O meu Erro e Tentar te Agradar
Seu olhar encontra-se no meu
Seu sorriso encontra-se no meu
Seu abraço encontra-se no meu
Seu beijo encontra-se no meu
Seu calor encontra-se no meu
Seu encanto encontra-se no meu
Seu perfume encontra-se no meu
Seu e meu
Meu e seu
Com a mão de Deus
Seu amor é o meu.
Não me importo, eu gosto de você , você me faz tão bem...não me peça para eu tirar você do meu coração e do meu pensamento que eu não tenho esse poder.
O respirar da Natureza
No meu bosque tem um ipê gigante que toca no céu
e quando ele fica feliz se veste de flores roxa
No meu bosque canta o galo e galinha, e pinto pia
No meu bosque tem pardais, rola, pombo, maritaca,
sabiá, coruja, joão de barro , gavião,
tem ave rara,
são muitas que eu contemplo no meu dia dia
essa sinfonia que habita na minha floresta de tons esverdeado,
com cheiro de mato e de vida
onde os casulos sofrem metamorfose
No meu bosque DEUS se revela o tempo todo...
no meu bosque a liberdade das aves, o colorido das borboletas e
o aroma da seiva é sangue de DEUS que brota o tempo todo...
Eu saio do teu mundo e entro no meu mundo...
Quando chego na selva do Neris entro em vários mundos...
onde o ronco do WV vai abrindo o caminho com o seus farois...
a sua luz de tons quentes esbarra-se nas bananeiras com as suas folhas amareladas e desfalecida,
que em outros tempos foram verdes como a Amazônia...
quando o motor se cala,e, a luz se apaga, outro mundo nasce, onde a luz da lua cheia ilumina as trevas onde o farol do fusca não conseguiu alcançar...
luz divina, luz de DEUS, que resplandece céus e terra, faz o ype gigante ganhar sombra para os grilos se apresentarem com o seu catar; e as infinitas estrelas piscarem...
e o aroma é de querer mais e mais esse...
perfume que exala a fragrância de DEUS....
Entro dentro de outro mundo, que também é meu...
onde tudo é mecânico e digital...
acendo a caixa preta da parede, ouço tantos disparates que imediatamente apago
e me dispo do irreal...
volto para o meu mundo que é somente meu...
e lá eu posso sonhar...
Ai, meu Deus, o tarifário do Trump! E agora, Brasil?
Ai, meu Deus!
Eu não sei mais o que faço!
É tanto prejuízo que até o meu contador pediu demissão!
As minhas terras… ai, as minhas fazendas produtivas!
Soja, milho, algodão, café gourmet, cacau de exportação, lavanda francesa, eucalipto sustentável!
Tudo plantado com carinho — agora tudo ameaçado!
E os meus gados?
Nelore, Angus, Wagyu massageado à mão!
Eles choram comigo no pasto!
O boi parou de ruminar de tanta tristeza!
Minhas lavouras de cana, ai meu Deus, minha produção de etanol, de álcool, de açúcar orgânico, de mel silvestre de abelha nativa, tudo encalhado nos silos!
E as minhas fábricas?!
As de confecção, de sapato, de máquina, de papelão, de embalagem, de cosmético vegano, de ração, de plástico biodegradável, de sorvete sem lactose, de perfume, de filtro de barro chique!
Tudo parado!
Os operários até me mandaram um “namastê” de solidariedade!
Minhas indústrias pesadas:
Siderúrgica, metalúrgica, fundição, refinaria!
O aço, o zinco, o cobre, o alumínio, o manganês, o nióbio…
Tudo virando sucata nobre sem destino!
Minha mineração!
Minério de ferro de exportação premium!
E os diamantes éticos? E o ouro de lavra ancestral?!
Tudo tributado! Tudo travado!
Ai, Trump, por que me odias?
Minhas ações da bolsa!
Bancos, fintechs, startup de drone, criptomoedas, fundo verde, fundo imobiliário, fundo fundo!
Tudo derretendo como manteiga na frigideira da geopolítica!
E a minha frota de pesca?
Navios no Pantanal, no Atlântico Sul, na costa da Noruega!
Meus barcos! Meus peixes nobres: pirarucu, salmão, tilápia, cavala, tainha, atum azul!
Todos nadando com medo da tributação!
E os meus aviões?
Minhas linhas aéreas particulares!
Os jatinhos não decolam, os hangares estão em luto!
Ai meu Deus, e o jato que ia buscar trufas negras na França?
Meus acres no Acre!
Minhas glebas no Goiás, minha fazenda vertical em Dubai!
Tudo comprometido!
Minhas exportações de vinho artesanal, de azeite orgânico da Mantiqueira, de queijo curado na caverna, de cachaça envelhecida em barril de carvalho francês…
Agora tudo parado na alfândega!
E a minha fábrica de sonhos?
E a minha plantação de esperança?
Até isso foi tarifado!
Ai meu Deus, isso virou o fim do mundo!
Um drama internacional!
Meus amigos do G7 estão em crise existencial!
A classe rica tá entrando em colapso!
Mas ninguém entende o nosso sofrimento.
Rico também chora. E chora com planilha, com relatório, com gráfico de queda e dólar disparando!
Ai meu Deus, o que será de mim com esse tarifário do Trump?!
Vou ali tomar um champanhe pra ver se acalmo…
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✍️ Por Nereu Alves — o drama do rico também merece um palco.
Carrego sangue judeu em
minhas veias e repudio O
ódio contra meu povo
assim como a violência na
Palestina. Que nossa
história nos ensine a
respeitar vidas, valorizar
nossas raízes e combater
toda forma de intolerância.
--Nereu Alves
“Estou treinando minhas asas pra poder voar para o topo quando meu mundo virar de cabeça para baixo.”
Falso
Deixei você ir , não pude impedir
Fechei a porta do meu coração
E agora estou aqui , não consigo sorrir
Estou vivendo nessa ilusão
Estava errado e agora eu assumo
Não sei viver sem ter por perto
Não vou negar que ainda tenho medo
De você nunca mais me procura
E quando eu for atrás não te encontrar
Promete , pra mim ,
Que não vai me esquece
E se a saudade estiver de mais , você vai me liga ,
Nem que seja só pra incomodar
Promete, pra mim
Que você não vai me esquecer
"Ah! Quando tudo dá errado
Tens mania de ficar
Com meu coração quebrado
Aí queres me consolar
Não, não quero seu amor!
É cheio de interesses
Me amas quando na dor
E na alegria me esquecestes"
ENCANTAMENTO
Sou filha das águas azuis do meu rio. Criei-me nas praias do meu Tapajós ouvindo as yaras cantando em surdina seu canto de amor que embriaga, que encanta, lavando os cabelos com a espuma das ondas, seus longos cabelos, tão lisos, tão verdes, da cor da esperança que a gente acalanta. A hora do sol, deitadas nas pedras seus corpos secavam, enquanto os cabelos, tão lisos, tão longos, as águas levavam, pra lá e pra cá… À noite elas riam e brincavam de roda na areia da praia, à luz do luar, enquanto serena a lua banhava seu rosto redondo nas águas do rio e a gente medrosa do boto encantado fechava-se em casa, tremendo de frio. E foi numa noite de maio bissexto, de águas tão grandes, tocando o assoalho que eu vim a este mundo, por mãos do destino, tão frágil, tão tenra como um mururé. Depois as yaras meu berço embalaram e ensinaram à mamãe suas canções de ninar. A fada madrinha seu nome me deu e velou por meu sono quando eu era criança. Por isso ainda hoje eu escuto seu canto. Uma doce cantiga de amor e esperança.
YARA CECIM
O Caminho do Ser
Meu esforço é constante, a busca é por melhorar,
Não para o olhar de fora, mas para mim, meu próprio olhar.
Em cada passo pequeno, encontro um vasto aprender,
E essa sede silenciosa, é o que me faz surpreender.
A mão que estendo ao mundo não espera recompensa...
Não anseio por "obrigados", não espero gratidão,
Pois elogios não me iludem; conheço o coração.
Sei que a lisonja é breve, e a verdade cobra um preço alto,
Ser autêntico me custa, mas não dou um passo falso.
Não mudo quem eu sou para o capricho de agradar,
Prefiro a minha simplicidade e o que eu pude conquistar.
Minha expectativa é clara, e dela eu não me afasto:
De ninguém espero nada, a não ser o contraste.
A decepção que chega já não me causa dor,
Pois minha alegria não reside em um outro,
Nem está nas coisas feitas que a mão pode tocar:
Minha felicidade, está em minha alma, em meu lugar.
O mundo é meu, e eu transformo ele do jeito que eu quiser, da maneira que me convém, que me faça bem, pois meu mundo interno só eu mudo.
