Oi tudo bem
Uma Sinfonia sem Nome
Sabe, o mais louco de tudo é que eu sequer sei o seu nome. Talvez ele já estivesse escrito em alguma página dos livros que li e passou despercebido entre tantas palavras, talvez eu já o tenha pronunciado por acaso, numa conversa qualquer, sem imaginar que carregava o som de alguém que um dia seria importante, talvez eu já tenha te visto numa parada de ônibus, atravessando uma rua qualquer, escondido entre fotografias antigas, refletido numa janela ou perdido em algum canto da internet, talvez. Mas entre ruas que meus pés ainda não pisaram e caminhos que meus olhos não alcançam, você continua sendo a resposta que Deus ouviu antes mesmo de eu aprender a perguntar.
E a tua voz... Dentre bilhões de vozes espalhadas pelo mundo, talvez ela nem seja tão diferente assim, ou talvez seja única, única o bastante para que eu a reconheça no instante em que a ouvir. Gosto de imaginar que ela não virá para preencher um vazio, porque vazios não são preenchidos por pessoas, mas gosto de pensar que ela virá para caminhar ao lado dos silêncios que ainda carrego. Que amanhã, quando estivermos lado a lado, as paisagens não precisarão ser explicadas, porque quem aprende o idioma do vento entende o que as árvores dizem sem abrir a boca.
E o teu rosto...
Ah, o teu rosto.
Deve guardar algum detalhe que fará meu coração parar por um segundo, algo que me fará lembrar de cada linha desta carta escrita antes de conhecer você, antes de saber teu nome, antes de descobrir que teus olhos talvez carreguem mais beleza do que todas as noites estreladas que já contemplei.
Talvez tragam mais profundidade do que os céus pintados por Van Gogh, talvez mais poesia do que qualquer verso que já tentei escrever. Você é uma sinfonia que ainda não ouvi, uma melodia que talvez nem Beethoven conseguisse traduzir, onde cada nota tua parece existir num lugar onde comparações deixam de fazer sentido.
Talvez teus olhos carreguem tempestades, talvez tragam calmarias, talvez carreguem as duas coisas ao mesmo tempo, e isso pouco importa.
Porque, sabe... Às vezes sinto que guio meus passos apenas pelo instinto, e quem tem sede de absoluto não segue aparências pela beleza, segue rastros por verdade. E a verdade raramente chega acompanhada de ilusões, ela chega firme, concreta, como terra depois da chuva, como raízes que se recusam a ceder ao vento.
Por isso gosto de não saber teu nome, porque enquanto não sei, posso continuar imaginando todo o amor que desejo oferecer, sem pressa, sem cobranças, sem exigir do amanhã aquilo que ele ainda não prometeu.
Eu gosto das coisas que permanecem quando o encanto acaba, quando a maquiagem da alma escorre e sobra apenas aquilo que ninguém consegue fingir. E quando esse dia chegar, espero permanecer, porque amar alguém somente durante os dias bonitos nunca me pareceu amor de verdade.
Não te espero numa janela, não conto os dias, não coleciono expectativas, mas confesso: às vezes sinto falta de alguém que nunca encontrei. Às vezes fico triste pela demora, porque existem histórias que ainda não vivi, conversas que ainda não aconteceram, abraços que ainda não conheço, e uma parte de mim queima de vontade de experimentar tudo isso.
Sabia que sementes não arrancam as próprias raízes para conferir se estão florescendo? Elas apenas crescem, em silêncio, debaixo da terra, sem aplausos, sem garantias. E eu estou tentando crescer também.
Nem sempre consigo, nem sempre é fácil, mas continuo. Porque, de alguma forma estranha, o simples fato de acreditar que você existe me dá forças para continuar me tornando quem eu preciso ser.
E se algum dia nossos caminhos finalmente se cruzarem, peço apenas uma coisa: venha quando eu estiver inteiro. Não perfeito, mas inteiro. Mesmo com cicatrizes, mesmo com ferrugens, mesmo com sonhos que às vezes parecerão mortos, mesmo quando o mapa desaparecer das minhas mãos.
E se isso acontecer, por favor, me ajude a encontrar a luz, porque carinho eu ofereço, lealdade eu entrego por inteiro, e coragem... Coragem eu dividiria até o último pedaço.
Se existe algo que aprendi observando o céu, é que estrelas abandonam constelações quando deixam de pertencer ao mesmo desenho. Eu, por outro lado, não prometo perfeição; prometo escolha, prometo permanência, prometo tentativa, prometo voltar para reconstruir quantas vezes forem necessárias.
Se houver verdade, eu fico
Se houver respeito, eu permaneço
Se houver reciprocidade, construirei um mundo ao teu lado. Mas se a confiança quebrar, não será por falta de luta, porque minhas mãos sempre carregarão as marcas das coisas que tentei salvar.
Ainda assim, aprenderei com os rios: eles encontram pedras, encontram obstáculos, encontram montanhas, mas não brigam. Mudam de direção e seguem.
Até lá... Continuarei sem saber teu nome, sem conhecer teu sorriso, sem reconhecer tua voz, sem entender teu jeito de enxergar o mundo, e talvez exista algo genuinamente bonito nisso. Algumas pessoas são encontradas pelos olhos, outras são encontradas pelo destino, mas eu gosto de acreditar que encontrarei você pelo som da sua voz.
Porque entre todas as possibilidades deste mundo imenso, eu espero que, quando chegar a hora, eu também seja a sua primeira escolha.
DESCONECTADA
Com o passar do tempo, eu entendi que tudo o que eu quero é ser totalmente desconectada.
Estou falando dessa conexão de redes, de pessoas, de gente que eu nem conheço, que não sabe quem eu sou, que nem entende que eu sou um mundo inteiro dentro de mim, às vezes cheio de nada, às vezes cheio de amor.
Está todo mundo dizendo: "Estou conectado". Está todo mundo vivendo em um mundo não real, distanciado.
Às vezes, eu só quero ficar sem me conectar, desconectada dessa coisa ilusória que criaram por aí dizendo que é vida.
E eu estou falando que não quero essa conexão que tanta gente diz que tem e na qual, até pouco tempo atrás, eu também acreditava. Uma conexão que parece aproximar, mas que está fazendo tanta gente esquecer de se conectar de verdade com outro alguém.
As pessoas falam tanto que estão o tempo todo juntas, mas, mesmo do mesmo lado, na cama, não se olham, não se beijam, não se tocam mais.
Se esquecem todos os dias. Esquecem que, na hora em que der uma pane nesse sistema todo, nesse sistema que doutrina, só quem ainda conectou o coração com o outro é que ficará de pé.
Essa é a nossa sina.
Nildinha Freitas
Vivendo no Mundo de Fantasia
Vivo num mundo que só eu vejo,
Onde tudo parece perfeito, mas nada é real.
Sorrio por fora, mas por dentro me perco,
Entre sonhos que inventei para não sentir o mal.
Criei castelos no ar,
Pintei o amor com cores que nunca existiram.
E nas minhas ilusões aprendi a morar,
Mesmo sabendo que eram só mentiras que eu criei.
Lá, ninguém me julga, ninguém me fere.
Sou livre, mesmo que presa à ilusão.
Mas quando volto à realidade, tudo congela,
E o coração sente o peso da desilusão.
Queria fugir, mas já não sei para onde.
Talvez o meu refúgio seja essa fantasia sem fim,
Porque no mundo real, ninguém me entende,
E no meu mundo inventado... pelo menos eu sou feliz por mim.
Às vezes, viver na fantasia é a única forma de sobreviver à realidade.
Não existe angústia alheia.
Tudo importa para todos.
O amor incondicional é a linguagem que traduz a paz.
E o instinto fraternal a via adequada para ser ainda mais feliz.
Acredite.
Goncalvesdarocha
Sabedoria amiúde
Quando você pensar que está tudo errado, lembre-se: a formiga é pequena, mas consegue fazer grandes coisas. E você, desse tamanho, acha não consegue fazer nada?
Nem tudo depende do tempo. Nem tudo melhora com o tempo. Porque, às vezes, não é de tempo que precisamos, e sim de atitudes.
“Ser mãe atípica é aprender a ser forte mesmo nos dias em que tudo parece difícil. É sorrir enquanto o coração está cansado, é lutar em silêncio sem que muitas pessoas entendam a batalha diária que vivemos. Cada crise, cada medo e cada noite sem dormir trazem desafios, mas também ensinam sobre amor, paciência e superação. 💙
Muitas vezes pensamos que não vamos conseguir, mas Deus renova nossas forças todos os dias. E mesmo quando o mundo julga ou não entende, seguimos em frente pelos nossos filhos. Porque ser mãe atípica não é apenas cuidar, é amar de uma forma intensa, corajosa e verdadeira. ✨”
Tudo o que busco agora é a simplicidade de uma casa no campo, o canto dos pássaros e o som de Zé Ramalho ecoando no silêncio.
Tu não serás reconhecido pelo o que fazes para ti mesmo, mas será enaltecido e afagado por tudo que fizeres de bem a teu semelhante.
Bertoudo Matos
O som “Om” é considerado, nas tradições védicas, o som primordial, a vibração que deu origem a tudo o que existe. Ele não é apenas uma palavra ou uma entoação: é a expressão sonora do universo em expansão, o arquétipo do nascer, do manter e do dissolver.
Do Livro: A mente em Hertz, da autora Nina Lee Magalhães de Sá
“A paz não nasce quando tudo obedece ao nosso desejo, mas quando deixamos de obedecer a todos os nossos automatismos.”
Do livro O Observador Interior, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“Quando tudo vira TDAH, o verdadeiro TDAH perde seriedade; quando nada é TDAH, quem sofre continua sendo culpado.”
Do livro TDAH: Déficit de Atenção, Distúrbio ou Apenas Distração?, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“O TDAH não explica tudo, mas ignorá-lo pode transformar sintomas em culpa e sofrimento em fracasso moral.”
Do livro TDAH: Déficit de Atenção, Distúrbio ou Apenas Distração?, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“Desconfie de quem tem respostas para tudo; a sabedoria costuma morar nos becos da dúvida.”
Do livro Entre a Razão e o Delírio, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“A maturidade não está em controlar tudo, mas em saber quando deixar a vida respirar.”
Do livro Entre a Razão e o Delírio, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“A ansiedade generalizada não escolhe apenas um medo; ela espalha medo sobre quase tudo.”
Do livro Transtorno de Ansiedade Generalizada, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“A mente ansiosa sofre antes, sofre durante e, muitas vezes, sofre depois, tentando revisar tudo o que já passou.”
Do livro Transtorno de Ansiedade Generalizada, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“Entre negar o TDAH e justificar tudo por ele, existe o caminho maduro da responsabilidade sem humilhação.”
Do livro TDAH: A Mente que Não Descansa, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“A liberdade mais profunda começa quando deixamos de tentar controlar tudo fora de nós e passamos a cuidar da resposta que nasce dentro.”
Do livro Tempestade Serena, de Nina Lee Magalhães de Sá.
