O que as Pessoas Querem que a Gente Seja
Talvez o preço mais alto pelo analfabetismo digital seja a dificuldade de perceber que o acesso às notícias frescas deixou de ser direito universal, para se tornar privilégio dos que investigam.
Talvez uma gargalhada num velório seja mais honesta que um choro numa pregação religiosa.
A emoção verdadeira não obedece a protocolos, nem respeita o “ambiente adequado”.
Às vezes, a lembrança engraçada do falecido invade a mente, e rir é inevitável — e profundamente humano.
Não é desrespeito, é sinceridade.
Por outro lado, há lágrimas que escorrem, não pelo peso da fé ou do arrependimento, mas pelo constrangimento social de parecer frio.
Chora-se porque os outros choram, porque a expectativa exige um rosto molhado.
A verdade é que autenticidade não se mede pelo cenário: pode haver mais vida em uma risada fora de hora do que em mil prantos ensaiados.
O coração não conhece etiquetas — e, quando tenta segui-las, quase sempre mente.
Talvez o destino mais distante que a Oração Sem Ação alcance seja os ouvidos dos tolos que a fazem.
Talvez a gentileza que tanto incomoda — quando vem dos homens — seja o pé na bunda da nojenta grosseria “masculina” que se vê por aí.
Por mais incômodo que seja o Barulho da lata vazia, jamais roubará a Paz daqueles que sobreviveram ao Caos da própria lata cheia.
Há barulhos que incomodam porque são muito estridentes, repetitivos, insistentes.
Mas há outros que assustam pelo que carregam dentro: o peso de uma consciência inquieta, o ruído das próprias contradições, o eco de escolhas que já não podem ser desfeitas.
Quem um dia precisou conviver com a própria lata cheia, sabe reconhecer muito bem a diferença.
Aprendeu que nem todo Barulho merece resposta e que, muitas vezes, o silêncio não é ausência de argumentos — é apenas a serenidade de quem já não precisa provar nada para ninguém.
A lata vazia quase sempre faz questão de anunciar sua presença.
Bate, reverbera, chama atenção.
Confunde volume com conteúdo e movimento com importância.
Mas o tempo tem uma maneira estranha e implacável de revelar o que existe por trás do estrondo: algumas coisas fazem barulho justamente porque não têm nada dentro.
Quem sobreviveu à própria lata cheia, ao próprio caos, entretanto, já atravessou tempestades muito mais difíceis.
Já ouviu o barulho dos próprios medos, enfrentou o peso das próprias escolhas e aprendeu, a duras penas, que paz não é viver sem ruídos — é não permitir que eles determinem o que acontece em nós.
Por isso, há um momento em que o barulho externo perde o poder.
Não porque tenha ficado menor, mas porque a nossa atenção deixou de ser grande demais para ele.
A lata pode continuar batendo…
Pode até reunir uma plateia para aplaudir o estrondo.
Ainda assim, quem encontrou a paz depois de sobreviver ao próprio caos não se assusta com qualquer barulho.
Sabe que, no fim, conteúdo não precisa fazer tanto barulho para existir.
E vazio nenhum se torna profundo apenas por aprender a ecoar.
Um pequeno desejo
atrevido,
Um burlesque sincero
cumprido,
Depende só de você
para que ele seja
consumido
Brilhem como a luz de um farol,mesmo nos dias sem sol.Que você seja luz na vida daqueles que se encontram no escuro.
Que o nosso dia seja como um jardim bem regado,como uma fonte de onde a água não para de correr. Bom Dia!
Ao ler a Bíblia, não seja apenas um ouvinte,mas a ponham em prática o que você está lendo.Em oração,peçamos ajuda ao Senhor a ser obediente á sua palavra.
Talvez eu seja a chave
Do seu maior segredo;
Talvez eu seja breve,
Na palma da sua mão.
Talvez me carregue
No jardim do coração.
Apenas um hibisco
De intenso vermelho,
A ser regado pela paixão.
Talvez eu seja sempre:
Repleta e não me cale.
Talvez eu seja a veia:
Da saudade de tudo,
Que sobra e sobrevive.
Talvez eu seja tua,
O tempo há de me dizer,
Ele irá me responder:
- Que valeu a espera
Desse amor sem limite.
Desconfio que seja porque morei na serra,
só pode ser...
Morar no litoral
deve ser a causa...,
De desafiar o oceano,
e desbravar a
falta que só você me faz...!
Passeando na praia,
não deixo que nada distraia
– a minha busca é toda tua...,
Atravessando as dunas,
E se colocando disposta para
encontrar versos em alto mar,
Caminhei até a beira, e bem disposta
a percorrê-la,
E me dirigir rumo ao alto mar,
No caminho apreciei o carinho
das ondas do mar,
E a espuma das ondas do mar
como um véu de noiva
- enfeitando as areias ...
Cena que jamais vou esquecer,
e jamais há de se apagar!...
Buscar elementos poéticos
morando na praia é um desafio,
É como um pescador encontrar
monstros marinhos,
E, resistir a tempestade em alto mar...;
Ora o mar está para lá, ora o mar
está para cá,
Desafiando o coração poeta em linhas proféticas,
É como caçar o raio solar
em linhas poéticas...
Num espetáculo de sedução que só os amantes
da poesia estão dispostos à experienciar,
- e os mais corajosos à vivenciar
Portanto, meu amor,
sempre por ti cruzarei o mar,
e enfrentarei de tudo para você nunca me abandonar.
Sem exagero. Para sempre vou te amar!
Percebo que não notas as minhas poesias,
É melhor que eu não escreva mais.
Talvez seja melhor assim...,
Para que um dia percebas
o quão tu gostas de mim...
Ninguém domina o amor,
Ninguém detém a primavera,
Basta que uma desabroche,
A florada desponta inteira;
Assim são a minhas letras,
Desabrocham como as cerejeiras.
Despreocupadas se voltarás para mim,
Até escrever que não vou mais escrever,
É um motivo para continuar escrevendo:
Cada letra é motivo para seguir rompendo,
E fazer eterna cada fase do sentimento...
Ninguém domina o esplendor,
Ninguém detém o meu interior,
Basta que me queiras...,
Viro um soneto com eiras e beiras;
Assim sou intimista e subversiva,
Não menos encantadora como a
Floração das cerejeiras - eu sou bem feminina.
Talvez o teu divino ciúme não seja
tão divino assim,
Ele afasta o perfume que só sai
do nosso jardim,
Não faça assim,
Volte para mim,
Eu nasci para você,
E você nasceu para mim.
Esse teu ciúme nunca me entristeceu,
Neste pequeno bloco de sonetos,
Registro cada pedaço meu e teu,
Talvez você não se deu conta,
Que esse meu coração é somente teu,
Venha cá, meu dengo,
Ocupa esse teu lugar é todinho teu,
Juntos cuidaremos do nosso amor,
sublime amor que sempre nos pertenceu.
Até o teu olhar disperso,
Perdoo porque sei que no amor
é preciso ousadia - e abandono,
Estarei sempre pronta,
Para voltares e tomares conta,
Vem, amor! Ainda não é passada a hora,
Porque quando menos imaginas o
amor sempre estará de volta no raiar da aurora.
Ter um livro nas mãos,
- é sempre andar muito bem acompanhado
Seja no Sertão ou dentro de um palácio,
- só ele que é capaz de fazer de você um ser
completamente libertado,
O livro abre as portas e as janelas daquilo que
muitas das vezes foi ocultado,
- ele é o mundo maldito, científico e encantado
Por isso trate muito bem dele, o mantenha sempre
limpo e muito bem guardado.
Ter um livro nas mãos,
- é sempre ter a oportunidade de visitar lugares
nunca antes visitados
É poder viajar para conhecer o planeta e todos
os seus lados,
- é ter tudo de uma vez só: um parente, um amigo
o professor e também o seu ser amado
Além de mantê-lo limpo e bem guardado, para
fazê-lo jamais esquecido: é preciso compartilhá-lo.
Ter um livro nas mãos,
- é a oportunidade de capacitar os que não foram
escolhidos e aprimorar os que foram capacitados
O livro é capaz de te dar asas mesmo enquanto
você continua sentado,
- ele faz o seu coração bater mesmo sem você
estar apaixonado
Ele é a sua companhia, e traz quase sempre a
resposta para o que não foi solucionado.
Portanto, doe um livro e recomende sempre
para que o outro tenha também com ele
muito carinho e um santo cuidado.
Talvez o quê eu mais deseje
de ti seja intangível,
- escrevo.
Ou talvez não,
nada que a poesia
Não possa tocar o teu coração,
- incrível...
Numa insegurança
implacável
Está este corpo,
Nada que o teu
Colo não resolva,
- se ele for amável...
Carinhoso e inefável.
Neste meu canto de exaltação,
- desfaço-me por ti e sem fim...
Sim, assumiria para você
Que ainda sonho contigo,
Se você tivesse reparado
O quê é importante para mim.
Tenho nos meus abismos
mais escondidos
- inscritos -
os teus beijos
ofertados à eles;
ali estão os teus
beijos habitantes
dos meus recôncavos,
e nestes beijos
estão os afetos afogados.
O coração é bicho bom,
- é instrumento fino,
Quanto mais se aperta,
Mais se acerta [o tom]...
Estou correndo
na noite brumosa,
E desatada de mim
mesma na ágora
infante cercada
por essa relva azulada
- correndo de mim
para ir até você -
insinuando-me amorosa
aos caminhos
entreabertos que por ti
foram despertos.
Nunca correrei de ti,
só te espero;
Espero como quem
espera um milagre,
Um sinal celeste.
Dei para ti o meu
corpo sublime,
E com vocação amante
com a fé de quem ama
Crendo que poderá seguir
adiante - assim te espero.
Nos primeiros raios de sol
Talvez a estrada seja longa
Carregas de mim a luxúria
Querendo sempre e mais
A saudade virou milonga
Nos primeiros pensamentos
É possível que me procure
Guardada nos teus desejos
O teu coração busca amiúde
Ser fiel aos nossos segredos
A milonga da nossa história
A tua imagem na minha retina
O passo do nosso amor se alonga
Só quem ama conhece a glória
Só o amor constrói a vitória
A milonga alvissareira
Faz de mim tua - e [inteira]
Quero que venhas logo,
E pronto me queira:
Tens o amor dessa forasteira.
