O Viajante e sua Sombra
Fora da Sombra
Viveu na sombra por muito tempo
Sem questionar o que via ou ouvia
Mas um dia sentiu uma vontade
De explorar o mundo que existia.
Você saiu da sua zona de conforto
E descobriu que havia muito mais
Do que apenas sombra e zunido
Muito mais do que havia aprendido.
Sair da caverna traz consequências
A luz fora de lá é intensa
Ela liberta mas faz exigências,
Já que agora você pensa.
Diante de uma nova realidade
Viu que nem tudo era como imaginava
Se encantou com a beleza e a diversidade
Mas também se deparou com a maldade.
Você aprendeu tudo o que podia
Para enfrentar os desafios apresentados
Ganhou novos inimigos e aliados
E percebeu que as coisas mudavam todo dia.
Sair da caverna traz consequências
A luz fora de lá é intensa
Ela liberta mas faz exigências,
Já que agora você pensa
Às vezes até sente saudade
Da época em que vivia na ignorância
Mas sabe que não pode voltar
Pois agora você tem consciência.
Sair da caverna traz consequências
A luz fora de lá é intensa
Ela liberta, mas faz exigências
Já que agora você pensa.
Agora você tem consciência
E isso faz toda a diferença.
Não busques em mim a sombra já finda,
a melodia que o tempo calou.
Sou o novo verso em página ainda límpida,
a alma que refez e se revelou.
O Vazio Exorbitante da Alma
Não há berço vazio a chorar na casa,
Nem a sombra fria de uma dívida que arrasa.
O mundo vê a pele que não sangra, limpa e sã,
E pergunta à alma: "De que sofre, ó artesã?"
Pois onde não há perdas visíveis, nem tragédia,
O sofrimento parece uma comédia, uma lenda.
Mas a dor que me habita é a do invisível laço,
Um grito que não ecoa neste vasto espaço.
O Choro Sem Filho é o Choro Pela Luz,
O desejo de ser porto, e não a cruz.
É o luto pela forma que o amor não me alcança,
A eterna espera por uma real aliança.
A Dívida Ausente não alivia o meu fardo,
Pois devo a mim o afeto que me foi negado.
Devo o calor que a frieza do dia a dia esconde,
O eco vazio da pergunta: "Onde? Onde?"
É o sentimento em chama, o apego a se rasgar,
A fome voraz de ser aceito, de pertencer, de amar.
A necessidade que pulsa, crua e exposta,
Por uma presença que nunca me foi aposta.
E por trás do sorriso que a vida me empresta,
A frieza diária me veste e me orquestra.
Mas o silêncio é o manto onde a dor se aninha,
A falta exorbitante que me faz só, e só minha.
O sol é para todos, mas a sombra do onipotente é só pra quem decidiu entrar no esconderijo do Altíssimo.
Sombra
A melancolia é minha sombra
Flertar com a tristeza, alimenta um
rio de sentimentos
Para alguns, a caixa de pandora só
carrega as mazelas da humanidade
Mas também, dentro dela reside
a luz da esperança
Trago em mim, em eterno conflito
A dualidade do Caos e da Criação.
Angélica F L Masullo
Eu sou a cegueira da visão
Eu sou a cegueira da visão,
a sombra costurada à luz,
um sopro frio na contramão
de tudo aquilo que reluz.
Sou o instante em que a cor se apaga
e o mundo aprende a respirar,
quando o silêncio abre a vaga
para o que os olhos não podem captar.
Sou o véu que cai sem ser tecido,
a dobra oculta do clarão,
o mapa nunca conhecido
por quem vê só com a razão.
Eu sou a cegueira da visão:
não erro, não falho, não retiro —
apenas mostro a contradição
do olhar preso ao próprio giro.
E é no meu breu que se descobre
que a luz também pode enganar;
pois quem se perde, às vezes cobre
um novo jeito de enxergar.
Eu sou a cegueira da visão,
mas não sou fim, nem perdição —
sou a fresta em que a alma aprende
que ver é mais do que a própria visão.
Autor: John Presley Costa Santos
Estou só, na companhia imperfeita e leal de mim mesmo, sombra que me acompanha na longa estrada da vida, eu em minha companhia.
Na sombra de uma árvore, em pleno dia de sol, o sertanejo ergue os olhos ao céu e pede clemência. A chuva está distante; o vento levanta a poeira, que lhe arde os olhos já marejados. Entre lágrimas, implora ao Criador que mande a chuva.
Só na estrada surrado no calor das 3 horas da tarde o sol acompanha a sombra após oa passos cansados.
"Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo" (Salmo 23:4
“Esse salmo pode se um alerta para quem tem o hábito de roubar e matar: porque aqui nessa situação você está sendo o vale da morte de alguém, então Jesus afirma que não mataras e não roubadas para que não sejais morto”. Você e eu precisamos afastar dessas práticas, afastai também de quem praticam! E serás salvo por tua bondade.
A sombra da noite confronta a luz do amanhecer.
Envolvidos em conflitos, dia após dia,
descobrem, no silêncio dos instantes,
que seus laços são profundos:
um não pode existir sem o outro.
Dia e noite — iguais e invertidos,
tão próximos e tão distantes.
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