O Tempo Passa e a Gente nem Percebe
"...Passou tempo e eu não esperava que, um dia, chegasses. Mas passou tempo. Um dia, chegaste.
Caminhávamos na rua. Eu pensava em qualquer coisa que não era a ideia de chegares,
como uma avalanche que arrasta tudo à sua passagem, como uma multidão a pisar cada pedaço
de terra. E a rua ficou deserta quando nos aproximámos. Éramos desconhecidos no instante
em que olhámos um para o outro. Passou esse instante e, dentro de nós conhecemo-nos.
Chegaste. Eu não te esperava. Contigo trouxeste a ternura, o desejo e, mais tarde, o medo.
Chegaste e eu não conhecia essa ternura, esse desejo. Em casa, no meu quarto, neste quarto,
revi os teus olhos na memória, a ternura, o desejo. E, depois, aquilo que eu sabia, o medo.
E passou tempo. Eu e tu sentimos esse tempo a passar mas, quando nos encontrámos de novo,
soubemos que não nos tínhamos separado..."
vida e tempo
duas grandezas que andam em paralelo,
a primeira precisa de tempo
a segunda de vida
mas a vida é um vento
e infinito é o tempo.
Você já aproveitou hoje
o tempo que lhe resta de vida?
Porque o tempo passado, filtrado pela memória e refletido no tempo presente – agora -, parece sempre melhor. E terá mesmo sido?
Com o tempo você vai aprendendo que envolver-se com a pessoa perfeita não existe mesmo.
Não adianta esperar príncipes, nem tampouco princesas...
O amor é exatamente isso: O inesperado, o contrário, por vezes até o chato! Mas, muitas vezes é esse "amor imperfeito" que nos completa.
...Que nos dá a leveza de viver em paz.
Meu horóscopo me disse para ter paciência, que tudo tem seu tempo certo, e que algumas vezes precisamos bater mais de uma vez na porta para que ela se abra. Que assim seja, então.
Gostamos de fotografias porque elas têm o poder de paralisar o tempo numa fração de segundo. Por isso, uma simples foto terá sempre o poder de nos trazer grandes recordações e de nos fazer chorar ou sorrir.
Parece-me agora, tanto tempo depois, que as partidas-dolorosas, as amargas separações, as perdas-irreparáveis costumam lavrar assim o rosto dos que ficam.
Último dia do mês
Hoje o barco do tempo deixa para trás mais um mês. Levanta âncora, iça vela e parte para explorar um novo mar. Embora eu não saiba o que vem pela frente, sigo confiante na certeza de que Deus me guiará por caminhos de luz, porque foi em suas mãos que entreguei o leme da embarcação da minha vida. Senhor, traga-me um mês de águas calmas, traga-me um mês abençoado!
Somente uma mente doente perde tempo tentando inutilmente ofuscar mentes brilhantes.
O recalque é tão intenso quanto o amor,
Porém é um sentimento á serviço do mal e por isso fadado ao ridículo.
Querida filha,
eu tenho por você um amor incondicional.
E por mais que o tempo passe e que barreiras surjam em nossos caminhos, nada irá me separar de você, minha filha querida. Pois sou conhecedora da sua garra e da sua determinação. O que tenho por você é um sentimento inexplicável, tão forte que até daria minha vida por você. Jamais quero me afastar de você, meu amor. Isso não está em meus planos. E sim! Quero que cresça do mesmo jeito que é hoje.
Amável, suave e guerreira. Eu estarei sempre por perto e lutarei com todas as minhas forças pela sua felicidade. Pois você sempre me surpreendeu com seus belos conselhos e superou todas as minhas expectativas. Posso afirmar que sou uma mãe hiper realizada. Eu sou uma explosão de felicidade. E eu fico sonhando, acordada e dormindo, mas apenas com o teu crescimento. Te amo, minha filha!
Olhar que recua no tempo — Saudando a Festa dos Pescadores de Indiaroba
A cada dezembro, as águas calmas do porto de Indiaroba se enchem de vida, vozes e risos, o rio torna-se palco de uma celebração que ultrapassa gerações e devolve à comunidade seu próprio reflexo. A Festa dos Pescadores de Indiaroba não é apenas um evento: é um abraço coletivo, um reconhecimento daquelas mãos que lançam redes, enfrentam maré, colhem o sustento do rio, e seguem firmes na arte de viver com simplicidade e identidade.
Fundada em 1979 por pescadores da terra, a festa nasceu da vontade de celebrar o ofício, a união e a fé, e desde então, cresceu. Hoje, ao completar quase meio século de tradição, ela se tornou sinônimo de pertencimento e orgulho.
Nos dias 24 e 25 de dezembro, o porto vira palco de corridas de barcos a remo, regatas à vela, a corrida do bolachão e cavalhadas de riso e suor. A festa também celebra o alimento da mesa e da alma, o festival da moqueca, variada e generosa, convida a saborear o fruto do mar e compartilhar histórias.
E a música — ah, a música — embala vozes conhecidas, vozes da terra, que cantam, dançam, celebram: as vozes de quem ama seu chão, sua gente, sua história.
Mas, sobretudo, a Festa dos Pescadores é sobre reencontros: entre gerações, entre histórias, entre o rio e o homem, entre passado e presente. É um tempo, fragmentado talvez, sim — mas que pulsa, ecoa e resiste como memória viva.
Que cada remada ecoe gratidão, que cada canção carregue saudade boa, que cada prato reúna família e amizade. Que a festa reafirme que viver de pesca é mais do que profissão: é cultura, é identidade, é pertença.
E que, ao olhar para o horizonte sobre as águas do Rio Real, se lembre: cada rede lançada guarda a esperança, cada peixinho traz o sustento, cada abraço ao final do dia traz a certeza de que estamos juntos.
Porque celebrar a Festa dos Pescadores de Indiaroba é celebrar alma, raiz e pertença, e fazer da memória um porto seguro.
Há um julgamento acontecendo o tempo todo.
Não na praça, nem nos tribunais,
mas dentro.
Apontamos o dedo para o mundo
e, quando ninguém vê,
erguemos o martelo contra nós mesmos.
Condenamos erros, falhas, atrasos, silêncios,
como se fôssemos obrigados a acertar sempre.
Mas que sociedade se constrói
quando cada um aprende a ser
o próprio algoz?
Que mudança é possível
se a primeira relação consigo,
já nasce em guerra?
Talvez transformar o mundo
comece por um gesto quase invisível:
diminuir a dureza do julgamento interno,
reconhecer a humanidade no outro
porque ela foi, antes, reconhecida em si.
Mudar a si não é se absolver de tudo.
É aprender a julgar com consciência
e viver com mais responsabilidade
e menos crueldade.
Tudo tem seu tempo e até certas manifestações mais vigorosas e originais entram em voga ou saem de moda. Mas a sabedoria tem uma vantagem: é eterna.
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