O Tempo Passa e a Gente nem Percebe

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Tem gente que parece não ter nada, mas tem tudo: brilho, carisma, alegria de viver e fé para agradecer cada dia, porque é isso que realmente importa.

É uma mistura estranha, sabe? Eu olho em volta e fico tentando entender por que a gente muda tanto de uma hora pra outra. Por que tem gente que parece tão boa num dia, e no outro tá agindo como se nunca tivesse conhecido a gentileza. É gritante isso, essa confusão toda. Parece que o mundo perdeu o compasso, e ninguém mais tem tempo de olhar pro outro com calma.

Oferecer o bem é uma das poucas coisas que só dependem da gente. Sigo fazendo a minha parte enquanto há tempo.

Ninguém entra num túnel desses por vontade própria.
A gente entra porque a vida empurra
e porque sair, às vezes, parece mais difícil que continuar.

Lá dentro, havia gente demais.
Corpos se esbarrando, pensamentos fora de lugar.
O túnel pulsava como um organismo antigo,
estreito demais para quem carregava pressa, culpa ou medo.

No chão, pequenos orifícios deixavam passar guias —
fios, artérias, destinos.
Disseram que aquilo mantinha a cidade viva.
Disseram também que, se rompesse, tudo viraria água.

Foi quando vi a janelinha.

Redonda, pequena, quase tímida.
Atrás dela, peixes atravessavam o silêncio
como se o mar não soubesse do nosso pânico.

Alguém gritou que ia romper.
A palavra bateu nas paredes
e voltou maior.

As pessoas correram sem saber para onde.
Eu fiquei.
Nem coragem, nem medo.
Só cansaço.

Então surgiram elas.

Criaturas compridas, estranhas,
como enguias que aprenderam a sorrir.
Uma parou, juntou as mãos
e agradeceu a Deus pela comida.

Ninguém riu.
O túnel respeitou.

Pouco depois, apareceu uma princesa brasileira.
Vestido simples.
Dignidade sem brilho.
Ela olhou o túnel, respirou fundo
e disse que ainda não era a hora de entrar.

Quando percebi, já estava na água.

Um lago que parecia piscina,
ou uma piscina que fingia ser lago.
A água era morna.
O corpo flutuava sem pedir licença à mente.

Havia pessoas conhecidas.
Sem passado pesado.
Sem perguntas difíceis.

Alguém trouxe um bolo de chocolate.
Comi.
E o mundo não desabou.

Em volta do lago, hotéis.
Todos provisórios.
Como quase tudo que dói
quando a gente insiste em chamar de definitivo.

Fiquei ali muito tempo.
Tempo suficiente para entender
que o túnel não era prisão.

Era travessia.

E que o mar, lá embaixo,
escuta melhor
quando a gente finalmente para de lutar.

Nereu Alves

⁠O próprio apego que temos a determinadas formas de pensar cria bloqueios para que a gente compreenda ou ao menos tenha racionalidade ao ouvir alguém dizer o diferente. — Ignorância não é o problema, o problema nosso é a rejeição ao saber por causa dos conteúdos morais que um pensamento novo nos trás.

Há dias em que a dor é só uma marola... suave, quase mansa.
A gente até acredita que aprendeu a lidar. Mas então vem outra onda, maior, e nos engole por inteiro.

Tem gente que vive de aparência para ter fama de metida, gasta o que não pode a noite e come pão com mortadela durante o dia.
Arrota vantagem sem olhar suas decadências, ser hipócrita tá no sangue, ser idiota é demência.
Pessoas sem conteúdo e embalagem sem valor, todo mundo tem um preço no jardim dos corruptos.

Dizem que o amor é cego. É nada! Cego mesmo é a paixão, que deixa a gente sem chão, faz doer, descontrola e ainda domina tudo quanto é sentido. Perto disso, o amor sabe o que faz.

O fogo do amor não precisa deixar de arder porque alguém não soube se aquecer...
Tanta gente com frio... Precisando de você;

A vida é cair e levantar. A gente cai, mas a gente levanta mais forte. Cada tombo é um novo aprendizado. Quanto maior o tombo, maior a lição aprendida.

Quando a gente cuida
O vazio se encolhe

Amor de novela

Amor de novela, a gente não precisa viver
Amor de novela se sente.
E é ainda mais gostoso quando não é correspondido.
A gente sofre, chora, se entristece.
Escolhe roupa, se arruma toda, para alguém que nem te percebe,
Nem te vê.
Amor de novela é sofrido,
Angustiante,
Quase martírio.
Mas há quem viu amor de novela não ser amor mais belo
No último capítulo?

Mãe é casa que abriga e nutre, mesmo antes da gente existir.
É a casa que sustenta a vida.
É morada que divide o antes e o depois.

Mãe te concebe e recebe na chegada,
acompanha sua jornada
e se quebra na despedida.

Mãe é amor, é pressão, exageros, saudades, proteção.
É amor e ambiguidade.

Pode estar distante, mas pra ficar ausente... só doente.
É força e fragilidade ao mesmo tempo.

Mãe é raiz.
Mesmo quando o galho se parte,
ela permanece sustentando a história.
Porque ser mãe é existir no outro
mesmo quando não é mais vista ou compreendida.

Psicóloga Claudia Marília 🌻

A repetição é uma condição que muita gente se impõe. Enquanto ficar culpando os outros por faltas suas, a vida enviará outros e mais outros para continuar o ciclo.

A vida é vivida fora das redes sociais.
Aqui a gente so finge que ela é perfeita.

A gente tem medo: medo da vida, medo de nada dar certo, medo do que nos espera, medo de não ser suficiente para nós, medo de não nos encontrar. Em alguns momentos da vida, enfrentamos diversos tipos de medo.

Já cansei de ver gente desistindo da luta, o que me faz crer; A vida é bruta. Se a vida é bruta, tem que ter disposição para entrar na batalha e ser campeão.

A Estranha Geometria da Ausência



Existem pessoas que a gente assume como parte da paisagem. Como a poltrona velha da sala, o barulho da chuva no telhado ou o cheiro de café passado às sete da manhã. Não precisamos olhar diretamente para saber que estão lá; elas apenas ocupam o espaço, garantindo que o mundo permaneça em ordem.


Ela era essa presença. A única que esteve lá o tempo todo.


Na mudança de apartamento, ela carregou as caixas mais pesadas não as de papelão, mas as da alma. Nas noites em que a ansiedade vinha, era a luz constante no fim do corredor. Conhecia minhas piadas sem graça e suportava meus silêncios de homem de poucas palavras, aquele mutismo típico de quem tenta resolver o universo sem usar verbos. Ela não cobrava explicações; apenas ocupava o espaço, segura.


Sempre achei que, se tudo ruísse, ela ainda estaria ali, segurando a última viga para que eu não fosse soterrado. Acreditava piamente na perenidade daquela âncora.


Mas a vida tem um jeito irônico de nos ensinar sobre a efemeridade. A pessoa que mais permaneceu foi a primeira a encontrar a porta de saída.


Hoje, quando chego em casa, a poltrona está no mesmo lugar, o café ainda tem o mesmo cheiro, mas o ar... o ar está leve. Leve demais. A ausência dela não é um grito, é um sussurro contínuo, uma frequência de rádio fora do ar que eu ainda tento sintonizar.


A única pessoa que esteve lá o tempo todo, é a única pessoa que não faz parte mais da minha vida.


Olho para o lado e há um vazio inabitado. Aprendi, da maneira mais seca possível, que presença não é garantia de permanência. E que o silêncio dela, agora, fala mais alto do que qualquer "adeus" que eu jamais ouvi. O tempo segue, as coisas mudam, e eu, um homem de poucos verbos, me vejo tentando aprender a gramática da solidão.

⁠Não seja perfeito nem santo e não exija isso dos outros!
Pois gente perfeita é chata e santo não mora na Terra!

Tem gente que vai te perder por não ter coragem de se encontrar pra estar a seu lado. Parece só frase mas é doído...E só depois que perde vê o que estava perdendo.
E quem passa por isso, tem que entender que o problema está na confusão do outro... Apenas lá. Às vezes o outro está sofrendo muito mais...
E o Tempo de Deus sempre nos traz livramentos, que ainda infantes, não percebemos.
Mas um dia agradeceremos!
E a cura de tudo encontraremos!