O meu Amor foi em Vao
Haicai da prisão…
(Nilo Ribeiro)
Preso ao laço,
preso ao passo,
preso ao teu abraço…
haicai, poesia singela,
poesia lúdica,
e para a mulher mais bela,
ofereço esta música
é o amor que despejo,
como meu coração quer,
é assim que te desejo,
te desejo toda mulher…
Deus sabe, sei que sabe.
Não sou inocente.
Não estou inerte, vivo.
Não queria fazer nada, mas fiz.
Sou cheia de fases, de dias bons e ruins.
Transbordo emoções.
Sei que Deus sabe, foram eles.
Me feriram, me perfuraram.
Deixo escorrer então o amor que preenche meu interior.
Em meus relacionamentos já sumi, por uns tempos, para ver se fazia falta; já apareci assim, de surpresa, para ver se era bem-vindo; já amei pelos dois para ver se a fazia feliz; já sofri pelos dois para não a fazer sofrer; atualmente, entendi que o amor só é completo se você: não precisar sumir, não necessitar surpreender, não tiver que amar sozinho, não sofrer com ele e, principalmente, se você e o seu amor se completarem física e emocionalmente! (Pedro Marcos)
Me deixa te ajudar?
Me deixa te abraçar no emaranhando de bagunça que você é?
Me deixa cavar aí dentro do seu coração e arrumar todos os seus sentimentos em potinhos?
Me deixa te amar e ensinar sobre o amor?
Hélène,
Je te garde dans mon cœur,
Mes pensées vont vers toi,
Tu me remplis de bonheur,
Quand enfin je te vois.
Tu es l´amour de ma vie,
J´ai trouvé mon destin,
La femme la plus jolie,
Avec qui je me sens bien.
Nous partageons nos émotions,
Tu me dis des mots doux,
Tu me complète, tu me corresponds,
Je me sens heureux je l´avoue.
Oh Hélène que je t´aime,
J´espère que tu me crois,
C est pourquoi j´ai écrit ce poème,
Je te veux près de moi.
Daí a gente viaja na vontade de dá certo, aquilo que vem dando errado desde o início. E eu não teria me apaixonado se você não tivesse retribuído, ao meu ver, o amor que eu precisava, e é claro que eu não precisava de muito. eu sei que minha carência tem uma grande parcela de culpa nisso, e por isso eu desejava mais doses de você, queria todas, queria me embriagar do seu cheiro, me esparramar em teus braços, me perder em teus beijos e amanhecer com uma bela ressaca de você, só pra te lembrar no outro dia, eu definitivamente queria essas doses diariamente. E la se foi eu achando que você era solução, mal sabia eu que era o problema.
Porquê agora eu não tenho a mínima idéia de como tirar você da cabeça, de como apagar suas lembranças e anestesiar essa vontade louca de correr pros teus braços.
Agora eu não sei aonde me encontrar, depois que me perdi procurando por você.
Você é como uma doença infecciosa, depois de várias doses do antídoto. não morreu foi ficando mais forte, mais intenso e com o tempo o corpo foi acostumado com as dores causadas por essa doença que é você!
Tão grato se faz os meus olhos ao terem o prazer de contemplar
tal beleza. Desde que vi os olhos e olhares de tal princesa.
"Você me quer tanto quanto eu te quero. E tudo o que eu quero é você". Minha língua brigava com meu cérebro. "Hoje", sussurei.
Noah ficou de pé devagar, o corpo delineando o meu, conforme ele se erguia. "Hoje. Esta noite. Amanhã. Para sempre.".
Paz Interior
Precisamos de Paz Interior.
Mesmo que aos seus olhos
Pode ser até banal e tranquilo,
Contudo, não é nada normal
Viver a vida no meio
De tantos conflitos.
Faça qualquer coisa, erre, cometa gafes, passe vergonha, mas não deixe de ser ridículo o suficiente para assumir que ama alguém.
Ensaio sobre o tempo e o corpo: entre ocupar e preencher
O tema era as doenças da alma. O psicanalista declara: a alma se coloca no espaço do sintoma, que longe de ser um substantivo, é uma ação. É o corpo gritando o que nos planos mais sutis já é claro: onde está meu conteúdo interior?
A alma preenche o corpo daquele que lhe confere tempo.
Mas...quem tem tempo hoje?
Einstein compreendeu que medimos o tempo em função do espaço. Vivemos nosso tempo para conquistar espaços externos: trabalho, casa e carro. E, de fato, conquistamos todos eles. Percorremos distâncias cada vez maiores e, cada vez mais, dizemos: eu não tenho tempo. Paradoxalmente, quando os espaços e o tempo estão completamente ocupados, estamos vazios.
Utilizamos a lógica do ocupar em lugar de preencher. Ocupamos um corpo, mas não o preenchemos. Nossos corpos são tratados como carcaças. Os alimentamos e exercitamos como forma de obrigações para que continuem nos levando até onde precisamos. Em linguagem bruta, tratamos como um carro que abastecemos para que leve para o shopping. O objetivo é manter funcionando. Quando não quer pegar, nos irritamos. Nossos corpos são utilizados como meio, sem perceber que ele é o próprio fim. Pense bem, você só é considerado existente nesse mundo porque está em um corpo, seja lá qual for a condição dele.
A relação que mantemos com nossos corpos reflete a relação que temos com o nossos tempo. Apenas ocupamos, mas não preenchemos.
Mas o que é preencher?
Enquanto a ocupação dialoga com espaços externos, o preenchimento é amigo íntimo. Ou seja, é do espaço interno. Aqui, o tempo se torna eterno. Já ouviu a expressão “parecia uma eternidade”? Ou “eu nem percebi o tempo passar”? Como se vê, a eternidade do tempo existe tanto para experiências ruins quanto boas. Em todas, você esteva imerso em algo muito bom ou muito ruim. Percebemos, então, que o tempo existe enquanto percepção.
Fazemos exercícios porque disseram que teríamos que fazer, mas não procuramos uma atividade que nos traga prazer. A academia se torna, claro, uma tortura. Buscamos trabalhos para pagar nossas contas sem nos perguntar quais são, de fato, nossas habilidades que transcendem a percepção do tempo. Passamos de atividade em atividade dando “check” em obrigações e implorando para que o tempo, por favor, passe. E rápido!
Inconscientemente, pedimos: vida, por favor, passe. E rápido!
Nossos corpos são veículos que nos permitem preencher nosso tempo. Quando começamos a olhar para ele, começamos a dialogar com nossas almas.
Hoje eu acordei e, antes de comer, sentei para escrever. O tempo passou, eu sequer percebi. Um amigo esses dias contou que estava fazendo o bolo de aniversário da sobrinha e, quando viu, já era madrugada. São apenas dois exemplos em que corpo e mente estão no mesmo lugar e o tempo foi esquecido.
Tempo preenchido é tempo esquecido.
O preenchimento está onde você, de fato, está. Quando você está em um lugar, pensando em outro, realmente, falta algo. E pior, você está querendo fugir de onde o seu corpo está. Comece a perceber as contradições entre seu corpo (onde estou?) e sua mente (onde eu gostaria de estar?).
No tempo, você percebe que o preenchimento é mais da ordem do estar. Estar em nós. Enfrentar o tédio e descobrir qual melodia somos capazes de criar quando estamos a sós. Normalmente, fugimos de nós. Buscamos o outro. Ou buscamos lugares. Tudo é desculpa para ocupar e não preencher.
Estar em nós é saber exatamente o que nos faz esquecer o tempo quanto estamos sozinhos. Para esquecer, é necessário perceber que ele, de fato, existe. Precisamos sentir a sua finitude para o corpo e sua eternidade para a alma, comunicá-los, para, então, transformar o tempo em preciosidade.
