O que as Pessoas Querem que a Gente Seja

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O tempo é como um encantamento. A gente nunca tem quanto imagina.

Um dia a gente aprende que entre o singular e o plural, ser singular às vezes é a melhor opção.

A vida é um vidro embaçado, quando chegamos perto de perdê-la a gente limpa e vê através dela.

Estar só é duro,
Ter amigos mas sentir-se só é duro,
Estar rodeado de gente mas sentir-se só é duro,
Viver neste mundo imenso e sentir-se só é duro.

Estar só é duro,
Olhar o azul do céu cheio de estrelas,
Querer tocar uma delas e não conseguir,
Sentir-se só nessa imensidão é duro.

Estar sozinho na noite é duro,
Acordar só na manhã é duro,
Viver na solidão é duro,
Viver só é duro.

O sonho que nasce mas que não vence,
A amizade que florece mas morre,
O amor que começa e acaba,
Estar só é duro......

Andar armado é um convite para alguém atirar na gente.

Harper Lee
O Sol é Para Todos

TURBULÊNCIA

Quando a gente briga me dá uma vontade arrebatadora de largar tudo, ir ao teu encontro e pedi desculpas, até quando sei que não estou errada. Mas tem o meu orgulho, e o seu, que quando tem essas turbulências fica ainda mais acentuado, sem falar da frieza que você me trata, a qual me machucar, de tal forma que me deixa sem vontade de fazer mais nada.

O nosso sentimento é único, verdadeiro e o melhor é recíproco.

Mas pareci que você não acredita nisso. Sinto muito quando a gente fica sem se falar durante alguns minutos, devido algum bobo e infantil que resolvemos defender como uma tese sólida. É inútil ficarmos dessa forma. Será que você não ver? A gente se ama. Então, porque não quebrar logo esse gelo, e dar importância ao que realmente importa. Nosso relacionamento, nosso puro sentimento, nosso amor...

Confesso, as vezes você me dar nos nevos, com esse seu jeito – estou certa – mas o que posso fazer se te amo mesmo você sendo assim.
Sou grossa, mas eu te avisei desde do começo. Estou tentando melhorar, meu impulso me leva e ai quando percebo já foi, mas você também é, a diferença é que eu relevo, deixo pra lá.

Ei!

Vem cá!

Vamos parar com isso, há tantas coisas pra gente fazer. O céu está lindo. Vamos namorar a beira mar em noite estrelada, como já fizemos tantas vezes, momentos simples que só me fazem ter mais certeza que é com você que quero, passar toda a minha vida.

A gente consegue o amor dos pais.
A gente consegue o amor dos irmãos.
A gente consegue o amor dos filhos.
A gente consegue o amor dos animais.
A gente consegue o amor divino.
A gente não consegue o amor recíproco.
A gente se esquece do amor próprio.
A gente não tem tudo o que quer.
A gente continua vivendo assim mesmo.
A gente aproveita a vida com tudo que tem.

Não gosto de gente metida a santa, não gosto de gente hipócrita, não gosto de gente politicamente correta.
Eu gosto de gente que tem a coragem de dar a cara a tapa, gosto de gente que assume suas qualidades e principalmente seu defeitos, que toda manhã se veste de si mesmo e diz ESTA SOU EU.
Gosto de gente assim como eu.

A gente sempre sabe quando o fim está próximo. Quando já não é mais possível adiar. Quando a estrada já não permite que sigamos em frente. Nada além de um novo rumo, um novo capítulo da história. Já não é mais possível fazer curvas, retornos, nada mais nos prende ali. Não há mais argumentos que justifiquem a nossa permanência. A não ser o medo. O medo do novo. Do incerto. De tudo aquilo que tira a sensação de segurança do peito. De tudo aquilo que parece não ser firme o suficiente para que nós mergulhemos de cabeça. Todos que me veem me enxergam como a pessoa mais bem resolvida do mundo. A mais decidida. A que encoraja a todos, a que estimula a cada amigo ou conhecido a ir além dos seus próprios limites, sair da zona de conforto, não ter medo do escuro, do que ainda não se pode saber se vale a pena insistir, persistir ou desistir. Mas de perto, olhando assim, em zoom, eu não passo de mais um desses seres humanos meio perdidos, tentando saber qual é o seu lugar no mundo, por onde preciso ir para chegar onde quero ou se tomo meia dúzia de decisões irrevogáveis que mudarão o meu destino para sempre. Se você me perguntasse hoje, neste segundo, a queima roupa, o que me prende, eu diria – o medo. Em contrapartida, tenho tentado me aproximar cada vez mais de tudo aquilo que não me impede de bater asas. De voar. De ir além. Mas, ridiculamente, eu não saio do conforto e da segurança do chão. Eu não bato as tais asas que sinto prenderem, que sigo procurando espaço suficiente para abrir. Vivo a dualidade de um passarinho que sonha em conhecer o mundo, tem a porta da gaiola aberta, mas não se move. Não sai do lugar. Eu só não queria ter tanto medo. Queria que alguém me jurasse, me prometesse que tudo vai dar certo, que não vou me arrepender do próximo passo, que não preciso do que é mais cômodo e menos feliz, só por não ter certeza se a vida vai me sorrir de volta ou vai me receber com uma porta na cara e um aviso de – volte mais tarde. A gente sempre sabe quando o fim está próximo. Quando já não é mais possível adiar. Quando a estrada já não permite que sigamos mais em frente. É como aqueles jogos de videogame que a tela te empurra para frente e te obriga a enfrentar todos os vilões, todas as dificuldades que surgirem pelo caminho. Mas repito – tenho medo. Se você me perguntasse hoje, neste segundo, a queima roupa, o que me prende a este presente que já não me acelera o coração, não me faz feliz, não me faz bem, pelo contrário, me suga, me sufoca, me maltrata, me maldiz, me adoece, eu diria – a falta de coragem. Vivo a angustia de ser um passarinho com sonhos do tamanho do mundo, com a oportunidade de realizar, ao menos por ora, pequenos feitos, mas que não se move. Não sai do lugar. Por medo de que só a vontade de ser feliz não seja suficiente para ser.

Se a gente se conforta na gaiola, não tem pra que ter asas pra voar.

O que temos de maior valor é justamente aquilo que a gente menos valoriza.

A gente precisa correr atrás dos nossos sonhos. Mas e quando os nossos sonhos não nos permitem chegar perto deles?

"De vez em quando a gente se perde, mas nem todas as ruas têm mapa. Nem todos os corações pensam. O meu não pensa, só sente. Nem a minha cabeça pensa, só sente. Acho que eu nasci para sentir, é, nasci sim."

O passado ruim é como um livro, a gente lê, fecha e guarda, sem muito interesse de ler novamente.

A gente não combina
Mas sempre se deu bem
Feito noite e dia
Quando um vai o outro vem
Se ela me ilumina
Eu ilumino também

Queridos não vão embora, apenas modificam a forma de ficar com a gente.

Não te peço consideração. Ou você tem, ou não. Antes havia mais gente ao redor, hoje é cada vez mais só.

Mas chega uma hora na vida que a gente tem que parar de ser boa com os outros e ser boa - primeiramente - com a gente. Fiquei amarga? Não mesmo. Agora eu sou prática. Vacilou? A porta está aberta, meu bem. Sem dó nem piedade.

⁠Daqui pra frente tudo vai ser diferente
Você tem que aprender a ser gente

Nem tudo é como a gente quer, é como tem que ser.