O Valor do ser Humano Rubem Alves
A relação entre psicanálise e semiologia pode ser delineada a partir de uma interrogação central: como os signos revelam dimensões ocultas da subjetividade? Para Freud (2010), o sintoma é um substituto de algo recalcado, um signo que aponta para um conteúdo inconsciente. Do lado da linguística, Saussure (2006) inaugura a semiologia como ciência geral dos signos, compreendendo o signo como a união entre significante e significado. A articulação entre esses dois campos demonstra que a subjetividade se constrói na e pela linguagem, e que toda manifestação sintomática pode ser lida como signo.
Do artigo :A Linguagem do Inconsciente: Interfaces entre Psicanálise e Semiologia
Muitas vezes, podemos ser tentados a desistir ou a não fazer nada porque acreditamos que nossas ações não farão diferença na grandeza do mundo. No entanto, cada ação que tomamos pode ter um impacto significativo e positivo na vida de outras pessoas.Mesmo que não possamos mudar todo o mundo sozinhos, podemos contribuir para torná-lo um lugar melhor. Cada pequena ação que tomamos - como reciclar, ajudar um vizinho idoso ou simplesmente sorrir para um estranho - pode ter um efeito de ondulação que se espalha para além do que podemos ver. Além disso, a soma de todas essas pequenas ações pode levar a grandes mudanças e transformações.
Portanto, não subestimemos o poder de nossas ações. Lembremo-nos que cada pequena gota faz diferença no imenso oceano da vida. Façamos a nossa parte para tornar o mundo um lugar melhor e inspiremos outros a fazerem o mesmo.
O Estado de ser e os problemas do Ser
Agilson Cerqueira
Inebriar-se ou embriagar-se não é fugir — é um método.
Um experimento contra a tirania da inconsciência.
Pois existir, quando plenamente percebido, não é um dado — é um privilégio.
A lucidez não ilumina: ela expõe.
E o que ela expõe não é o mundo, mas a impossibilidade de habitá-lo sem fissuras.
Há, portanto, uma tensão irreconciliável:
entre o esquecimento, que dissolve o ser, e a consciência, que o torna insuportavelmente nítido.
Não se trata de escolher entre dois estados, mas de reconhecer que ambos falham.
O esquecimento falha porque não sustenta.
A lucidez falha porque sustenta demais.
O sujeito, então, não é algo estável —
é um movimento de oscilação.
Um pêndulo sem centro.
Aquilo que se chama “eu” não passa de um intervalo entre percepções, uma tentativa precária de continuidade num fluxo que não admite permanência.
Conhecer-se torna-se impossível,
não por falta de profundidade,
mas por excesso de instabilidade.
O ser não é oculto — é inconsistente.
E talvez por isso o outro se torne intolerável: não por diferença, mas por revelar que também ele sustenta, com igual fragilidade,
a ficção de existir.
Recusar-se a ser o outro
é, no fundo, recusar a evidência
de que não há saída fora dessa condição.
Ser é estar preso numa estrutura sem fundamento, onde o instante é tudo o que há — e, ainda assim, não se sustenta.
O agora não é presença: é ruptura contínua.
Assim, as palavras “loucura e lucidez”
perdem o sentido.
Porque ambas partem do mesmo erro:
acreditar que há um estado correto do ser.
Não há.
O que existe é apenas a consciência
tentando justificar o fato bruto de estar aqui.
Sem motivo.
Sem centro.
Sem garantia.
E talvez o pensamento mais radical
não seja compreender isso
— mas continuar, mesmo assim.
Posso eu magoar alguém sem ser magoado? Posso eu pensar errado de alguém e não ser pensado mal? Posso eu utilizar a minha boca para maldizer alguém e não ser maldito em minhas palavras? Posso eu fazer algo ruim para alguém e não receber algo ruim do destino?
Quando o ser humano entender sobre a lei da reciprocidade, ele entenderá que o seu semelhante também é parte dele.
Ser bom é ajudar com consciência e limites; ser idiota é permitir que os outros tirem proveito da sua bondade como se fosse fraqueza.
Ser bom é escolher ajudar com consciência; ser idiota é deixar que confundam sua bondade com fraqueza.
Quando você passa a ser um observador, se dá conta que muitos vivem por seus egos e demônios, enquanto um outro lado busca a Deus.
E na fragilidade da vida humana, o homem encontra a morte que o mostrará a verdade.
Iluminar o código da vida deve ser o nosso objetivo diário, ler as informações genéticas presentes em nosso DNA.
Talvez essa dor nunca passe
Esse sofrimento nunca passe
Essa angústia de ser de verdade permaneça
Mas fui eu quem escolhi ser assim
Desde o céu
Aqui na terra é caótico
Há sofrimento, ilusões
E sofrimento, muito sofrimento
Para ambos os lados.
É um convite para reflexão interna, do nosso próprio ser. Conhecer a si mesmo e desfrutar das belezas que ainda não vê.
No fim das contas, aquela árvore foi mais leal do que muita gente ali. Porque ela nunca fingiu ser algo que não era. Já as pessoas… ah, essas fazem teatro melhor que muito artista premiado.
Seguir o materialismo parte da ideia de que só devemos aceitar como real aquilo que pode ser demonstrado, testado e analisado empiricamente. Se o que existe é aquilo que pode ser observado e comprovado, então a matéria se torna o ponto de referência para a realidade. O problema surge quando alguém tenta provar a existência do “nada”, do vácuo absoluto ou do vazio metafísico, algo que, por definição, não pode ser demonstrado como uma entidade real.
Diante disso, pode-se propor um acordo simples: eu mostro aquilo que tenho de forma empírica, analisada, testada e existente; e você mostra aquilo que possui no campo abstrato, psicodélico, surreal ou puramente conceitual. Assim, cada um apresenta suas evidências e seus fundamentos, e a conversa continua em um terreno mais honesto, onde o que pode ser demonstrado dialoga com o que é apenas pensado ou imaginado.
