O Sorriso Adelia Prado
A saudade é um sentimento que se localiza na parte mais mutua do coração, que nos transmite solidão e que se acaba quando o calor humano se aquece numa única união !
Ser Otimista
Ser otimista é não perder o sentimento de justiça, mesmo sabendo que eu posso ser a prejudicada
Ser otimista é não perder a esperança, mesmo sabendo que ela já se foi
Ser otimista é não perder as forças, mesmo sabendo que posso ser derrota
Ser otimista é não perder a beleza e a alegria de viver, mesmo sabendo que muitas lagrimas brotaram dos meus olhos e escorrerão sobre a minha face
Ser otimista é não perder sorriso, mesmo sabendo que as lágrimas estão por vim
Ser otimista é não perder a garra, mesmo sabendo que a derrota e a perda são duas adversárias extremamente perigosas
Ser otimista é não perder a luz e o brilho no olhar, mesmo sabendo que se têm problemas
Ser otimista é não perder a felicidade, mesmo sabendo que estou radiada de tristeza
Ser otimista é não perder os sonhos, mesmo sabendo que eles poderão não se realizar
Ser otimista é não perder poder, mesmo sabendo que a fraqueza pode atingi-lo Ser otimista é não perder o amor, mesmo sabendo que ele pode se acabar.
Chove, chove. Tempo nublado, inverno recém começou e ainda não vi o meu amor. Ainda não sei como ele está. Não sei se ainda gosta de comer arroz com gotas de limão, se ainda adora chocolate com cachaça, se prefere o calor. O tempo passa, se arrasta e me leva. As estações se vão, se apressam e tentam deixá-lo para trás.
Vivemos em mundos tão diferentes que não é mais possível pensar em ‘nós’. Agora sou ‘eu’ e ‘você’, ‘eu’ e ‘aquele lá’, ‘eu’ e aquele-que-não-deve-ser-lembrado’
Acho que na verdade estou ainda amando o amor, aquele que senti contigo, que está morto e que insisto em ressuscitar – por prazer, por tortura, por fraqueza.
Devo amar aquela felicidade que senti ao teu lado, estou apaixonada pelo que não retorna mais, pelo ausente, pelo que foi e não mais será.
Se faço um, não faço outro. Se bebo, não estudo. Se estudo, não bebo. Nunca tenho equilíbrio. Se amo, amo demais. Amo até querer morrer. Se odeio sinto raiva, tanto ódio que quase espumo. Na minha vida não existe meio termo. Só eu que sou meia e incompleta.
Dizem que é normal, que vai passar. Não acho nada de normal nisso, não vejo cura nem diminuição. Quanto mais o tempo passa, mais o rombo cresce. Percebe? Quanto mais a tua vida parece andar pra frente, a minha está estancada. Estou cada vez mais louca, mais bêbada, mais dopada, mais adoentada.
Um dia vou desvendar o mistério e perceber que minha vida flui melhor sem tua companhia, sem teu cheiro de perfume, sem teu casaco duas cores e sem teu abraço aconchegante.
Deixa-me pensar que ainda sou aquela que você ama, que ainda te amo como da primeira vez, que ainda posso te fazer sorrir, que ainda posso te fazer cócegas nas costelas, daquele jeito que te fazia gritar e me pedir para parar, mas que pedia como quem ainda quer atenção, como alguém que ainda quer carinho e aconchego.
Diga que se importa, que se importa ainda comigo, que se preocupa com meus dias e com a minha saúde.
Deixa-me achar que você ainda vai voltar, contra todas as possibilidades, contra o destino, contra a distância, contra o mundo, contra tudo. Deixa-me livre pra dizer e pensar todas essas besteiras, sem censura, sem medo, sem vergonha.
Você me trouxe de volta para a vida, sabia? Antes de te conhecer eu estava mais seca do que nunca, eu não chorava, não me envolvia, não sentia nada. Não saia uma lágrima. Com você veio uma enxurrada, um amor e uma dor incrível.
