O Poema eu sei que Vou te Amar Inteiro
Eu já sorri de orgulho de mim incontáveis vezes na vida. Sorri quando olhei a cicatriz e lembrei que um dia ,ali , fui ferida. Sorri quando olhei para trás e entendi que viver é bem mais que juntar coisas materiais, vive bem quem sabe o valor do abraço, do colo que alivia o cansaço.
Eu já sorri de orgulho de mim, toda vez que reconheci os meus erros banais e não errei mais.
Nildinha Freitas
Eu tenho o Sol por testemunha, que apesar de minhas fragilidades expostas, tantas vezes, por gente que não conhece quem eu sou, eu já me levantei de noites sombrias, e cantei com os pássaros a cura da dor.
Eu tenho esse amanhecer, forças para seguir, para sentir, para viver e tenho você, amor.
Nildinha Freitas
Dezembro
Já é dezembro, e quanto tempo eu deixei para trás nesse ano que está indo. Já é dezembro e muitas foram as conquistas nestes dias que me trouxeram até aqui; neles, tive tropeços e muitos recomeços de estrada.
Já é dezembro e continuo com uma saudade sem fim, daquela que um dia morou dentro de mim, que em mim fez morada.
Nildinha Freitas
Eu já não tenho medo de envelhecer.
Eu não tenho medo de olhar
os cabelos brancos na cabeça,
de olhar as rugas que estão surgindo
toda manhã.
Eu não tenho medo do espelho.
Eu não tenho medo.
Eu não tenho medo que as pessoas vejam
pela casca que sou por fora.
Meu medo maior é esse, eu não posso negar:
é morrer sem ter reconstruído
as coisas que, sem querer,
tropeçando no caminho, destruí.
Nildinha Freitas
Ah, eu acho que o amor,
esse amor que existe nas novelas,
onde tudo é perfeito,
se ele existe na sua vida,
bata no seu peito, diga:
sou uma pessoa merecedora de viver.
Nildinha Freitas
Eu sempre tive medo
de olhar pelo espelho retrovisor da vida,
de pensar em ter que encarar novamente
os meus erros,
as vezes em que falhei com pessoas,
as vezes em que amei o que eu não devia
e as vezes em que deixei de me amar.
Eu sempre tive medo,
sempre tive medo de voltar para me curar,
de olhar para o passado e perceber
que, sem ele, eu não seria quem sou.
Eu sempre tive medo de me desfazer
para me reconstruir,
mas a vida, por si só,
já me colocou muitas vezes no lugar
em que eu deveria estar,
para entender que eu não sabia tanto quanto agora,
e olha que ainda não sei quase nada.
Estou aprendendo todo dia
que a vida é reconstrução,
recomeços a cada manhã
e reinicialização a cada anoitecer.
Nildinha Freitas
Eu sou a filha indomável da minha mãe,
aquela que corre descalça,
que se banha na chuva,
que sobe montanhas e escala sonhos,
que desafia o sistema,
que luta contra a soberania.
Eu sou a filha indomável da minha mãe,
indignada com a injustiça,
aquela que batalha para que todos
possam ter um mundo melhor.
Eu sou a filha indomável da minha mãe,
a que erra e falha,
que já caiu muitas vezes,
mas sempre levantou.
Eu sou a filha indomável da minha mãe,
descendência forte e livre,
carregando na mão a lança da esperança,
disposta a lutar contra qualquer sentimento
que tente me colocar para trás.
Nildinha Freitas
Eu valorizei a minha força
quando olhei para o lado
e não vi mais ninguém
segurando a minha mão.
Eu valorizei a minha força
quando olhei para a frente
e não vi luz,
só escuridão.
Eu valorizei a minha força
quando olhei para trás
e percebi aqueles
que se afastaram,
porque eu não era quem
eles queriam que eu fosse.
Nildinha Freitas
Eu não sou perfeita.
Eu não sou perfeita em quase nada do que faço.
Eu sou acerto, desacerto.
Às vezes, sou furacão, às vezes, uma tempestade.
Quando sou calmaria, eu sou abraço,
eu sou sorriso, eu sou aquele cheiro no cangote.
Não, eu não sou perfeita.
Às vezes sou chata, eu sou chata.
Mas quem não é? Cada um do seu jeito é luz
e às vezes deixa de ser.
Mas isso não é pecado
Pecado é não se reconhecer.
Nildinha Freitas
Fevereiro
Quem vê pensa que eu não sinto,
mas eu sinto.
Sinto saudade, sinto coragem e medo ao mesmo tempo.
Quem olha para mim não sabe o que dói,
e esses dias doeu muito.
Sabe aquela dor latejante que parece que vai explodir,
expor o que está por dentro,
por dentro de tudo que sou?
Doeu assim, se é que ainda não dói.
Fevereiro chegou e ainda não é carnaval.
Ainda não é alegria, é dor.
Nildinha Freitas
Com que atitudes eu corrijo os meus desacertos?
Com qual desacerto eu aprendi a acertar?
Quando foi que eu me percebi vilão na vida do outro? Será que isso já aconteceu?
Com que frequência eu me realinho, me reconheço humano e falho?
Na busca de me encontrar, qual é o meu atalho?
Nildinha Freitas
Hoje eu reparei o céu noturno...
Tinha muito tempo que não me sentia assim...
Entendo meu lugar e minha posição e onde eu e minhas escolhas me trouxeram...
O tempo é fascinante, ele acalma, ele te causas ansiedade ele é o senhor de tudo e nós somos pequenos e tão repentinos...
Há pouco me lembrei de um pequeno caderno onde eu fui orientado a anotar as coisas boas que eu tinha vivido no dia...
Isso tem uns 20 anos...
O caderno se perdeu, não as memórias de lá...
Hoje lembro do caderno com um sorriso e das histórias vividas lá escritas com gratidão...
Eu senti teu cheiro...
Provei do teu gosto...
Senti o sabor da cerveja e do cigarro em seus beijos...
Eu vivi o sonho...
E tudo foi muito melhor que eu esperava ou merecia...
Fui feliz e se foi ...
Eu me apaixono
só pra
sentir o sabor,
esse gosto de amor
mas não me abandono,
é só pra
experenciar o calor,
gosto de dar valor
No intervalo me pego em meu ego
faço-me paixão,
no que vale eu pego e me entrego
faço conexão.
Podem dizer que sou moda
eu sei que sou motivado,
se este meu modo incomoda
então não há nada de errado
pois vim para amolar,
afiar indagações,
a vida é meu lar
e ao fim somos ligações
com um pé no chão e o outro no cume
carrego a paixão no meu nome
Eu me canso
do que não me faz dança
nem canção
porém me alço
naquilo que me balança
que me alcança
que me faz coração
Coração é movimento
envolvimento
sentimento
da vida, o talento
a única coisa que temos
o que sentimos
neste momento
Se a sexta é santa
Então eu sou domingo
Na igreja alguém canta
Enquanto estou dormindo
É que eu sou minha própria igreja
Sou o dia do descanso
A madrugada é minha peleja
De dia eu descanso
Casa alugada e o pão na mesa
Meu feriado eu mesmo faço
Eu sou as férias
Não importa a feira
Eu sou uma fera
Importei minha caveira
Da poeira das estrelas
Cavei e levantei poeira
Causei na sexta feira
Me desculpe a brincadeira
Não me culpe pela sua neura
Eu falo as mesmas coisas
Em diferentes formas
Falo de várias coisas
Usando as mesmas palavras
Fermento esses traços
Traço-me a cada forma
Degusto cada timbre
Descubro-me em cada nota
O compasso é requintado
Cada passo tem sua postura
Como o aço bem forjado
Há de ter uma boa cura
A alquimia das palavras
Nostalgia inquieta
Destilando seus deslumbros
Louca mania de poeta
Tu me cativa ou eu que me deixo cativar?!
Onde está essa divisa de causa emotiva?!Onde está?
De dentro pra fora emite
Projeta vibrando à compartilhar
Consigo mesmo tramando
Flertando com a essência do que é e onde está
Não trago verdades
Eu trago expressões
Defumo a coragem
Me trago em canções
Trago a minha viagem
Sou minhas visões
Se falo é pra 8 bi corações
Se calo é pra minhas próprias lições
Eu não sei a metade das suas intenções
Você não sabe e nem soube das minhas emoções
Tu escuta e não ouve
Tu corre e não move
Mas deixa que eu deixo
Nem pá, nem se envolve
Não importa o seu gosto
Não há quem me prove
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