O Tempo Passa e a Gente nem Percebe
Quando você percebe, que seu cobertor de coração, não te aquece mais em dias frios,ė porque só existe lembranças de um amor que um dia existiu.
O amor não acaba quando o outro vai embora, ele termina no exato instante em que você percebe que cedeu demais tentando ser aceito por quem nunca enxergou o que havia por dentro.
Quando você percebe a beleza e a abundância que está à sua volta, aí sim você entende o verdadeiro sentido da palavra prosperidade!
Os olhos brilham, mas o coração chora
Ninguém percebe o peso deste meu sorriso,
A capa que disfarça a chaga que não sara, E a multidão em volta, cega, não repara. Que o peito se consome num total desvio. Meu olho ganha um brilho que parece astral,
Mas não é a faísca viva de contentamento, É só o reflexo úmido, o lento movimento. Da lágrima que esconde o seu destino fatal. O coração afoga-se no pranto que não verte, É água represada que não encontra a foz, Morrendo em segredo, sem que a alma alerte. E o brilho, essa miragem que no olhar se insere,
É a luz da própria dor gritando em meio a nós, A prova de que a alma sofre, mas resiste.
Quem desacelera descobre o caminho.
A pressa cega. Só quem anda devagar percebe as flores, os cheiros, os sons que a vida oferece.
Desacelerar é recuperar o sentido da jornada. O caminho deixa de ser peso e volta a ser paisagem.
Se você quer educar uma criança e tem dificuldade? Então percebe que ela gosta de sorvetes? Ensine-a com sorvete e terá sucesso !!!!
Eu sinto falta da sua voz
como quem entra num quarto vazio
e percebe o eco da própria solidão.
Sua voz não é só som
é abrigo.
É casa.
É o lugar onde meu caos se aquieta.
Sinto falta do seu cheiro…
e isso me desarma.
Não sei explicar a fragrância,
mas meu corpo reconhece.
É química, é memória, é desejo.
É vontade de fechar os olhos
e me perder no seu pescoço
até esquecer o mundo.
Sinto falta do seu beijo
da pressão, da entrega,
do calor da sua boca encontrando a minha
como se fosse a única verdade possível.
Sinto falta do seu corpo junto ao meu,
da sua temperatura misturada na minha,
do jeito que você me puxa
e me faz sentir
inteira, viva, escolhida.
Escrever é a única forma que encontrei
de tocar você sem tocar.
Porque quando não estou com você,
o que me resta
é transformar saudade
em palavra.
Se você me vê quieto ou frio, se percebe o silêncio onde antes havia palavras, não chame isso de fraqueza. Eu não nasci assim, eu aprendi a me respeitar.
Houve um tempo em que me entreguei demais, tentando consertar o que já não tinha forma, segurando o que insistia em partir. Mas até um coração gentil aprende que também precisa de abrigo.
Hoje não é raiva, é silêncio. É a consciência de que não se pode ensinar alguém a valorizar o que nunca soube enxergar.
Fechei a porta, não por orgulho, mas por dignidade. E se pareço diferente, é porque a vida me reconstruiu por dentro.
Em algum momento da consciência, o ser humano percebe que muitas das verdades que o sustentavam eram apenas estruturas herdadas— e é nesse instante que surge uma espécie de vertigem interior: a compreensão de que, se aquelas bases não eram tão sólidas quanto pareciam, então a responsabilidade de reconstruir o próprio sentido da existência talvez sempre tenha sido sua.
Percebe-se que, após a morte, certos nomes deixam de ser pronunciados com frequência.
Não morre apenas a pessoa, o nome também se silencia.
A vida é tão breve que, como se costuma dizer, não há tempo sequer para ler todos os livros que se ama.
A ausência não está apenas no vazio deixado, mas nos gestos interrompidos, nas palavras que já não são ditas, nos rituais simples que desaparecem com quem partiu.
Um corpo nunca é apenas um corpo.
Ele carrega uma história inteira: sentimentos, marcas, traumas, resistências.
É memória viva! E, ao final, também é o lugar onde a morte se manifesta.
O eu que observa o medo não é o medo.
Quem percebe a mente não pode ser a mente.
Pensamentos e emoções passam, o observador permanece.
A dor tem ouvidos finos, escuta o som exato do teu medo. Ela percebe quando você hesita, quando sorri por educação, quando diz “tá tudo bem” só para não mostrar o caos por dentro, ainda que a verdade escape pelos dedos.
A dor tem instinto, não tem pena. Sabe onde você se esconde quando finge estar forte. Aparece de mansinho… num silêncio, num sonho, num arrepio que não se explica. E cresce ali, no intervalo entre o que você sente e o que ousa admitir. Você pode mudar de cidade, trocar de corpo, de cama, de assunto. Pode se embriagar de vozes novas e promessas antigas. A dor não se apressa, ela sabe esperar o momento em que o barulho cansa.
No fundo, ela só quer ser reconhecida. Quer um nome, um rosto, um espaço pra existir. E quando, enfim, você a encara, percebe: ela sempre foi tua. Uma mensageira indesejada, mas sábia, apontando o que ainda pulsa mal curado.
Fugir dela é correr de si — e quanto mais rápido vai, mais se encontra. Há uma beleza triste nisso: descobrir que até a dor te ama o bastante pra não desistir de te ensinar. Encare-a, ela só quer que você saiba quem tu és e te mostrar o que você insiste em evitar.
(Douglas Duarte de Almeida)
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