O maior Gesto de Amor
Era uma vez um Jovem Mudo
Que passava suas noites a escrever,
Somente em seus textos ele revelava
O Amor que sonhava um dia viver.
Existia também uma jovem surda...
Ela desejava um dia poder a alguém amar,
Ao caminhar pela praia, olhava o horizonte
na sua solidão, passava os dias a sonhar.
Certa vez, triste estava o jovem mudo
Que ao amanhecer, nas areias da praia escreveu,
Assinando o que logo se apagaria, ele dizia:
Pode ser sonhador aquele que um Amor nunca viveu?
Estava a jovem surda caminhando curiosa
A beleza do entardecer estava ela a contemplar,
Deparou-se com uma frase, vinda de seus sonhos,
E um autor ela prometeu encontrar...
De tanto a jovem surda buscar por um nome
Certo dia, dois olhares se reconheceram...
Um encontro, uma caneta e um papel
Após isso, o mais lindo Amor eles viveram.
Eis o orgulho dos poetas
Sem mentiras, maldade ou pudor...
Da força de um gesto tão simples
Nasceu uma impossível história de Amor.
- Pode provar o seu amor por ela?
- 50 anos chegam?
- Pode provar isso agora?
- Como pode um homem provar a sua fome, a não ser comendo?
(Abraham Farlan/Peter)
O maior entendimento que se pode ter de espiritualidade é, quando a espiritualidade se torna o seu jeito de ser.
Quanto maior o desafio melhor vai ser a recompensa, tudo oque vem fácil com facilidade também se esvair.
Brigamos, esperneamos, por aquilo ou aqueles que muito amamos, onde o amor é maior, a dor também é, assim são muitos relacionamentos. Contudo outros são mornos, sem muita proeminência, geralmente os que dão certo.
Uma das muitas necessidades da vida é poder contar com alguém que nos mostre o que fazer, porquê fazer e quando fazer, pois às vezes as trevas das falsidades tentam apagar nossa luz. A noção do dever é uma concepção pessoal e cada um decide de qual lado ficar, mas a definição é regida pela irrecusável necessidade de ter atitudes, de se propor às iniciativas sem que precisem insistir conosco para darmos o primeiro passo. Para fazermos algo pelo outro não precisa que ele nos peça ou que estenda um tapete vermelho para caminharmos, não há nenhuma bondade em gestos que na verdade escondem o mal dentro de si. É indispensável compreender as necessidades que nos cercam diariamente, das menores às mais dramáticas, e assim vamos somando experiências e observando condutas diante de adversidades que poderiam ser nossas, por isso temos que exercitar constantemente a necessidade de sairmos de nós para ir em busca dde entender o que os diferentes sofrimentos causam nos outros, por diferentes razões, talvez seja uma excelente oportunidade para nos conhecermos e nos compreendermos, e descobrir do que somos capazes de fazer ou deixar de fazer. O despertar de novas razões e sentimentos se origina em novas descobertas, que em grande parte ocorrem diante dos infortúnios, mas quase sempre está ligada a uma necessidade de se viver apenas o que se conhece, por acreditar que nossas dores sempre são maiores que a dos outros, e por isso muitas vezes ignoramos a existência de outras realidades. Tem pessoas que nos cercam que se sentem tão completas de si e com tanta razão que refinam tanta hipocrisia, e se transformam em gente vazia com tantas evidências, de suas tantas certezas que não conseguem enxergar seus tantos assuntos inúteis. O verdadeiro propósito da verdadeira amizade não é o tempo que molda ou as afinidades que constroem, pois até desconhecidos podem ter gestos de amizade e nos doar o melhor que há em seu coração, nos fazendo felizes, amenizando nosso sofrimento e sentindo a nossa dor.
John Pablo de La Mancha
Hoje estou triste
Amor... Hoje estou triste... Nesses dias
a vida de repente se reduz
a um punhado de inúteis fantasias...
... Sou uma procissão só de homens nus...
Olho as mãos, minhas pobres mãos vazias
sem esperas, sem dádivas, sem luz,
que hão semear vagas melancolias
que ninguém vai colher, mas que compus...
Amor, estou cansado, e amargo, e só...
Estou triste mais triste e pobre do que Jó,
- por que tentar um gesto? E para quê?
Dê-me, por Deus, um trago de esperança...
Fale-me, como se fala a uma criança
do amor, do mar, das aves... de você!
("O Poder da Flor" - 1969)
A verdade é que eu nada enxergava
até que encontrei teus olhos...
Ah! meu amor se me deixares agora :
ficarei cego...
Procura-se
Procura-se uma alma gêmea...
Ou ate mesmo um amor bobo...
Que me faça sorrir novamente...
Que me devolva o brilho no olhar...
E o sorriso bobo no rosto...
Procura-se...
Uma mão solitária...
Para nos caminhos da vida...
Andar colada nas minhas...
Procura-se...
Uma amante...
Que me faça nascer e morrer a todos os instantes...
Que me inspire...
E com o seu perfume...
Me seduza...
Me envolva....
Procura-se...
Sim, teu amor
era fútil...
- Que importa se me iludia?
Sem ele, entretanto, sou um inútil
cada vez mais,
noite e dia...
