Obsessão
OBSESSÃO
Na intensa melancolia um jeito em que sofria, era a minha obsessão. Existia duas faces, duas mentes, um só corpo, e mil sentimentos multifacetados. Era uma paixão tão grande que atingia a esfera dos opostos: o sossego e o pavor! Ficava aterrorizado só de pensar em perdê-la. Imaginar um opositor me deixava enfurecido, um ódio letal. Ela era minha, somente minha! Das duas faces que ela tinha, a bela minha menina, usava corriqueiramente a que mais me fazia sofrer. No meio do pavor, numa terra arrasada, pronto para o combate, avistei vultos solitários e paranoicos embrenhados na maciça multidão, vei-me então a lucidez, ao despertar-me de novo para vida. Maravilha! Não existia ninguém entre nós, ela estava ali bem ao meu lado, como um anjo alvo num corpo de menina!
180823
Predestinação não é obsessão,Uma nos levam a cume e nos traz a sabedoria. A outra nos levam a escoria e nos influi a insensatez.
Regenerado da obsessão que tive por você, sinto-me como ex-dependente. Melhor "tentar" manter distância dessa droga de paixão...
" Que a nossa vontade, não seja nunca levada como obsessão,
que a gente possa sempre respeitar quem nos quer longe e abraçar apertado quem nos quer como irmãos.
que algo de bom possa (re)nascer e florir, hoje e sempre.
que haja paz...
feliz Natal
Você não faz ideia de que é minha obsessão?
Sonhei com você quase todas as noites essa semana
O Ser humano cinge-se na obsessão da riqueza, desacertadamente, como forma de solução: abdicando a sua própria espécie.
... quase
uma obsessão; um equívoco,
talvez, pretender que tudo fosse
irremediavelmente simples,
apaziguador...
Mas, se tudo assim fosse,
algo haveria?
Só porque a nossa vida é construída nessa obsessão bendita, a gente pega a nossa forma de amor, toma café, almoça e janta.
E a gente se quer e se ama a todo instante e toda hora em qualquer tempo e momento.
E finge que tudo não passa de um nada...
Ou um simples qualquer coisa.
A gente corre, a gente foge e brinca com o desejo flutuando nesse estágio de ócio.
É coisa da cabeça, ilusão passageira.
Enquanto isso, o corpo grita, o corpo pede, o corpo deixa os vestígios de amores bandidos pelo atravessar do tempo.
E nessa nossa história, a vida deixa em aberto qual é a lógica não programada das paixões veneradas e não descartadas.
E quando a gente vai analisar, qual amor é tão verdadeiro, nessa vida, além daquele que ninguém consegue enterrar?
Você conhece a minha parte indigna e em desordem e eu sei o seu mundo caótico e fora dos trilhos e a gente nem se importa com isso.
É tudo tão surreal...!
No final das contas, mesmo que a gente não queira, resiste ao tempo a nossa besteira.
A nossa forma de se amar é exclusiva e pertencente ao nosso mundo restrito e intacto.
A gente constrói, modifica, reformula, reanima à nossa vontade e à nossa maneira.
E apenas entre eu e você habita o nosso amor irracional e inexplicável servido sobre a nossa mesa.
A gente toma café, almoça e janta em meio à nossa libido banhados em estrogênio e testosterona.
A mente é desordeira e o corpo vulnerável.
A gente se ama nessa forma de amar sem nexo.
A cabeça diz "eu quero" e o corpo "eu quero mais!"
É tao bom ti amar nesse meu jeito louco e particular...
Eu quero, sem querer...
O teu pouco, o teu muito e o teu mais.
Entre o medo de errar e a obsessão de parecer perfeito, o silêncio se torna o refúgio perpétuo que aprisiona os verdadeiros.
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