O que as Pessoas Querem que a Gente Seja

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(des)encontros

Neste mundo
De desencontros
De gente que
Não sabe viver
Pra se encontrar
Tem que se perder

Que o afeto com toda a sua lindeza,
abrace mais vezes a vida da gente
e se espalhe pelo mundo.
__________________
Ana Jácomo

Felicidade dura.
Quando a gente é feliz por dentro, a felicidade é impermeável.

É tão maravilhoso quando a alma da gente se deixa ser descoberta,
Se achega e aconchega na alma do outro fazendo um laço lindo chamado
AMIZADE.
Lanna Borges_

A vida é assim, amigo. A gente tem que preparar nosso psicológico.

A gente só consegue esquecer alguém de vez, quando chega no limite.

Um dia quem sabe, a gente compreenda que somos o nosso lugar favorito.

A gente tem que aprender a seguir em frente sem
carregar fardos desnecessários. Perdoar sem
levar a dor de uma ofensa, deixar de lado o fato ,
e viver o novo, porque o caminho que nos leva
a esta tal felicidade demorada e esperançosa ,
só consegue atravessa-lo quem carrega consigo
leveza na alma e muito amor no coração..... o
resto deixa pra lá, não vale a pena levar ...

Não quero te deixar...
Sei que é apenas um boa noite, mas e se amanhã a gente não se encontrar?
Quero dormir pra sonhar com você, mas prefiro que esse sonho seja real.
Quem sabe quando a gente se ver tudo isso aconteça?
Eu te amo agora e sempre.
Eu te amo eternamente!

Tem gente que usa tantas máscaras que acaba acreditando nas próprias mentiras e esquecendo quem realmente é.

Em meio a todas essas voltas da vida,que a gente guarde a astúcia,a espontaneidade,a lealdade,e principalmente a capacidade demontrar afeto.

"Não são as rimas que fazem um poema, são os arrepios que causam na gente. Uma frase as vezes nem cabe no oceano"

Às vezes

Às vezes sinto um cansaço de ser gente.
De ter que ter gostos e opiniões,
Dar respostas e satisfações.

Às vezes, só às vezes, preciso dar um tempo de você e de mim.

Muita gente diz eu te amo sem querer dizer nada.

A Cor do Vazio


Sabe aquela sensação de estar rodeado de gente, mas ainda assim sentir um buraco por dentro?
É como gritar embaixo d’água: ninguém escuta, ninguém vê.
Acordar já cansado, não por dormir pouco, mas por carregar um peso que não se solta nem nos sonhos.


Você se olha no espelho e não se reconhece.
O sorriso está lá,, ensaiado, automático, quase um disfarce sem graça.
Por dentro, porém, tudo está silencioso demais…
Ou barulhento demais.
E você já nem sabe qual dos dois é pior.


As coisas que antes faziam sentido perdem a cor.
O mundo continua girando, as pessoas continuam vivendo, mas você sente como se estivesse parado…
Assistindo à própria vida como quem olha pela janela de um trem que não pode pegar.


E quando alguém pergunta: “Está tudo bem?”, você responde que sim.
Automatico.
Não porque está, mas porque é mais fácil do que tentar explicar algo que ninguém realmente vai entender.
Porque o medo do julgamento pesa mais que a própria dor.
Gastamos tanta energia, ao tentar expressar
A depressão não é só tristeza.
É se sentir vazio e, ao mesmo tempo, sufocado.
Sem forças, sem energia e vitalidade.
É lutar todos os dias contra você mesmo e ainda sorrir para não preocupar ninguém.


E no meio desse silêncio, você aprende a sobreviver.
Mesmo quando viver parece algo distante demais.

A gente cansa, sabe? Cansa de ser romântico com quem não sabe o que é amor. Cansa de ser compreensivo pra quem só é intolerante. Cansa de ser gentil pra quem é arrogante. Cansa de falar o que sente porque vamos ser ignorados.
A gente cansa de tantas coisas… E eu simplesmente cansei.

Lá na infância
Qualquer pessoa que já tenha se separado e tenha filhos sabe como a gente se preocupa com a reação deles e procura amenizar qualquer estrago provocado por essa desestruturação. É preciso munir-se de muito respeito, delicadeza e amor para que essa ruptura seja bem assimilada e não produza traumas e inseguranças.

Muito do que somos hoje, do que sofremos e do que superamos, tem a ver com aquele lugar chamado "infância", que nem sempre é um paraíso. Por mais que tenhamos brincado e recebido afeto, é lá na infância que começamos a nos formar e a nos deformar através de medos, dúvidas, sensações de abandono e, principalmente, através da busca de identidade.

Por tudo isso, estou até agora encantada com a leitura de Marcas de Nascença, fenomenal livro da canadense Nancy Huston e que deixo como dica antes de sair de férias. O livro é narrado por quatro crianças de uma mesma família, em épocas diferentes, todas quando tinham seis anos: primeiro, um garotinho totalmente presunçoso, morador da Califórnia, em 2004. Depois, o relato do pai dele, quando este também tinha seis anos, em 1982. A seguir, a avó, em 1962, e por fim a bisavó, em 1944. Ou seja, é um romance genealogicamente invertido, começando logo após o 11 de Setembro e terminando durante a Segunda Guerra Mundial, mas é também um romance psicanalítico, e é aí que se torna genial: relata com bom humor e sem sentimentalismo todo o caldeirão de emoções da infância, mostrando como nossas feridas infantis seguem abertas a longo prazo, como as fendas familiares determinam nossos futuros ódios e preconceitos e como somos "construídos" a partir das nossas dores e das nossas ilusões. Mas tudo isso numa narrativa sem ranço, absolutamente cativante, diria até alegre, mesmo diante dessas pequenas tragédias íntimas.
A autora é bastante conhecida fora do Brasil e ela própria, aos seis anos, foi abandonada pela mãe, o que explica muito do seu fascínio sobre as marcas que a infância nos impõe vida afora. É incrível como ela consegue traduzir os pensamentos infantis (que muitas vezes são adultos demais para a idade dos personagens, mas tudo bem), demonstrando que toda criança é uma observadora perspicaz do universo e que não despreza nada do que capta: toda informação e todo sentimento será transformado em traço de personalidade.

Comecei falando de separação, que é o fantasma familiar mais comum, mas há diversas outras questões que são consideradas "linhas de falha" pela autora e que são transmitidas de geração para geração. Permissividade demais gerando criaturinhas manipuladoras, mudanças constantes de endereço e de cidade provocando um desenraizamento perturbador, o testemunho constante de brigas entre pessoas que se dizem amar, promessas não-cumpridas, pais que trabalham excessivamente, a religião despertando culpas, a política induzindo a discordâncias e exílios, até mesmo uma boneca muito desejada que nunca chegou às nossas mãos: tudo o que nos aconteceu na infância ou o que não nos aconteceu acaba deixando marcas para sempre. Fazer o quê? Em vez de tentar escapar de certas lembranças, o melhor é mergulhar nelas e voltar à tona com menos desespero e mais sabedoria. Todos temos nossas dores de estimação. O que nos diferencia uns dos outros é a capacidade de conviver amigavelmente com elas.

⁠Se o ar não se movimenta, não tem vento; se a gente não se movimenta, não tem vida.

Itamar Vieira Júnior
Torto arado. São Paulo: Todavia, 2019.

Será que só a tristeza faz a gente enxergar a realidade, ou é apenas uma outra ilusão?

A gente só abre mão de uma coisa quando tem um propósito ainda maior em jogo. Perder dói mas, muitas vezes, as perdas são positivas. Um 'não' que dizemos hoje pode significar muitas portas se abrindo amanhã.