O que Espera de Mim

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Coloquei DEUS na minha frente,
e adoro DEUS com exclusividade,
quem faz ou envia algo para mim,
chega primeiro em DEUS,
ELE filtra, responde e me reenvia...
Tem sido assim todos os dias
e isso trouxe mais vida
pra minha vida!

Se algum dia for muito tarde
lembra de mim.

Tudo que eu passei na vida foi um sinal de que deus estava me alertando que aquilo pra mim não era bom e sim um livramento 🙏🏻

⁠Dentro de mim tem um Ipê
Amarelo vivo
Eternamente Florido!

Quando o “você” morreu em mim…


Foi em uma tarde azul de nuvens-pássaro
Constantei, de repente,
Que morreu em mim aquela distância,
Aquela ânsia
E aquela saudade,
E o você que me torturava…


E eu sorri menino,
De um riso que se desprende em meio ao medo.
Escapa o sorriso, e o coração se vê livre
De qualquer algema que tenha um nome.


E a cabeça pergunta como, onde, quando e por quê,
E o corpo só quer dançar e voar nesses momentos,
Com aquelas nuvens-pássaro
A bailarem com o vento…

O Homem que Sobrou de Todos os Homens

Antes de mim
já havia o silêncio.

Depois,
alguém acendeu uma luz
e chamou aquilo de nascimento.

Não me perguntaram
se eu queria estar aqui.

Deram-me um corpo,
um nome,
um punhado de ossos
e uma consciência inquieta
demais para caber dentro deles.

Passei a infância
aprendendo o tamanho das coisas.

O quintal parecia infinito.
O céu não terminava.
O tempo não tinha pressa.

Eu ainda não sabia
que um dia os relógios
começariam a devorar pessoas.

Nem que homens adultos
acordariam cedo
para vender seus dias
em troca de dinheiro
com o qual comprariam
mais alguns dias.

Eu ainda não sabia
que crescer seria
descobrir lentamente
que quase tudo aquilo
que chamávamos de escolha
já vinha com preço.

Então cresci.

E o corpo cresceu comigo.

Mas dentro dele
continuava aquele menino
batendo nas paredes
de uma casa que não sabia
ser sua.

Foi quando comecei
a desmontar o universo.

Procurei Deus
atrás das estrelas.

Depois procurei estrelas
dentro dos átomos.

Procurei respostas
na matéria,

e encontrei vazio.

Procurei vazio,

e encontrei movimento.

Procurei movimento,

e encontrei caos.

Procurei o caos,

e encontrei a mim.

Talvez tenha sido aí
que tudo começou a dar errado.

Porque descobrir a própria consciência
é uma forma sofisticada
de perder a inocência.

Depois que percebemos
que estamos vivos,

não conseguimos mais
fingir que não estamos.

E eu pensei demais.

Pensei até o pensamento
ficar pesado.

Pensei até transformar
a própria cabeça
em um quarto sem janela.

Houve noites
em que o silêncio
tinha mais presença
que qualquer pessoa.

O mundo dormia.

Eu não.

Eu contava as rachaduras
do teto
como quem procura
uma saída no mapa de uma prisão.

Às vezes queria desaparecer.

Não como quem deseja um fim,

mas como quem deseja
que alguém apague
uma palavra escrita errada
antes que a página inteira
seja condenada por ela.

Queria ser menos eu.

Depois descobri
que era impossível.

Então tentei ser outra coisa.

Fui raiva.

Fui veneno.

Fui punho.

Fui grito.

Fui a palavra que ninguém queria ouvir
na mesa onde todos fingiam
que estava tudo bem.

Olhei para o mundo
e achei que ele merecia
ser destruído.

Depois olhei melhor
e percebi:

eu também fazia parte dele.

Essa foi uma descoberta pior.

Porque é fácil odiar monstros
quando acreditamos não possuir dentes.

Mais difícil é perceber
que às vezes o monstro
mora no espelho
e paga suas próprias contas.

Ainda assim, lutei.

Contra homens.

Contra ideias.

Contra sistemas.

Contra deuses.

Contra o destino.

Contra mim.

E por algum tempo
confundi liberdade
com não pertencer a nada.

Que erro.

A liberdade não é ausência de correntes.

É saber quais delas
você aceita carregar.

Então veio o amor.

E eu, que desconfiava
de quase tudo,

acreditei.

Que ironia.

Passei anos procurando
uma prova de que a vida tinha sentido

e bastou alguém
olhar para mim
como se eu tivesse.

O amor não me salvou.

Nenhum amor salva.

Ele apenas mostrou
que havia coisas
pelas quais valia a pena
continuar lutando.

E isso foi suficiente.

Depois vieram as perdas.

Porque toda coisa que amamos
carrega consigo
a possibilidade de nos ferir.

Aprendi tarde
que algumas pessoas
não ficam.

Algumas são passagem.

Algumas são cicatriz.

Algumas são casa
e algumas são incêndio.

E algumas conseguem ser
as duas coisas.

Continuei andando.

Não por coragem.

Por insistência.

Há uma diferença.

Coragem olha para o abismo
e decide saltar ou não.

Insistência simplesmente
acorda no dia seguinte.

Eu acordei muitas vezes.

Algumas sem vontade.

Algumas sem esperança.

Algumas sem saber
o que fazer comigo.

Mas acordei.

E um dia percebi
que havia outras pessoas
acordando por minha causa.

Foi então que o homem
que queria desaparecer
começou a compreender
o peso de permanecer.

Já não era apenas meu corpo.

Já não era apenas minha vida.

Havia mãos pequenas
que ainda não entendiam
a palavra futuro,

mas já eram capazes
de mudar o meu.

Foi nesse instante
que o tempo deixou de ser inimigo.

Ele passou a ser herança.

E compreendi algo
que nenhuma equação
havia conseguido me ensinar:

nós não somos apenas
aquilo que lembramos.

Somos também
aquilo que ensinamos
sem perceber.

Somos a frase que alguém repete
anos depois.

O gesto que alguém reproduz.

A coragem que alguém encontra
porque um dia viu a nossa.

Somos aquilo que permanece
quando o nome já não está
na boca de ninguém.

Talvez seja essa
a única forma humana
de eternidade.

Não durar.

Continuar.

Hoje ainda tenho perguntas.

Muitas.

Algumas envelheceram comigo.

Outras nasceram ontem.

Ainda desconfio de Deus.

Ainda desconfio dos homens.

Ainda desconfio de mim.

A diferença é que já não preciso
resolver todos os mistérios
para apreciar o fato
de estar dentro deles.

Já não preciso compreender
o universo inteiro
para amar alguém
nesta pequena parte dele.

Já não preciso vencer
todas as batalhas
para reconhecer
que sobrevivi a algumas.

E já não quero apagar
nenhuma versão de mim.

O menino.

O revoltado.

O apaixonado.

O bêbado de pensamentos.

O homem perdido.

O homem arrogante.

O homem quebrado.

O homem que achou
que não haveria amanhã.

Todos eles continuam aqui.

Não como fantasmas.

Como fundação.

Eu sou o erro
que aprendeu com o erro.

A ferida
que aprendeu a fechar
sem esquecer onde doeu.

A pergunta
que desistiu de exigir resposta.

O caos
que encontrou uma maneira
de não destruir tudo.

A matéria
que, por algum acidente absurdo,
aprendeu a amar.

E talvez seja isso
que mais me assuste:

depois de passar tanto tempo
querendo descobrir
o que existe depois da vida,

eu finalmente comecei
a prestar atenção
no que existe dentro dela.

Um café quente.

Uma madrugada.

Uma discussão.

Um abraço.

Uma criança dormindo.

Uma fotografia antiga.

Um erro que ainda dói.

Uma gargalhada inesperada.

Uma pessoa dizendo
“fica”.

O sol entrando pela janela
sem pedir licença.

A vida.

Essa coisa estranha
que nunca explicou
por que me escolheu.

E que, ainda assim,
eu escolhi de volta.

Quando meu corpo finalmente cansar,

quando a matéria
voltar a ser matéria,

quando meu nome for apenas
uma palavra antiga
em alguma boca distante,

não quero que digam
que fui um homem sem respostas.

Eu fui pior.

Fui um homem cheio delas.

Tive respostas demais
para perguntas erradas.

Passei metade da vida
tentando descobrir
como escapar do labirinto.

A outra metade
aprendendo a construir
janelas dentro dele.

E se algum dia
alguém encontrar minhas palavras,

não procure nelas
um homem pronto.

Não existe.

Procure um homem
tentando.

Porque foi isso
que eu fiz.

Tentei.

Tentei entender.

Tentei amar.

Tentei odiar.

Tentei fugir.

Tentei ficar.

Tentei ser pai.

Tentei ser filho.

Tentei ser homem
antes mesmo de descobrir
o que isso significava.

Tentei transformar dor
em alguma coisa que não fosse desperdício.

Às vezes consegui.

Às vezes não.

Mas escrevi.

E talvez escrever tenha sido
a maneira mais honesta
que encontrei
de deixar sangue no papel
sem precisar morrer por ele.

Agora olho para trás.

Há muitos homens
espalhados pela estrada.

Todos têm meu rosto.

Nenhum é exatamente eu.

Eu sou o intervalo
entre eles.

O espaço invisível
onde um termina
e outro começa.

Sou o menino
que ainda olha para o céu.

O homem
que ainda pergunta.

O pai
que já sabe que amanhã chegará.

E o velho
que ainda não conheço.

Talvez um dia
eu finalmente compreenda
por que nasci.

Talvez não.

Mas já não tenho tanta pressa.

Tenho coisas para fazer.

Tenho pessoas para amar.

Tenho erros para corrigir.

Tenho histórias para contar.

Tenho amanhã.

E, pela primeira vez,

isso não parece pouco.

Parece infinito.

Porque agora eu sei:

não é preciso vencer a morte.

Basta não deixar
que ela seja a última coisa
a dizer quem fomos.

Então, quando chegar minha vez,

que o universo faça comigo
o que sempre fez com tudo:

me desmonte.

Quebre meus átomos.

Espalhe minha matéria.

Devolva meu corpo
ao chão.

Não me importo.

Porque antes disso
eu terei sido muitas coisas.

E algumas delas
terão ficado.

Num filho.

Num abraço.

Numa lembrança.

Numa cicatriz.

Num riso.

Numa página.

E talvez,
em algum lugar,

um homem que nunca conhecerei
leia estas palavras
e perceba que não está sozinho.

Então tudo terá valido a pena.

Não porque eu descobri
o sentido da vida.

Mas porque, no fim,

eu finalmente descobri
que o sentido não estava esperando
por mim em lugar algum.

Eu estava construindo.

Enquanto caía.

Enquanto amava.

Enquanto errava.

Enquanto envelhecia.

Enquanto escrevia.

E entre todos os homens
que eu fui,

entre todos os homens
que ainda posso ser,

há somente um
que permanece.

Não o primeiro.

Não o último.

Mas aquele que escolheu
continuar.

Eu.

Se eu insisti em você, não foi por falta de amor-próprio, mas porque você era especial para mim. Infelizmente, nem todo mundo sabe valorizar o real e prefere viver de orgulho e status!⁠

Uma vez sentado à uma mesa de bar degustando uma salada, um homem rude e bêbado veio à mim cambaleante com os olhos fixos no meu prato, parou e rapidamente furtou uma folha de alface com suas mãos sujas e disse: E agora, você vai fazer o que? Respondi: Agora eu vou te dar a outra alface mas não se acostume, pois os tempos mudaram!

As quintas-feiras são sempre filosóficas para mim.


Minha vida começou em uma quinta.
Uma quinta mudou minha vida.


É sempre às quintas...


Vai saber o que mais as quintas farão
ou quantas outras quintas virão.

"Minha vida pode ser um livro aberto a todos ou um diário exclusivo para mim. Meu bem-estar e felicidade dependem de como escolho lidar com os fatos do meu dia a dia."

Do silêncio em mim


E eu não lhe disse nada...
E, o silêncio que se fez em mim, disse-lhe tudo.
No peito ficou guardado o que não encontrou coragem na voz.
Engasguei-me com a dor e o medo do som das palavras que poderiam de mim sair.
E cá estou eu: vivendo há séculos de frases inacabadas... palavras tartamudeadas, balbuciadas, só dentro de mim...

O Resgate da Minha Fé em Mim


No fundo do meu coração, eu sempre soube: eu tinha a certeza absoluta de que nasci para vencer. Havia uma chama guardada em mim que gritava por realização. No entanto, cometi o erro de projetar essa força para fora. Eu confiava nos outros, apostava nos sonhos alheios, estendia a mão para aplaudir quem estava ao meu lado e acreditava piamente na capacidade de todos. Eu só não confiava em mim. Deixava minhas próprias vontades em segundo plano, duvidando do meu valor e do tamanho do meu poder. Foi preciso silenciar o mundo para perceber que a única validação de que eu precisava era a minha. Quando finalmente mudei a direção do meu olhar e decidi depositar em mim a mesma fé que dava aos outros, tudo mudou. Descobri que a vitória sempre esteve me esperando, apenas aguardando o dia em que eu aceitaria o meu próprio tamanho.

Eu tinha certeza de que nasci para vencer. Confiava em todos, mas só falteva confiar em mim. Quando acreditei, venci. ✨🙌

Ninguém acreditava, mas eu acreditei em mim. Eles duvidavam dos meus passos, mas eu sabia que ia conseguir. ✨🙌

Depois de muita luta e de muito caminhar, eu venci. Não esperei o tempo fazer o que dependia de mim. ✨🙌

"Eu abdiquei de muita coisa em minha vida, só pra não perder aquilo que pra mim, é o mais precioso, o amor de Deus"

Se tudo o que você fez por mim precisa ser lembrado sempre que eu discordo de você, então talvez você não tenha ajudado por amizade; tenha ajudado para adquirir autoridade sobre a minha vida!

A falta cercou a minha infância, mas nunca alcançou o destino de vitória que havia em mim.

Sobre o 13


Demétrio Sena - Magé


O meu voto é por mim e pelos meus,
pelo povo que às vezes nem percebe,
mas que bebe fiado a própria dor,
pra tentar esquecer que a dor existe...
Vou às urnas por mim, por minha gente
que trabalha igual bicho para monstros
cujas mentes estão em seus umbigos
e nem sei se têm alma e coração...
Voto contra barbáries, ditadura,
contra quem oferece os meus direitos
à loucura de um Hitler reciclado...
Pra manter este sonho de país,
ser feliz e trocar esse congresso
inimigo voraz do bem comum...
... ... ...


Respeite autorias. É lei

Não traio nem a mim mesmo, quem dirá as outras pessoas.