O que somos em cada Momento e o Resultado da Soma

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Ou poderíamos ser apenas o que somos, duas pessoas com uma ligação estranha, sutilezas e asperezas subentendidas, possibilidades de surpresas boas. Ou não. Difícil saber. Bato minhas asas em retirada. (...) E me pergunto se, quem sabe um dia, na hora certa, nosso encontro pode acontecer inteiro.

O que somos de verdade e o que queremos de fato, só nós sabemos. Só nós

Em realidade somos mais do que conhecedores de nós próprios.

Há uma espécie de satisfação em saber que somos pobres, que somos sós e que ninguém, absolutamente ninguém, se preocupa conosco.

O quebra-cabeça de Deus não tem falhas. Somos nós que insistimos em colocar as peças no lugar errado.

Superfícies apenas mascaram a verdadeira profundidade. Somos o que não vemos.

Somos inocentes em pensar que sentimentos são coisas passíveis de serem controladas.

Somos caminhantes da tempestade.

Jim Morrison

Nota: Letra da música "Riders on the Storm", dos Doors

Lamento do oficial por seu cavalo morto


Nós merecemos a morte,
porque somos humanos
e a guerra é feita pelas nossas mãos,
pelo nossa cabeça embrulhada em séculos de sombra,
por nosso sangue estranho e instável, pelas ordens
que trazemos por dentro, e ficam sem explicação.


Criamos o fogo, a velocidade, a nova alquimia,
os cálculos do gesto,
embora sabendo que somos irmãos.
Temos até os átomos por cúmplices, e que pecados
de ciência, pelo mar, pelas nuvens, nos astros!
Que delírio sem Deus, nossa imaginação!


E aqui morreste! Oh, tua morte é a minha, que, enganada,
recebes. Não te queixas. Não pensas. Não sabes. Indigno,
ver parar, pelo meu, teu inofensivo coração.
Animal encantado - melhor que nós todos!
- que tinhas tu com este mundo
dos homens?


Aprendias a vida, plácida e pura, e entrelaçada
em carne e sonho, que os teus olhos decifravam...


Rei das planícies verdes, com rios trêmulos de relinchos...


Como vieste morrer por um que mata seus irmãos!


(in Mar Absoluto e outros poemas: Retrato Natural. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1983.)

Andei pensando no quanto somos frágeis. Uma simples gripe nos torna fracos. Uma palavra mal empregada nos abate. Um abraço não dado nos faz sofrer. Um sentimento não vivido faz a gente perder a esperança. Tenho um pouco de medo da duração das coisas. Antes, eu acreditava no eterno. Mas depois de tantos percalços, tantas coisas perdidas e tantos nãos guardados no bolso eu já não sei mais.

Te escrevo, enfim, me ocorre agora, porque nem você nem eu somos descartáveis.

Somos mais clarividentes no escuro, porque nele nossos olhos não nos podem enganar.

O que todos nós, no fundo, queremos saber: se somos amados.

Sabemos quem somos e o que sentimos, mas não sabemos até quando.

Somos inocentes em pensar que sentimentos são coisas passíveis de serem controladas. Eles simplesmente vêm e vão, não batem na porta, não pedem licença. Invadem, machucam, alegram. São imprevisíveis e sua única regra é a inconstância total. É irônico que justamente por isso, eles sejam tão perfeitos.

Nós mesmos contribuímos para o que sentimos e percebemos, pois somos nós que escolhemos aquilo que nos é importante.

A culpa é dos factos, meu amigo. Somos todos prisioneiros dos factos!

Um dia já não estaremos aqui para dizermos
que somos isto ou que somos aquilo.
Seremos apenas aquilo que disserem sobre nós,
ou o que lembrarem de nós - se lembrarem de nós...

Somos os titulares de nossas decisões.

A pior descoberta foi a de que o mundo não é humano, e de que não somos humanos.

Clarice Lispector
A paixão segundo G. H. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.