O Viajante e sua Sombra

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A doçura de sua boca é a única mirra que meu sono aceita, repousar em seus braços é a única maneira de apagar a aridez da ausência.

A sua voz é a música que me faz esquecer que a cidade é feita de muros, cada palavra sua derruba a muralha da minha solidão.

O beijo de sua boca é o pergaminho que reescreve o meu passado, transformando todas as minhas cicatrizes em mapas para o seu abraço.

A sua paixão é a força da morte e a voracidade do Sheol, uma lei mais antiga que o tempo, que não aceita resgate ou suborno.

Que a sua boca se torne a adega onde a minha alma bebe o vinho do esquecimento de todas as tristezas passadas.

O homem que se isola por medo do erro renuncia à sua natureza e torna-se um eco em seu próprio deserto.

Quem ama o objeto errado na intensidade certa, transforma o afeto em sua própria adversidade.

A dor de ontem é a argamassa invisível que solidifica o muro da sua força de amanhã.

Sua alma só grita quando o exterior não consegue mais abafar a verdade que você insiste em calar.

A única armadura impenetrável é a convicção de que você é o único responsável pela sua paz.

O passado só tem poder sobre você se a sua memória for mais forte do que a sua vontade de seguir em frente.

Reconstruir a si mesmo exige a demolição de velhas certezas que já não cabem na sua nova paisagem.

O propósito de Deus muitas vezes se esconde naqueles vazios que a sua pressa tenta preencher.

Deus honra mais a humildade crua da sua dor do que a engenharia hipócrita da sua felicidade encenada.

O caminho da Fé exige uma dieta do ego, sua estreiteza é proposital para impedir a passagem de qualquer peso inútil.

As almas mal resolvidas são engenheiras do caos, sua missão silenciosa é que a sua paz seja o próximo campo de batalha da desordem delas.

A felicidade digital é um empréstimo com juros altíssimos: o custo final é a hipoteca da sua verdade interior.

O verdadeiro poder é não ter que provar nada para ninguém, exceto para a sua consciência silenciada.

A sabedoria não reside em não errar, mas em nunca honrar o mesmo erro duas vezes com a sua reincidência.

A melhor defesa contra o mundo é o seu trabalho silencioso e persistente na sua própria evolução.