Oi tudo bem
Certa vez me disseram que eu devia passar por cima de tudo que me causava trauma. As coisas nunca acontecem duas vezes comigo, porque eu não permito que tenha uma segunda vez...
Não vou antecipar angústias desnecessárias. Tudo tem seu tempo e eu vou esperar a hora certa de me desesperar.
Acho que o amor na amizade
às vezes supera os outros tipos de amor.
Nada é insignificante. Tudo tem seu valor.
Somos um casal comum, com uma peculiaridade: ambos brigamos por tudo, mas não nos separamos por nada.
Chega uma hora que você tem que mudar
o curso da sua vida e peneirar tudo que
tira o brilho do seu olhar, tudo que anula o
seu sorriso, tudo que te decepciona. E isto
inclui coisas e também pessoas. Não que eu
seja egoista, mas as vezes o nosso coração
necessita de cuidados, e se a gente não se
posicionar quanto a isto , ninguém o fará.
Portanto comecei a peneirar, comecei a tirar
o que tem sido pequeno demais pra mim,
e ficando com o que realmente vale a pena,
tanto em coisas, como em pessoas , como em
sentimentos. Mesmo que seja difícil, mas chega
uma hora que a alma da gente pede socorro,
lugar, espaço , só pra tentar florescer de
novo, mesmo em meio a dor .
Nós ficamos ali, olhando um para o outro, dizendo nada. Mas era o tipo de nada que significa tudo. Nos seus olhos, não havia nenhum sinal do que aconteceu entre nós e eu senti alguma coisa quebrar dentro de mim.
Não te quero ter porque em meu ser está tudo terminado.
Agradeço a Deus por tudo e principalmente pela renovação do melhor presente que tenho recebido durante todos esses anos, a concessão de mais 365 dias para superar meus desafios, desenvolver minhas qualidades, me conhecer melhor, me reencontrar e descobrir que a minha melhor versão já existe e está dentro de mim.
Agradeço também a todos vocês, familiares e amigos queridos, pela lembrança e por fazerem de alguma forma parte da minha vida, afinal, as pessoas entram em nossa vida por acaso, mas não é por acaso que elas permanecem.
Muito obrigada pelo carinho e um enorme beijo a todos!
Homens verdadeiros amam e deixam tudo por amor, já os covardes despertam amores e os abandonam por nada...
Limites Essenciais: A Jornada do Auto-respeito
A vida me ensinou que havia limites para tudo e que eu não podia ultrapassá-los.
Assim segui, extremamente cautelosa e obediente.
Mas nunca me disseram que meus próprios limites também precisavam ser respeitados.
Que dizer “não” ao outro seria, na verdade, honrar o limite mais importante de todos: o meu.
Que meu limite de tolerância precisava existir.
E que ser permissiva demais seria permitir que me invadissem constantemente.
Desrespeitar meus limites me custou um acúmulo de exaustão emocional, ressentimento e ansiedade,
além de uma perda gradual da minha identidade.
Ao ignorar minhas próprias necessidades, acabei me diluindo e perdendo o equilíbrio que tanto precisava para cuidar de mim.
Aprendi tarde, mas aprendi: meu limite não é um convite para ser testado.
Cansada de tudo!
A dor e o sofrimento se confundem com poesia.
Mas há uma insistência em dizer: você está tão linda!
E se, pelo avesso, eu estivesse agora?
Quanto de beleza ainda sobraria em mim?
Quem consegue enxergar bondade em mim?
E se arrancassem meu coração do peito?
Certamente, a dor seria interrompida... mas, junto com ela, as coisas boas também deixariam de existir.
Será que, ao menos, eu seria lembrada com carinho?
Dizem que enxergamos o mundo como somos por dentro, que nosso olhar reflete nossa luz.
Já olhou através do meu olhar?
Quanto de beleza e bondade eu transmito no meu silêncio?
Ou preferem me ver com os olhos deles?
Mundo insano...
Deixamos as pessoas partirem para, só então, enxergá-las e desvendar suas almas.
A Natureza das Coisas
O curso de tudo acontece sem o controle dos envolvidos, mas há uma força que, de alguma forma, orquestra os encaixes com tanta precisão que nos faz acreditar que sempre esteve destinado a ser assim. A vida se desenrola em seu próprio ritmo, indiferente às nossas pressas e ansiedades.
A natureza daquilo que é – e do que há de ser – ensina que o amanhã pode trazer tudo, ou pode não trazer nada. E que lutar contra isso é como tentar segurar o vento. Há momentos de espera e momentos de transformação. O tempo não se adianta nem se atrasa, ele apenas segue, inexorável, como um rio que corre para o mar.
Cada passo dado é parte de um caminho maior, onde a subida exige esforço, mas também revela paisagens que antes não podiam ser vistas. Para chegar mais alto, é preciso atravessar o percurso, sentir a estrada sob os pés e entender que a verdadeira conquista está no movimento e não apenas no destino final.
Organizando a Casa Interna
Talvez, ao tirar tudo de dentro, eu consiga entender melhor a bagunça que se formou em mim.
Desarrumar para depois arrumar,
como quem limpa o pó de velhas memórias,
abre os armários da alma,
e se permite ver o que estava escondido, guardado no canto mais escuro.
Cada sentimento guardado,
cada medo não dito,
cada desejo reprimido,
tudo vem à tona,
como uma tempestade que exige passagem.
Mas é necessário.
Só assim posso organizar a casa.
Deixar que as emoções ocupem o espaço que merecem,
sem medo de bagunçar,
sem vergonha de mostrar as partes quebradas,
pois elas fazem parte da construção.
E, no final, talvez eu encontre a paz de saber que a casa é minha,
que ela reflete cada pedaço de mim,
e que, mesmo em desordem,
ainda posso viver nela com a liberdade de ser quem sou.
Olhar não tira pedaço, mas mexer causa embaraço.
Nem tudo precisa ser tocado, explorado ou decifrado. Há coisas que existem para serem admiradas à distância, sem a necessidade de interferência. O olhar pode ser curioso, contemplativo, até mesmo invasivo, mas é no toque – na ação impensada – que se criam os verdadeiros desencontros.
Respeitar o espaço do outro, compreender limites e reconhecer que nem tudo precisa ser desvendado é um gesto de sabedoria. Porque, no fim, o problema nunca esteve no olhar, mas na intenção por trás do movimento.
Teu Reflexo
No espelho, te olhas, mas sem te enxergar,
a vida tão dura fez tudo apagar.
Mas dentro do peito ainda há clarão,
bela, intensa—és furacão.
Teu riso esquecido, tua pele, o traço,
história bordada no tempo, no espaço.
És força que brilha, és flor que renasce,
és fogo que a vida jamais apaga-se.
Então te permita, volta a se ver,
no espelho, mulher, és puro viver!
O silêncio pode parecer leve, mas carrega o peso de tudo o que não foi dito.
Ele corrói por dentro, como se cada palavra engolida se transformasse em pedra,
ocupando espaços que antes eram respiro.
Calar nem sempre é escolha de paz — às vezes é medo,
às vezes é proteção,
ou apenas o cansaço de saber que falar não mudará nada.
Mas existe um preço.
E ele é alto.
O preço é ver a própria voz se apagar,
o coração perder a coragem de gritar,
a alma se acostumar a viver escondida.
E, quando se percebe, já não é só silêncio —
é ausência.
Dei-lhe de mim tudo…
cada riso guardado,
cada lágrima que escorri em silêncio,
cada dia que sobrevivi.
E ainda assim,
sou inteira em cada fragmento que entreguei.
