, e sem testemunhas,
assim como a rocha é rocha, mesmo quando a noite a envolve.
Há um grito em mim que não busca ouvidos.
Há uma verdade em mim que não carece de testemunhas.
Ela arde em seu próprio isolamento,
como uma estrela que brilha por sua natureza ígnea,
não pelo navegante que se guia por ela.
Trouxeram-me espelhos e me disseram: “Vê! És grande!”
E eu olhei, e vi um fantasma gestual, uma marionete de expectativas.
Quebrei o espelho e no caco cortante avistei, enfim,
o reflexo de um deus ferido ou de um animal intacto—
já não sei—mas era real, era meu...
Não me satisfazes, ó reconhecimento,
porque me vendes a embriaguez de ser alguém
e me roubas a vertigem de ser todo.
André Vicente Carvalho de Toledo.
Sinto que era destino te conhecer.
Foi como se teu olhar tivesse atravessado todas as estações para pousar na minha primavera agora.
Parece que o tempo com você tem outra velocidade, mesmo quando estamos só parados.
O tempo perto de ti corre rápido, quase cruel,
como se soubesse que eu quero mais e tentasse escapar.
Cada dia ao teu lado é outro mundo
que se abre, inesperado e inteiro,
e cada segundo corre tão rapidamente
enquanto eu tento guardar cada parte de você pra depois.
Cada novo amanhecer que te inclui é singular, desenhado só para você e eu.
E quando me despeço, é como se tivesse deixado um pedaço de mim contigo.
Mal viro as costas e já te quero aqui.
Você me trouxe algo que eu nem ousava mais pedir. A esperança de ser amada de verdade.
Não como um disfarce, não como uma promessa falsa, mas como uma vontade de ficar. Alguém que fique.
Então esta é a nossa fronteira. A linha entre o que somos e o que seremos. O quase início. O quase caso definido.
E eu quero mais.
Quero mais dias sem pressa, mais olhares demorados, mais descobertas que só se fazem com o tempo.
E ainda assim, dentro de tudo isso,
o meu querer cresce.
Quero mais dias, mais risos, mais descobertas, mais desse nós que inventamos juntos.
Quero a permanência, o cotidiano, quero chegar ao nosso destino final.
Escrevo tudo isso porque às vezes as palavras me escapam quando te olho,
porque o silêncio que nasce entre nós já diz muita coisa, mas quero que saiba:
Sinto com você a vontade de ficar, de construir, de te escolher de novo a cada dia.
NU
Da forma que veio ao mundo, das formas de andar no mundo, olhar cheio e desnudo, o arrepio na pele obriga a língua cavar profundo.
Profanos seres que julgam como viemos ao mundo, como estamos no tempo, como nos devoramos agora, quando incontáveis ao tempo, quando o amor sussurra saudade de fora pra dentro, mas o que é infinito é minúsculo a vontade que esmurra o peito de dentro pra fora.
Sou pele, pelo, cor, sei de cor, em cada dedo, pra cada nó, segredos de nada, do lado de algo que nos faz companhia na estrada fechada de um passo só.
Sem vestes, sem pudor, sou perfeição, sou testes, aluno e mestre, sou parte sua, nuanças de sombra nua, sou teu servo, teu escravo, teu senhor.
Me traga um trago amargo do estrago que deixou um olhar vago, doce amargo, poema de Saramago, criação sem plágio, embriagando em saliva, em cais de sol e sais, meu refúgio pra naufrágio.
Frágil, quebradiço, fez de mim cortiço, sem cortina sem janela nem parede com chão de ouro maciço, fez de mim presença, sumiço, nus como viemos ao mundo, esse verso é sobre isso.
Seu olhar, outrora inocente, tornou-se o eco do nada, uma escuridão tão densa quanto o abismo de um buraco negro, cujo magnetismo me arrastava irresistivelmente para a perdição.
Menina da minha infância, olhar apaixonado, desejo já mais consumado, sonho traído longevidade desconhecida, mais o coração ardendo, como uma chama nova.
Em alguns anos olharemos para os dias de hoje
e nos acharemos tão primitivos...
As pessoas voarão, andarão sobre as águas,
enxergarão através das paredes,
e serão praticamente imortais.
A realidade inteira estará na mente.
Nós nos alimentaremos de luz.
Talvez fiquemos verdes. Ou mesmo azuis.
E eu pergunto:
seremos mais humanos?
Teremos evoluído de fato?
Ou seremos apenas tecnomacacos?
Tecnomacacos.
É aterrorizante olhar para trás
E não saber onde ficou
É aterrorizante olhar para o lado
E não saber quem o acompanha
É aterrorizante olhar para frente
E não saber o que o espera.
Vou contar pra vocês, sem enrolar, O poder que tem um simples olhar. Não falo do olho que só vê o chão, Mas do jeito de ver, da percepção. Pois na vida da gente, meu caro irmão, O olhar transforma a situação.
Seu olhar era cativante
Como navegar em maresias das sensações
Seus cabelos brilhava como sol
Que nascia cada dia
A cada andar o pulsar envolvia
Como chama ardente
Movimento dos detalhes das emoções.
Kaike Machado
Em teu olhar, a tela se revela,
Sapekinha amada, minha doce aquarela.
Nosso amor, um quadro de emoções,
Pintado com beijos e fortes canções.
Cada toque teu, uma cor que se espalha,
No meu coração, uma chama que trabalha.
Teu sorriso, o sol que ilumina meu ser,
A inspiração que me faz renascer.
Nosso abraço, um traço de união,
Que define os contornos da paixão.
Em cada detalhe, a arte de amar,
Um universo a dois, para contemplar.
Que esta tela, com o tempo, ganhe mais vida,
Com novas paisagens, em cada partida.
Tu és a artista que me faz sonhar,
Meu amor eterno, meu eterno pintar.
