O maior Gesto de Amor
Já não me importo mais como me importei, a vida pede pressa para viver o hoje, porque o amanhã eu não sei.
O caos da vida, um destino cruel, uma lágrima caída, sem estrelas no céu.
É assim a nossa vida, sem paz e alegria, ironia do acaso, sem enxergar uma saída.
Mas o tempo é parceiro, quando não traiçoeiro, desvanece os entreveiros, qual passos ligeiros.
O amanhã pode ser em raios acalorados, qual a paixão de eternos namorados.
Sempre há uma esperança, como a inocência de uma criança, a selar um novo dia, a enfeitar nossa lembrança.
Um sorriso na face é a melhor máscara para ocultar a tristeza da alma. O coração palpitante anseia por solene calma.
A ociosidade de meu ser me leva a escrever, as palavras fluem e a alma frui o pensamento, meu anseio meu alento.
Deveras pois considerar o tempo, preciosidade que não temos condição de mensurar valor, ainda mais quanto aos que pouco vivem.
O que eu fui já não sou mais, o que sou estou deixando de ser, sina da vida que nos leva a envelhecer.
Somos um todo, com um pouquinho de cada ser. Somos o nada, se unidos não soubermos viver.
Somos, somar, só amar e feliz ser.
A alma chora, sem saber o porquê, a vida implora o poder viver. Vida que te quer bem, prostrado em seu desdem.
Já farto de dias, plenamente saciado, ciente de que a vaidade do homem é tentar viver o pequeno lapso temporal com toda intensidade, ante uma eternidade existencial.
