O que os Olhos não Vêem
As coisas que os olhos não vêem, os ouvidos não ouçam, o olfato não sente.. São as coisas que Deus reservou para nós.
O conhecer de si mesmo é como olhar e ler uma folha em branco, seus olhos não vêem nada, mas sua mente descreve o que é ou o quê será justo no momento em que está.
Tudo dependerá se andas ao passo da emoção ou do razão, olhe as grandes obras primas e contemple os grandes artistas mortos, mesmo sem conhecê-los pessoalmente, verás cada criador pelas suas obras e testemunhos, a partir daí saberá o que eram e como eram.
Presto atenção. Meus olhos vêem o que a maioria das pessoas não enxergam. Capturo detalhes esquecidos e qualidades adormecidas. Consigo ver além da aparência, além do que a pessoa tenta demonstrar. Sou assim, uma observadora.
Poesia e vida
A poesia escorre
Como água na cachoeira
Voa, cai e morre
Os olhos vêem a torre
Se esquecem da poeira
Uma perna corre
Na vida corriqueira
Perto da lareira
Escrevo um porre
Comovido por cegueira
Hoje em dia esta tão difícil acreditar no que os nossos próprios olhos veem,que só podemos ter certeza de uma coisa;não podemos ter certeza de nada!
De nada adianta ter e querer dar, se os que merecem estão com os olhos fechados. E os que veem, só querem pegar e levar para si.
IV. Quando o corpo tateia e a alma enxerga
Há momentos em que os olhos nada veem. O mundo parece apagado, a esperança, adormecida, e cada passo se torna um gesto de fé. É nesses instantes que o corpo tateia, mas é a alma quem enxerga. A luz que conhecíamos se apaga, e outra, mais tênue e interior, começa a brilhar no que parecia ruína.
A visão sensível não se faz pela retina, mas pela escuta do ser. Enquanto a claridade nos permite perceber o outro, é na escuridão que finalmente percebemos a nós mesmos. O silêncio se adensa. As certezas escorrem pelas frestas. E tudo aquilo que julgávamos possuir, controle, sentido, direção, revela-se areia entre os dedos.
Mas não é desespero. É transformação. Como o casulo escuro onde a lagarta, sem saber o que virá, dissolve o que era para que algo possa nascer. Como a noite do deserto, onde nenhuma estrela aparece, e ainda assim o viajante segue, guiado por uma memória que não é racional, mas ancestral.
A alma, ao atravessar o escuro, descobre que a luz não é destino, é consequência. Ela não é buscada, mas acesa, no ritmo do amadurecer invisível. E quanto mais o mundo apaga seus refletores, mais a centelha silenciosa ganha força dentro de nós.
Diz tanto que prefere saber a verdade, mas vive repetindo que: "O que os olhos não vêem, o coração não sente".
Os Olhos de Deus não apenas veem o que escapa ao nosso olhar, mas também iluminam as sombras do coração, sondando cada sentimento, cada desejo e cada verdade que carregamos.
Deus me Guia aos lugares, mas é o Senhor quem decide se devo permanecer. Meus olhos veem apenas o presente, mas o Todo-Poderoso enxerga além, revelando o que minha alma ainda não pode compreender.
Posso hoje não compreender, mas com o tempo Deus me fará compreender. E se meus olhos não veem muitas coisas, é o Senhor que Vê por mim. A Sua Divina Luz ilumina toda nossa vida!
