Olhar
Ao olhar e colar a sua
face com a minha,
Você terá conhecimento
pleno do que os meus
quadris são capazes
de fazê-lo endoidecido,
capaz de cruzar a nado
de ponta a ponta
o Oceano Atlântico
Dar cambalhotas no ar
e ver como o novo romântico
em sinestesia total de amar
nesta Era de gente que
só tem pensado em guerrear.
Rodeio 32
Sempre enche de ternura
o olhar faça Sol ou chuva
o abundante bananal
quando passo de pedal
pelo Bairro Rodeio 32,
E para afastar o Mal,
pedir proteção para a minha
vida paro para fazer sinal
da Cruz na Capela São João Batista.
Quando não posso
olhar para as estrelas,
Escrevo poemas
para me iluminar
enquanto muitos
por alguma razão
não podem fazer
o mesmo do que eu,
Escrever também
é um ato de bordar,
Das letras me sinto
mais uma bordadeira
do que uma poeta
porque meus versos
também são linhas
nascidas para alinhavar.
No meu do Arraial
você me convidou
para dançar um Xote
e com este olhar
que me sacode
você ganhou fácil
o meu coração,
E agora não consigo
mais colocar ninguém
no seu lugar porque
você conseguiu me apaixonar.
O Ipê-do-morro nesta tarde
cinza abriga a luz que não
tenho mais visto no olhar
das pessoas diante da vida
que apesar de confusa é boa,
embora sempre tenha quem
insiste em conspirar contra.
Abraçar um antigo
Ipê-de-minas com vontade,
Olhar com gratidão
para a imensidade,
E esquecer de tudo
o quê se passou
para seguir com suavidade
e fazer o quê der vontade.
O Ipê-branco-do-cerrado
florescido nesta manhã
faz o meu olhar admirado,
Com o coração hipnotizado
fui escrever Versos Intimistas
para te deixar apaixonado.
Eu me entreguei
ao Son Sureño
numa troca doce
de olhares contigo,
Sacudimos os Andes
e você foi seduzido,
Agora lembro o tempo
inteiro escrevendo
em Versos Intimistas
que você irá ficar se derretendo.
As pétalas do magnífico
Jacarandá concederam
brilho ao olhar e formaram
uma esteira no chão
para me inundar de amor
alegria e satisfação,
Agora só falta você
me entregar o seu coração.
Você, raparigo cobiçado dos olhares vis. Onde ponha sua coragem em tempos de aperto. Esquecestes que a vida na verdade é guerra? E que os momentos bons são apenas descansos passageiros?
Daniel de Moura Jorge: Por que fez-se mórbido à afirmação que fora sua, não deste a cara a luta por medo?
Daniel de Moura Jorge: Não sejamos nós, homens como quaisquer, sejamos nós mesmos, aqueles que aprenderam no forje na batalha o valor da luta.
Daniel de Moura Jorge: Encare seus medos, faça dessa disputa sua guerra. Não pense em quem machuca e nem como pode, talvez, se machucar.
Daniel de Moura Jorge: Isso é obra do futuro, que é obra do agora, que é obra de você.
Daniel de Moura Jorge: Rebento. Vá em frente e arrebente. Seja tu, mais que uma pipoca.
Daniel de Moura Jorge: Seja homem entre todos que lutam, seja força e não disputa.
Teus sinais me confundem da cabeça aos pés, mas por dentro eu te devoro. Teu olhar não me diz exato quem tu és, mesmo assim eu te devoro. De frases róseas ditas por uma boca de mel, embebo-me desse cálice o qual não apto estou a perceber as velhas e amargas raízes desse licor tão doce. Junto-me ao frenesi poético das penas e das tintas que querem marcar o mais desejado dos papéis. Vejo flores em você e entre essas flores mando novas flores feitas de pétalas do mais puro desejo, botões velados do anseio de em dia de chuva brotar raiz em teu peito e em dia de sol desabrochar breve, suave e constante sobre sua bela face. Entre tantas perguntas, livros mal lidos por falta de concentração e pequenas e brandas mentiras, sinto que às vezes esconde de mim as poeiras de tua vida marciana. Muitas vezes me faz cera ao ignorar minhas candências. Se ouso, dissuade-me. Se atrevo, inibi-me. Se falo, cala-me. Dissuadiste-me sem nada dizer. Inibistes-me em puro silêncio. Por que não cala-me estas palavras com um som onomatopéico de um beijo?
Você, raparigo cobiçado dos olhares vis. Onde ponha sua coragem em tempos de aperto. Esquecestes que a vida na verdade é guerra? E que os momentos bons são apenas descansos passageiros?
Daniel de Moura Jorge: Por que fez-se mórbido à afirmação que fora sua, não deste a cara a luta por medo?
Daniel de Moura Jorge: Não sejamos nós, homens como quaisquer, sejamos nós mesmos, aqueles que aprenderam no forje na batalha o valor da luta.
[15:20:34] Daniel de Moura Jorge: Encare seus medos, faça dessa disputa sua guerra. Não pense em quem machuca e nem como pode, talvez, se machucar.
Daniel de Moura Jorge: Isso é obra do futuro, que é obra do agora, que é obra de você.
Daniel de Moura Jorge: Rebento. Vá em frente e arrebente. Seja tu, mais que uma pipoca.
Daniel de Moura Jorge: Seja homem entre todos que lutam, seja força e não disputa.
Sucesso
Sucesso é sorrir e gargalhar
E olhar o horizonte e suspirar.
É beber água na fonte
Sem se preocupar.
Sucesso é poder estudar
Ampliar as fronteiras do conhecer
Ter a noção do quanto
Infinito são a sabedoria e o saber.
Sucesso é ter aonde ir
Mesmo sentindo uma vontade
Imensa e incomensurável
De continuar, de ficar.
Sucesso é ter dinheiro sim
Mas não ser prisioneiro dos bens materiais
É ter relações reais com as pessoas
E não ter relações objetais.
Sucesso é andar descalço por aí
Comer frutas no pé sem receios
É poder partir ou se isolar
Quando se está de saco cheio.
Sucesso é poder
Beijar a boca da amada
Poder fazer amor
Sem ter horas marcadas.
Sucesso é desejar
Principalmente o que se tem
É continuar desejando
O que conquistou.
Sucesso é resistir às traições
Aos insultos e as inverdades
Sobreviver aos absurdos
E ter imunidade às maldades.
Sucesso é tanta coisa
E outras coisas para cada um
É ter fé em Deus
E poder simplesmente respirar.
Sucesso é poder viajar
Seja para o exterior
Ou poder voltar para casa
Ou embarcar na literatura e suas asas.
Sucesso é ter uma ideologia
É acreditar na democracia
Ou desacreditar do sistema
E hastear a bandeira da Anarquia.
Sucesso é abraçar gostoso
Abraçar demoradamente
É rever alguém
E ficar verdadeiramente feliz.
Sucesso é deixar
Um legado ou ensinamento
Para o mundo ou para uma pessoa
Ou ainda, para várias pessoas.
Sucesso é amar
É ajudar ao próximo
E não fazer questão de retribuição
É esperar pouco ou quase nada.
Sucesso é atingir o alvo
É viver de fato um sonho
É ser um ser grato e ter a certeza
De ter feito o possível.
Sucesso é indefinível
Sucesso é algo incrível
Sucesso é ter feito valido à pena
Sucesso é poder descansar em paz.
O OLHAR
A forma que cada olhar me vê, muda as minhas expressões.
O olhar é suficientemente poderoso para assustar ou encantar.
O olhar pode paralisar ou pode potencializar a ação ou ainda
A energia vital do alvo dessa minha apreciação.
O olhar tem poder, observe sua força e perceberá
Que tem mais força em certos olhares
Do que inúmeras palavras cunhadas em obras literárias.
A forma como nos olham é definitivo para o amor nascer.
Dependendo do olhar posso mal enxergar o poema
Ou posso sucumbir, cair em depressão ou naufragar.
Dependendo do olhar posso empolgar-me a escrever versos
Dependendo do olhar eu posso voar pelo universo.
ONDE ESTÁ A BELEZA?
O seu olhar educa o meu
Passei a ver o que Deus nos deu
E a enxergar as sutilezas da vida.
Olhar o céu mesmo nublado
E imaginar a lua e as estrelas...
Perceber os contornos das nuvens
E as figuras mais inusitadas e multiformes.
Olhar para um pé de Jacarandá e encantar-me
Admirando o pássaro que antes de você
Passaria totalmente desapercebido.
Um dia, muito tempo atrás provavelmente
Teria eu percebido tanta beleza na natureza,
Mas tornei-me adulto e tudo ficará tão comum
A ponto de não ser mais visto.
Obrigado por lembrar-me a olhar
As coisas mais vagarosamente.
A beleza está na calma; a beleza está na alma;
A beleza está na observação lenta e nos mínimos detalhes.
"A Luz que Retorna aos Teus Olhos"
Há um instante em que o olhar humano, fatigado das formas e das mentiras do mundo, deixa de ver e começa a contemplar. Nesse instante, teus olhos não pertencem mais à carne: pertencem ao universo.
Toda lágrima que neles nasce não vem apenas da dor, mas da lembrança do que eras antes de existir. Porque há algo em ti que o tempo não apagou: uma luz antiga, sobrevivente das eras, que o esquecimento tentou sepultar.
“Teus olhos foram feitos para o universo...” não como metáfora, mas como destino. Quando olhas para o céu, é o próprio céu que tenta se reconhecer em ti. Por isso há uma saudade muda no teu olhar, uma vertigem doce, um cansaço que é também chamado de eternidade.
E “em ti então se faz mais luz de retorno”. Sim, porque tudo o que amas, compreendes, perdoas ou suportas com ternura se transforma em claridade que volta como eco divino para teu próprio coração. Nenhuma dor vivida em pureza se perde. Nenhum amor silencioso é vão. O universo grava em tua alma o que teus olhos aprenderam a ver sem julgar.
Por dentro, choras mas essas lágrimas não te afogam: purificam.
São o rio secreto por onde a tua luz retorna à origem.
E quando, enfim, o mundo se apagar em tua volta,
serás tu quem o iluminará de ti mesmo.
Os olhos da justiça não flertam com o olhar da vingança,
não se deixam levar pelas aparências e jamais sucumbem
aos arroubos da ignorância.
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