O Poema eu sei que Vou te Amar Inteiro
Borboleta fantasma
voando na imaginação,
Ser em ti nó e laço
que envolve e não desata,
Ser a primavera que não
passa em qualquer estação,
Ser parte dos seus cincos
sentidos e a dona do seu coração.
Sê você mesmo
o seu benzimento
e a tesoura de vencer
qualquer bruxedo,
Não tenha medo,
o segredo é só ter fé
e na vida ser de respeito.
O menino virou
a serpente do Tanque,
Da memória deste
susto nunca mais
saiu da cabeça
nem por um instante,
Só sei que desta lenda
o quê ficou virou poema.
Se é algum tesouro
ou são fantasmas,
A misteriosa luz
da Capela nunca
foi desvendada,
Não soube de mais nada.
O Camarão amarelo
é inspiração floral
nesta terra austral,
Inspirando a ser
poesia e vivê-la
de maneira sobrenatural.
Por força do destino
encontrei um Jaú
bonito na minha rede,
E tenho nele o meu
amor único e infinito.
És corajoso Acará-Bandeira
que cruza a correnteza
deste deste rio das nossas vidas,
És toda a poesia plena
e tudo aquilo que não me nega
a não voltar para a realidade
nada romântica imposta na Terra.
Piraíba vai escrevendo
os seus versos na beira
do rio em busca da poesia
certa que ainda não veio,
Quem sabe um dia você
aparece assim sou eu no rio
desta vida de prece em prece.
O Curimbatá vive
em todo o Brasil,
Do mesmo modo
que a minha poesia,
Os versos de cada
dia têm feito parte
do mesmo e de outros
cardumes em busca
de oxigênio, de inspiração
e de algumas luzes
para continuar
a sorrir e aliviar cruzes.
A minha poética é tipo
Bicuda amazônica
nadando rumo ao destino
das águas rápidas
(do consciente para o inconsciente)
individual e coletivo,
Porque todos sem exceção
nascemos como cardumes
deste Planeta d'água,
e sequer tomamos conhecimento,
O tempo não perdoa
e depois não adianta
mais fazer nenhum lamento.
O Guaru encontrou
o seu cardume,
Passou o barquinho
do pescador artesanal,
O quê não passa
é o impulso de te querer
no meu destino,
Falar de amor é e sempre
será sobre tudo isso.
Toda a poesia é
como uma Saicanga
nas linhas da correnteza
de um rio bravio
escrevendo com a sua
poligrafia silenciosa
sobre a vida e sendo
resistência pacífica
em nome daquilo
que a impele e acredita.
Um Saguiru se juntou
ao cardume prateado,
E seguiram cintilando
as águas nesta noite,
Não consigo parar
de mergulhar no rio
profundo dos teus olhos,
E a cada novo poema
te proclamo o dono
dos meus amorosos sonhos.
Mandubé vai seguindo
na Bacia Amazônica,
procurando ouvir
a sinfonia da passarada
para ver se dela escapa.
Há Mandubé vivendo
no Araguaia-Tocantins
bem no profundo
coração do nosso país.
Na Bacia do Prata
há Mandubé cumprindo
também o desígnio do destino
que dele absolutamente
ninguém escapa seja na bênção
ou até mesmo na desgraça:
(A fé é a única que o nó desata).
Nadando o Piabanha
contra a correnteza,
Agradeço ao Bom
Deus pela Natureza,
Transformo tudo
o quê vejo em poema,
Quando o amor vier
quero carinho e gentileza.
O Besourão-de-sobre-amarelo
é meu bonito confessor,
Ele guarda o meu segredo
de o quanto te quero com amor.
O Rabo-branco-de-sobre-amarelo
apareceu junto com a claridade,
É poesia voando para todos os lados
espalhando sementes de girassóis,
Ninguém domina nada o tempo todo
nem a mentira, nem a verdade,
nem a voz e nem mesmo o silêncio:
(Indomável mesmo é a liberdade
mesmo aquela que se acha que
pode controlar por certo tempo).
O Eremita-do-planalto
e sua Helicônia dizem
muito sobre o encanto
e a poesia continental
em um dia de céu azul
na nossa América do Sul
(Só o tempo irá dizer se
você é para mim
ou se eu sou para você).
O Limpa-casa posou
com toda a poesia,
E agora estou bem
mais feliz a cada dia,
Assim tenho escrito
o poema dos dias...
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