Obrigado meu Deus pelas Respostas

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Como mulher eu não possuo país. Como mulher, meu país é o mundo todo.

Virginia Woolf
Três guinéus (1938).

Enxugue estas lágrimas
Não fique triste assim
Um dia voltarei meu bem
Aqui não é o fim

Dê-me tua mão
É teu o meu coração

Não vou te esquecer
Não fique a temer
Pois o nosso amor
Não foi em vão

Me empresta seu peito porque a dor não tá cabendo só no meu.

Sei a minha sina.
Um dia meu nome será lembrança de algo terrível.
De uma crise como jamais houve sobre a Terra.
Da mais profunda colisão de consciências.
De uma decisão conjurada contra tudo que até então foi acreditado, santificado, requerido.
Não sou um ser humano, sou uma dinamite, na transvaloração de todos os valores.
Eis a minha fórmula para um ato de suprema octognose da humanidade que em mim se fez gene e carne...

Não nasci para ser forçado a nada. Respirarei a meu próprio modo.

Henry David Thoreau
A desobediência civil. Porto Alegre: L&PM, 1997.

Talvez eu e meu corpo formemos uma conspiração pelas costas de minha própria mente.

Você poderia tirar de mim as minhas fábricas, queimar os meus prédios, mas se me der o meu pessoal, eu construirei outra vez todos os meus negócios.

Durma, minha Bella. Tenha sonhos felizes. Você foi a única que tocou meu coração. Serei sempre seu. Durma, meu único amor.

Meu fumo e minha ioga
Você é minha droga
Paixão e carnaval
Meu zen, meu bem, meu mal

Caetano Veloso

Nota: Trecho da música Meu bem, meu mal.

Meu quarto. A melhor coisa que havia ali era a cama. Gostava de ficar ali deitado por horas, mesmo durante o dia, com as cobertas puxadas até o queixo. Era bom ficar ali, nada acontecia por ali, nenhuma pessoa, nada.

Só de ver o brilho no meu olho, os falsos já recuam.

Emicida

Nota: Trecho da música Triunfo.

Soneto da Mulher ao Sol

Uma mulher ao sol - eis todo o meu desejo
Vinda do sal do mar, nua, os braços em cruz
A flor dos lábios entreaberta para o beijo
A pele a fulgurar todo o pólen da luz.

Uma linda mulher com os seios em repouso
Nua e quente de sol - eis tudo o que eu preciso
O ventre terso, o pêlo umido, e um sorriso
À flor dos lábios entreabertos para o gozo.

Uma mulher ao sol sobre quem me debruce
Em quem beba e a quem morda, com quem me lamente
E que ao se submeter se enfureça e soluce

E tente me expelir, e ao me sentir ausente
Me busque novamente - e se deixes a dormir
Quando, pacificado, eu tiver de partir...

Eu sou meu próprio parasita. Não preciso de hospedeiro.

Kurt Cobain

Nota: Trecho da letra da música "Milk It"

Você foi o maior dos meu casos
De todos os abraços o que eu nunca esqueci
Você foi dos amores que eu tive,
O mais complicado e o mais simples para mim.

Colada à tua boca a minha desordem.
O meu vasto querer.
O incompossível se fazendo ordem.
Colada à tua boca, mas
escomedida
Árdua
Construtor de ilusões examino-te
sôfrega
Como se fosses morrer colado à
minha boca.
Como se fosse nascer
E tu fosses o dia magnânimo
Eu te sorvo extremada à luz do
amanhecer.

Hilda Hilst
Do Desejo

No meu dicionário definição de nojo é: piranhuda louca que se faz de tontinha refinada meiga pra arrumar marido.

"Chuva traga o meu benzinho
Pois preciso de carinho
Diga a ela pra não me deixar triste assim..."

Meu silêncio é o grito mais alto que alguém já deu.

Mas para não sentir dor eu vou jurar ao último ouvido do meu universo o quanto você é descartável. O quanto sua molecagem não permitiu nenhuma admiração de minha parte.
Para não sofrer não vou permitir minha cabeça no travesseiro antes do cansaço profundo e sem cérebro. Não vou permitir admirar coisas da natureza porque talvez eu me lembre de você ao ver algo bonito.
Não vou permitir silêncios porque é aí que o meu fundo transborda e a tristeza pode me tomar sem saída. Eu vou continuar deixando a minha cabeça me martelar porque toda essa confusão é ainda menos assustadora do que a calmaria da verdade.

~ Soneto 29 ~

Quando, malquisto da fortuna e do homem,
Comigo a sós lamento o meu estado,
E lanço aos céus os ais que me consomem,
E olhando para mim maldigo o fado;

Vendo outro ser mais rico de esperança,
Invejando seu porte e os seus amigos;
Se invejo de um a arte, outro a bonança,
Descontente dos sonhos mais antigos;

Se, desprezado e cheio de amargura,
Penso um momento em vós logo, feliz,
Como a ave que abre as asas para a altura,

Esqueço a lama que o meu ser maldiz:
Pois tão doce é lembrar o que valeis
Que está sorte eu não troco nem com reis.