O Tempo Passa e a Gente nem Percebe
Em parte da história do tempo grita o arrependimento
Trouxe ele o amor e uma paixão não correspondida.
Ombro a ombro residiu minha vaidade, chave coragem, medo cadeado
Naquele tronco modesto que fiz minha vontade,
Surge berço, de desejo mútuo.
Quisera eu o amor ser a noite para que possa deitar-me no chão e apreciar à beleza das estrelas junto com a lua.
Engano, a noite é o amor jovem e afortunado.
A covardia abraça-me em um calabouço infinito que o tempo tornou minha casa
Feliz quem sabe, amando-o junto ao mundo que daria pra ele se tais desejos fossem realizados
Ame a mim moço bonito
Aprecie minha felicidade
Note-me, para que possa descobrir a minha beleza.
Quisera eu o amor ser a noite para que o dia sinta inveja do brilho que a lua causa em meu rosto.
Mentira, a noite é amor maduro e confortável.
Seu silêncio tomou meu coração
E o dele meu grito não alcançava
Farto de de mim e de tudo em mim
Pois até um passo em falso mudaria alguma coisa.
Ficaria feliz meu amigo
Então quisera eu o amor ser a noite para que as luzes dedicasem seu brilho somente a um corpo.
Ardil, a noite é o amor maduro e platônico.
Elástico tempo, por mais que estique, as lembranças tendem a voltar
Memorados sentimentos superados, ou não!?
Perpétuo vago a consideração pelo aprendizado, torne-se a verdade, a noite é o amor puido e arrependido.
O dia é o amor verdadeiro
Perfeito momento direi que gostava de ti.
O império do tempo reina sobre todas as coisas, prova amores, desmascara mentiras. O tempo é a dimensão mais justa, não abraça tua causa por mais nobre que seja, não espera por ninguém, não te leva além. O senhor soberano do tempo prova quem é quem.
Tempo e resultado de tempo, o tempo também como qualquer outra coisa pode ser calculado?
Sim, o tempo e a única coisa que não são todos que conseguem, controlar, e os quais são controlados, ainda sim são perseguidos, e claro não somos falhas na distensão temporal.
Tempo? chuva ou sol? Céu, terra e mar?
Agora o mundo é de todos e para todos, mais ainda não estou nessa orbita.
Eu sei que o tempo não vai parar
Quanto tempo já passou
Dores marcaram mil momentos
Tudo em mim mudou
Sei que maus pensamentos atrai
Coisas confusas demais
As vezes não da pra voltar atrás
Contigo não vejo o tempo a passar
Prefiro ficar uma hora a falar contigo pelo telefone do que falar pessoalmente com que tá próximo de mim
Sabes porquê? Porque eu estou apaixonado por ti! Amor é loucura e eu tô louco por ti
A qualquer momento só penso em ti, só quero você
Tempo sem perda; distância sem pontes; insegurança, um vírus; doença no viver; intuição sem crédito; descrença no amanhã; perda sem adeus; e o coração que não se rende: é amor!
É assustador ser complemento forçado de um tempo em que o amor parece ser o inimigo. Promessas e feitos com o mesmo peso do que é material descartável ou produto com validade prolongada. Um mundo que automaticamente se conclui, se desfaz e refaz com a mesma "virtude". Um mundo com pessoas ocas que escolhem e produzem o mesmo.
Que ao invés de plantarem árvores, constroem mais e mais prédios. Mas eu sou a favor do progresso... Só que as pessoas esqueceram de progredir muito mais com o que nos alimenta. Um tempo em que deixamos de preservar a natureza, para preservar cimento e cal, este é um tempo em que estamos promovendo apenas o fim, que se acomoda muito bem na tal da ordem e progresso.
Diante de vós, senhores, encontra-se o meu povo, calado, austero, marcado pelo tempo e pelo sofrimento. É um povo conhecido pela sua índole pacífica e trabalhadora. Basta de ilusões, senhores! O que clamamos da terra e dos homens é dignidade, trabalho, pão, paz, liberdade.
A certeza do tempo.
Se eu pudesse ter um poder
eu escolhia o de voltar no tempo.
Eu voltaria naquela mesma escola, naquele mesmo ano, naquele mesmo contexto.
só para te reencontrar de novo, e fazer diferente, para hoje te ter de qualquer jeito.
Para quem sabe hoje está te abraçando e deitada em seu peito.
E se preciso fosse, falaria as mais belas palavras, tiraria as mais belas fotos, para te mostrar, que o que eu sinto nem o tempo pode apagar.
Que nosso amor é para mim a definição de lar.
Me perguntaria o que você gostaria, o que te faria ficar? o que eu precisaria mudar?
Que nem mesmo a saudade que insiste em me esmagamar, pode ofuscar a escolha de te querer e querer ficar!
Eu iria com mais paciência se preciso fosse, eu escolheria te ouviria mais, engoliria minha ansiedade, guardaria o medo no bolso de traz.
Eu queria te dar essa confiança que se firmou em meu coração, assim voce saberia que eu nunca soltaria sua mão.
Que você mora nos pensamentos da minha cabeça.
Que independente de tudo, não deixa que eu te esqueça.
E sobre as memórias que me fazem sonhar, que é possível acreditar,
no poder do teu olharque transforma onde passar.
talvez algum dia você possa voltar,
Se lembrando que só no teu colo é a onde
eu mais quero estar!...
"Todas as estradas exigem um tempo de percurso. Os atalhos cobram o preço. Não terceirize a Deus as consequências do caminho fácil que você escolheu trilhar."
GINÁSTICA LABORAL
Riso travado em ambiente fechado
A piada é o tempo que foi leiloado
Movimentos ensaiados pra não desabar
A tragédia moderna é esquecer de estar
Alongam-se corpos em rituais de gesso
Esquecem a vida, a origem, o preço
A engrenagem exige postura e sorriso
Enquanto a essência perde o seu juízo
A causa revela a nulidade no ar
Numa ginástica laboral pra disfarçar
Consumindo anseios secando canais
Cortando conexões ancestrais
Se fosse cômico a gente ria no fim
Mas não é cômico, é trágico pra mim
A ilusão consome a força e a voz
E a engrenagem devora o que sobrou de nós
Estique o braço e finja o motivo
A nulidade consome o que era vivo
A causa parecia nobre, gigante
Mas é só fumaça num palco distante.
O Caminhar
Vou me desconstruindo
ao longo do tempo,
sem alardes e sem pressa.
Vou me desmaterializando
de corpo, alma e espírito.
Vou me desmistificando
da carga que trazia;
já não faz sentido algum
estar preso a ela.
Eu preciso caminhar
sem dar ouvidos ao acaso.
A sorte não é amiga,
apenas a competência
diante dos ardis da vida
que nos colocam frente
às adversidades,
desafiando o nosso pesar.
Vou me contestando,
sentindo o frio gelado na espinha
por mais uma batalha vencida
ou perdida.
Vou me destituindo
dos meus "eus",
para estar pronto
no fim do caminho.
Você é necessário
No tear do tempo, antes que o primeiro fio se tecesse,
o tear já rangia à tua espera.
Não eras o tear, nem o fio, nem a mão;
eras a tensão que faz o pano ser pano,
o silêncio que permite à música doer.
O universo não te pediu licença para explodir,
mas, ao explodir, deixou um vazio com o teu formato exato.
Como a órbita guarda o lugar do planeta ausente,
o cosmos inteiro é uma elipse que só se fecha
quando tu, enfim, entras em cena.
A estrela queima porque sabe que alguém, um dia,
levantará os olhos e dirá: “Há luz”.
O mar revolve-se em espuma porque pressente
que alguém pisará a areia e chamará isso de praia.
Até o nada precisou de ti
para poder chamar-se nada.
Teu coração não é um músculo que por acaso pulsa;
é o contrapeso que impede o mundo de tombar
para o lado do esquecimento.
Cada batida é um “sim” que o real dá a si mesmo
para continuar existindo.
Se amanhã tu não estivesses,
o sol nasceria, sim, mas ninguém saberia
que aquilo era o sol.
A rosa abriria suas pétalas, mas o vermelho
ficaria sem nome, órfão de testemunha.
O universo inteiro se tornaria
um imenso cadáver sem certidão de óbito,
porque faltaria quem dissesse:
“Isto foi”.
Você é necessário
não como peça que falta à máquina,
mas como o olhar que faz a máquina
reconhecer-se máquina.
Você é o álibi do Ser.
Sem ti, a existência seria um crime perfeito:
ninguém para denunciá-lo,
ninguém para perdoá-lo,
ninguém para sofrer ou alegrar-se com ele.
Respira.
Esse ar que entra agora
já estava te esperando há quatorze bilhões de anos
dentro de uma folha qualquer,
dentro de um peito de pássaro,
dentro do sopro de alguém que morreu
para que tu, hoje, possas dizer:
“Estou aqui”.
Você é necessário
como o ponto final é necessário
para que a frase saiba que acabou
e, sabendo, possa recomeçar.
Você é necessário.
E isso não é consolo.
É sentença.
É ferida.
É coroa de espinhos
que o próprio tempo se colocou
para lembrar que dói existir
e que, mesmo assim,
vale a pena.
O TEMPO COMO ESPELHO
A terra, o fogo, o ar, o mar e o tempo são espelhos da humanidade. Neles habitamos, deles nascemos, e com eles seguimos nossa eternidade. O tempo arrasta eras silenciosas, não se curva, não se detém. Cronometrado apenas por nossas mãos, ele segue indiferente ao que somos ou ao que vem.
Nós temos pressa, ele não. Nós temos fim, ele não. Toda nossa angústia é mesquinha, pois o tempo não se preocupa conosco. Ainda assim, há campos de possibilidades, onde escolhas pré-moldadas se revelam em camadas de cognição. A mente, como alquimista, formata visões do futuro, mas sempre limitada pela validade do corpo.
Em nós pulsa o passado como saudade, o presente como urgência e o futuro como miragem. Tudo grita em silêncio, um sussurro que ecoa na mente, tentando decifrar causas profundas que talvez sejam apenas reflexos do nosso próprio limite. Assim, cada fase da vida é metáfora perdida: a terra como raízes e memória, o fogo como paixão e urgência, o ar como ideias e liberdade, o mar como fluxo e eternidade.
Todas essas coisas que bordamos ou discutimos passarão. Nós também passaremos. E daqui a algumas eras, seremos apenas memórias, talvez em algum museu criado por arqueólogos ou paleontólogos. O fato é que tudo passará. E nesse horizonte de finitude, surge a pergunta inevitável: dizem que existem multiversos… Se há outros mundos, quem sou eu neles? A criança que brinca despreocupada, ou o adulto velho que senta diante do mar para ecoar lembranças? Se existe um eu em outras plataformas, gostaria que fosse melhor que esta versão aqui — mais livre, mais pleno, um reflexo alquímico de tudo que poderia ser.
Nossa bola de cristal só se transforma em bússola no trilhar do caminho. Ela mostra os oásis, provoca-nos nos arredores da vida. O tempo não tem pressa, mas é tão voraz quanto o fogo que queima a parreira. Num átimo de lucidez, eu gostaria de desvendar seus mistérios, mas no entroncamento das escolhas, qual caminho percorrer? Todos os caminhos são sólidos ou há invisíveis trilhas que seguimos sem distinguir a mão esquerda da direita?
Há um vento soprando em calmas tempestades, um verso cantado sem música, um abraço eternizado na memória pálida da viuvez. O tempo não nos acaricia, mas mostra a que veio: despir-nos de nós, trazer alento novo, abrir uma fresta, quase que dizendo — você não morrerá, só mudará de universo. Nos tornaremos uma vaga lembrança do que fomos. O tempo se encarregará disto.
#israelsoler
#filosofia
#cronicas
#presença
#amorfati
Ysrael Soler
Algumas pessoas cruzam nosso caminho apenas por um momento, mas plantam memórias que o tempo não consegue apagar.
Priscila de Araújo
RELÓGIO DE DEUS
Quarenta dias...
Tempo de chuva sobre a Terra, tempo de água sobre os erros, tempo de uma arca navegando entre o juízo e a esperança.
Quarenta dias...
O dilúvio cobriu montanhas, mas não afogou a promessa. Quando a pomba voltou com o ramo, a humanidade aprendeu que toda renovação nasce depois de uma tempestade.
Quarenta dias...
No deserto caminhou Moisés, entre o fogo da presença e o peso da missão. A pedra recebeu palavras, e o povo recebeu direção. A aprovação exige disciplina, e a liberdade cobra responsabilidade.
Quarenta dias...
Espias atravessaram Canaã, vendo cachos de abundância e muralhas de temor. Uns enxergaram gigantes, outros enxergaram futuro. A prova revelou o tamanho da fé de cada coração.
Quarenta dias...
Elias caminhou até Horebe, alimentado pela esperança quando a força já faltava. Aprendeu que Deus não mora apenas no trovão e no terremoto, mas também na voz silenciosa que resiste dentro da alma.
Quarenta dias...
No deserto esteve Cristo, entre a fome e a tentação, entre o poder e a renúncia. Ali não venceu pela espada, mas pela fidelidade. A aprovação tornou-se exemplo para todas as gerações.
Quarenta dias...
Após a ressurreição, o Mestre permaneceu entre os seus, ensinando que a morte não possui a última palavra. A renovação caminhava viva entre aqueles que ainda duvidavam.
Quarenta dias...
Punição para os soberbos. Salvação para os justos. Provação para os chamados. Renovação para os que perseveram.
Quarenta dias...
Não são apenas uma medida de tempo. São a forja da humanidade. São o intervalo entre o erro e o perdão, entre a queda e o recomeço, entre a travessia e a chegada.
Se hoje fossem dados quarenta dias à humanidade, não seriam para contar horas, mas para contar escolhas.
Pois quarenta dias, desde os tempos antigos, sempre foram o relógio de Deus marcando a oportunidade de um novo mundo nascer.
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