O que as Pessoas Querem que a Gente Seja
Talvez a gente aprenda,
que amar não é porto pronto,
é vento que insiste e ensina.
Somos dois tentando o rumo,
errando juntos a bússola,
mas ainda assim seguindo.
Somos um barco,
feito de falhas e esperança,
rangendo sob o peso dos dias.
Teu nome é o remo que insiste,
minha fé é a vela rasgada
que só se abre quando confia.
O mar interior nos prova,
com ondas que não pedem licença.
A lição do mar é simples e dura:
ou afundamos sozinhos,
ou aprendemos,
de mãos dadas,
a flutuar no amor que fica.
O amor,
a gente escolhe viver.
O respeito,
a gente mantém mesmo
quando dói.
A bondade,
a gente reparte sem
calcular retorno.
O perdão,
a gente pratica
para não virar prisão.
Nem todos vão retribuir
do jeito que esperamos,
nem todos sabem vestir
a roupa da reciprocidade.
Mas seguir certo nunca
foi sobre aplausos,
é sobre dormir em paz
com a própria consciência.
Porque quando ninguém vê,
Deus vê.
E quando ninguém reconhece,
Ele reconhece.
A recompensa não nasce
da mão dos homens,
vem do céu
— no tempo certo, do jeito certo.
Tem coisas que não cabem em palavras. São silêncios que a gente aprende a carregar como quem carrega cicatrizes invisíveis. Nem sempre preciso de respostas ou conselhos… às vezes tudo que meu coração queria era um abraço sincero que dissesse, mesmo sem entender:
“Eu fico.”
A gente se apaixona.
Teu olhar chega manso, mas bagunça tudo aqui dentro,
como uma melodia que toca sem pedir licença, e de repente meu peito vira palco, vira verso, batendo no ritmo de um romance que nem começou, mas já é eterno.
Teus cachos dançam como se soubessem do encanto que carregam, cada curva contando um segredo que eu quero descobrir devagar, e nesse instante simples,
quase nada… quase tudo,
meu coração dispara, como trilha sonora de um amor prestes a nascer.
Se isso for só um momento,
já valeu como uma vida inteira,
porque tem beleza que não se explica, só se sente, e você…
tem esse jeito raro de ser poesia viva, dessas que a gente não lê
— a gente se apaixona.
Oh morena
Oh morena,
A gente foi se conhecendo
E passando os dias sem perceber
Que o destino já nos escrevia.
Oh morena,
Hoje eu entendo o que é sentir
Quando teu nome mora em mim
E teu sorriso vira meu abrigo.
Oh morena,
Se o sol se põe pra te admirar
E a lua aceita te iluminar
Então eu só quero te amar…
E ficar.
Tem algo no teu jeito que não pede atenção, mas prende.
Como uma melodia que a gente escuta sem querer
e passa o resto do dia tentando encontrar de novo,
porque algumas presenças viram saudade antes mesmo de ir embora.
Além da Amizade
A gente era riso solto no mesmo tom,
dois nomes ditos como se fossem irmãos,
dois mundos cabendo num só som,
sem perceber o que eram nossos corações.
Falávamos de tudo, sem medir
o peso leve de existir lado a lado,
como se o destino fosse só nos unir
num laço simples, confortável, sagrado.
Mas veio a distância, fria, sem pedir,
e levou tua voz do meu cotidiano.
E o que era fácil de dividir
virou silêncio em cada intervalo humano.
Eu achei que era só falta de costume,
saudade comum de quem se quer bem…
mas havia um fogo que não tinha nome
que queimava quieto por ninguém.
E você… também sentiu o vazio,
como se o mundo perdesse o sentido.
As conversas voltavam como um frio
lembrando o que tinha sido vivido.
Não era só amizade a nos prender,
era algo que doía mais do que parecia,
era vontade de ficar, de não perder,
era amor que fingia que não existia.
Até que o silêncio não coube mais em nós,
e o tempo trouxe o que estava escondido.
Dois corações voltando a ter voz,
dois medos finalmente vencidos.
“Eu senti sua falta…” — eu disse enfim,
e o mundo parou só pra escutar.
E você sorriu como quem diz assim:
“Eu também… mas não sei mais negar.”
E ali, sem pressa, sem explicação,
como se o universo soubesse o caminho,
teu olhar encontrou meu coração
e deixou de me deixar sozinho.
O beijo não foi começo nem fim,
foi só o instante em que tudo fez sentido:
amizade virando um jardim
onde o amor sempre esteve escondido.
E rimos depois, como quem entende
que o destino só demorou pra acertar:
“Demorou pra você perceber…” — você disse,
“Demorou pra você admitir…” — eu fui completar.
E o mundo, enfim, deixou de ser só amizade,
porque a verdade cansou de se esconder:
o que era dois virou eternidade
no simples ato de se reconhecer.
Coração Cansado
Diga-me que não éramos só amigos.
Diga-me que tudo o que a gente viveu era mentira.
Diga-me que você apenas brincou comigo,
e me fez de bobo na frente dos seus amigos.
Porque,
Se tudo isso foi um teatro,
por que seus olhos diziam exatamente o contrário?
Por que seu abraço parecia um lar,
e o seu sorriso fazia o meu mundo parar?
Eu tentei acreditar em cada gesto,
em cada conversa,
Em cada silêncio compartilhado.
Mas hoje só me restam perguntas
e um coração cansado de procurar respostas.
Ainda assim,
No fundo da alma,
há uma parte de mim que insiste em esperar.
Porque é mais fácil acreditar que fui enganado
do que aceitar que eu te amei sozinho.
A qual ponto a gente percebe que a vida é como um vento, aquele que passa de repente ou aquele que passa e leva tudo, a partir do primeiro sopro de vida.
Aquela que a gente sente falta de um dia ter sido, de um dia ter vivido, como um tornado aquilo não existe e às vezes não sentimos falta.
As vezes sentimos uma nostalgia que não cabe dentro do peito, como a saudade ou como uma ilusão de ter pensado que era aquilo que era vivido.
Ser pai é uma das viagens mais loucas que existem. A gente aprende muito cedo que o amor de pai não é sobre perfeição, é sobre presença, e meia volta se perdemos . Posso falar de mim..esse texto é sobre mim. E tá tudo ok.
Mas, junto com esse amor, vem aquela cobrança invisível, a de dar tudo, sacrificar a própria vida, viver exclusivamente para os filhos e abrir mão de si mesmo, errei em pontos que não tem como falar, mas que deram Destinos a outras pessoas.
Eu trago isso de casa. Vi meu próprio pai viver por nós a ponto de deixar tudo de lado, inclusive a própria jornada. E é por isso que hoje eu enxergo as coisas de um jeito diferente.
Ser um bom pai não significa anular quem a gente é. Podemos e devemos, ser presentes, amorosos e firmes, mas sem esquecer que nós também somos pessoas, com sonhos, tempo e vida própria.
No fim das contas, as coisas materiais que conquistamos não nos definem, elas são apenas ferramentas que usamos e administramos ao longo do caminho. O dinheiro e os bens passam, mas o exemplo de equilíbrio fica.
E gerenciar essa balança entre criar soluções, criar um trabalho pra ter tempo e ainda assim. Nao temos !!!
São muitas as distrações que um homem passa .
Aprendi que tudo na vida se divide em três graus de urgência, e saber diferenciá-los salva a nossa sanidade.
* Há a urgência que não pode esperar: Aquela que exige ação imediata, seja um cuidado urgente, um momento crítico ou uma necessidade real que bate à porta agora.
* Há a urgência que pode esperar: Coisas importantes, mas que dão margem para respirar, planejar e resolver no tempo certo, sem atropelar o que importa.
* E há o que não tem urgência nenhuma: Aquela ansiedade boba, a correria desnecessária e as cobranças que a gente inventa para agradar os outros, mas que na verdade não mudam nada.
A verdadeira experiência da vida é fazer tudo isso dar certo no meio do caos, sem perder a alma no processo. Dar o nosso melhor, amar sem medidas, mas lembrar que a vida da gente não acabou quando a deles começou ,ela só ganhou um novo sentido para ser compartilhada.
E no final o que ficou foram apenas os momentos vividos e as boas memórias
By EvansJ_oficial
✨💞"...vêm...vêm dançar a música da vida...a gente não sabe o dia de amanhã...aproveite o hoje...se entregue...dance."💞✨
enquanto houver razões
Eu acho engraçado como a gente passa tanto tempo tentando descobrir o que faria alguém ficar, como se existisse uma combinação perfeita de coisas capaz de impedir uma pessoa de ir embora. A gente pensa em promessas, em momentos bons, em tudo aquilo que foi construído, como se no fim das contas fosse possível colocar o amor numa balança e descobrir se ele pesa o suficiente para compensar o resto. Só que talvez não funcione assim. Talvez existam pessoas que fazem você parar de pensar nisso.
Porque quando eu penso em você, eu não penso em quanto tempo vai durar, nem em quantas coisas poderiam acontecer no caminho, nem em quantas vezes a vida pode mudar completamente de direção. Eu penso em uma coisa muito mais simples. Eu penso no que acontece toda vez que eu olho nos seus olhos e percebo que, por alguns segundos, eu não estou procurando mais nada.
E isso é estranho, porque eu sempre fui muito bom em procurar alguma coisa. Uma resposta, uma saída, alguma certeza que me dissesse que eu estava fazendo a coisa certa. Só que com você não parece existir essa necessidade. É como se eu pudesse simplesmente estar ali. Sem precisar entender. Sem precisar saber onde aquilo vai chegar. Sem precisar transformar tudo em alguma coisa maior do que realmente é.
Talvez seja por isso que aquela ideia de que reinos podem cair faça tanto sentido. Porque reino, no fim, é só uma maneira bonita de falar de tudo aquilo que a gente acha que precisa permanecer de pé para continuar acreditando em alguma coisa. E eu já vi muita coisa cair. Já vi planos mudarem, pessoas mudarem, sentimentos mudarem. Já tive certeza de coisas que depois deixaram de fazer qualquer sentido. Então eu sei que nada é tão permanente quanto parece.
Mas existe uma diferença quando eu penso em você.
Se tudo aquilo que eu construí um dia deixasse de existir, eu provavelmente ficaria perdido por um tempo. Se o mundo mudasse completamente, eu teria que aprender a viver nele de novo. Se aparecessem mil motivos para eu pegar minhas coisas e seguir outro caminho, eu conseguiria fazer isso. Eu sei que conseguiria. Só que nenhuma dessas coisas mudaria uma coisa muito específica: eu ainda procuraria você.
E talvez seja isso que eu nunca soube explicar direito.
Não é que você seja a única coisa que existe. É que, no meio de tudo que existe, você é a coisa que faz sentido.
Tem uma diferença enorme nisso.
Eu não preciso imaginar uma vida onde tudo dá certo para querer você nela. Na verdade, talvez seja justamente o contrário. Porque qualquer pessoa consegue permanecer quando tudo está bonito, quando as coisas estão leves, quando ninguém precisa escolher nada difícil. O que me faz pensar em você é justamente a ideia de que, mesmo quando as coisas não fossem perfeitas, mesmo quando o mundo estivesse fazendo o possível para colocar distância entre nós, ainda existiria alguma parte de mim olhando para você e pensando que não vale a pena ir embora.
Reinos podem cair. Anjos podem chamar. A vida pode oferecer outros caminhos, outras pessoas, outras versões de tudo aquilo que eu achei que queria. E ainda assim existe uma possibilidade muito simples que continua sendo mais forte do que todas as outras: eu olhar para você e reconhecer alguma coisa que eu não encontro em nenhum outro lugar.
Talvez seja isso que eu veja nos seus olhos.
Não uma promessa de que você vai ficar para sempre.
Não uma garantia de que nada vai mudar.
Só você.
E, de algum jeito, isso já parece suficiente.
Porque quando eu olho para você, eu não sinto que encontrei alguém que vai resolver tudo. Eu sinto que encontrei alguém com quem eu não me importaria de enfrentar o que vier.
E talvez essa seja a forma mais honesta que eu encontrei de dizer.
Eu poderia perder muita coisa.
Poderia deixar muita coisa para trás.
Poderia até aprender a viver em outro lugar, com outra rotina, com outras pessoas e uma vida completamente diferente.
Mas se, no meio de tudo isso, eu ainda pudesse olhar para os seus olhos e reconhecer aquele mesmo lugar que reconheço hoje, eu acho que entenderia exatamente por que algumas pessoas simplesmente não vão embora.
Não importa o que caia.
Não importa quem chame.
Não importa quantas vezes a vida tente convencer a gente de que existe outro caminho.
Porque, às vezes, depois de procurar por tanto tempo, você finalmente encontra aquilo que estava procurando sem nem perceber.
E quando encontra, o resto deixa de ser uma questão de necessidade.
Vira escolha.
E eu escolheria você.
"Certas ideias são como gaiolas douradas: de tão perfeitas e bonitas, impedem a gente de voar para o mundo real."
Nos tempos não consumidos
Bem que a gente poderia falar de amor
Mas os melhores hão de ser vívidos
Seja lá onde for bem-vindo.
Matheus Ruiz
"Gente, o roteiro do candidato tá mais manjado que final de novela! O sujeito faz a besteira completa e a culpa é de quem? Do jornalista que contou! Do juiz que assinou! Aí, quando vê que a casa caiu, bate o desespero e ele corre com um churrasco e refrigerante para tentar lamber as botas da imprensa. É o famoso 'chora agora e puxa-saco depois'. Querendo convencer o povo de que o mundo inteiro se uniu num complô secreto contra ele... É rir para não chorar!"
eu tô bem.
Tem uma mentira que a gente aprende a contar tão bem que, depois de um tempo, começa a acreditar nela. “Eu tô bem.” Sai automático, quase educado. A pessoa pergunta como você está e você responde sem pensar, porque explicar o que acontece por dentro dá trabalho demais e, sinceramente, tem coisa que nem cabe numa resposta curta.
Eu tô bem, é o que ele diz. Só que ninguém vê o silêncio depois que a porta fecha, o quarto escuro, a cabeça procurando respostas onde já não existe pergunta. Ninguém vê as coisas que ele deixou de falar porque percebeu que algumas verdades, quando ditas em voz alta, deixam de ser esperança e viram despedida.
E talvez estar bem não seja ter esquecido. Talvez seja conseguir carregar sem deixar cair tudo o que ainda pesa. É passar pelos lugares onde antes existia alguém e continuar andando. É ouvir uma música e não precisar procurar significado em cada palavra. É lembrar de uma conversa sem imaginar como ela poderia ter terminado diferente.
Porque tem gente que vai embora, mas deixa uma versão sua morando no lugar onde ela esteve. E demora até essa versão entender que acabou. Ela continua esperando uma mensagem, uma ligação, qualquer sinal de que aquilo não foi só mais uma coisa bonita que não soube durar.
Mas uma hora a gente entende.
Nem tudo que foi verdadeiro precisava ser eterno. Nem todo amor que marcou a vida precisava ficar nela. Algumas pessoas chegam para mostrar uma parte do mundo que você ainda não conhecia e depois seguem o caminho delas, levando algumas versões antigas suas embora junto.
Então, sim, eu tô bem.
Não porque nada mais dói. Não porque eu virei pedra. Não porque deixei de sentir.
Eu tô bem porque finalmente entendi que sentir falta não é o mesmo que precisar voltar. Que lembrar não significa esperar. Que amar alguém também pode significar aceitar que aquela história terminou antes que o coração estivesse pronto para terminar junto.
E talvez esse seja o verdadeiro significado de estar bem: não é quando você para de sentir. É quando aquilo que um dia te derrubava começa a caber dentro de você sem te destruir.
Eu tô bem.
E dessa vez, talvez eu esteja falando sério.
É realmente fascinante ver gente gastando tanto tempo e energia odiando uma cor de pele, enquanto o alvo do preconceito segue brilhando, vencendo e ocupando espaços. Um esforço inútil e cansativo para tentar apagar o que é pura luz."
