O Homem se Apaixona uma Só vez
Há lugares onde já não há maná.
Há estações onde o poço seca.
E há promessas que só brotam
quando obedecemos e damos o passo da fé.
Nem sempre a mudança vem com aviso,
às vezes, só percebemos quando o coração se aperta,
quando a paz se despede do lugar que um dia foi abrigo.
É o doce amigo fiel,
que diz: "Filha (o), eu estou com você!"
Não busque só sentir,
busque se encher por inteiro.
O Espírito não é um vento,
é Deus vivendo por inteiro.
Não é só arrepio na pele,
nem lágrima que cai do nada…
É o céu tocando a terra,
é glória santa derramada.
Não é emoção passageira,
é presença que transforma.
Crescimento não vem só por ouvir,
vem por permanecer.
Mais do que um minuto apressado,
é hora com o Pai,
é entrega, é sede, é verdade.
Só Cresce Quem Mergulha;
Não se cresce no raso,
não se amadurece correndo.
Quem quer crescer, tem que parar —
orar, mergulhar,
ouvir mais, falar menos.
Pai, eu não quero ser só alguém que deseja,
quero ser alguém que busca de verdade.
Não quero apenas sentir emoção,
quero viver transformação.
Não é talento que atrai o céu.
É coração queimando.
E só queima o que foi entregue.
Só pega fogo o que foi deitado no altar.
O orgulho, o ego, o plano próprio, o pecado secreto — tudo deve ser posto ali.
Sou o pior, eu sei,
Não há coroa em mim, só cicatriz.
Mas foi aí, na minha lama,
Que o Céu me olhou… e disse: “Filha, vem, feliz!”
Não sou digna nem de olhar pra cruz,
Mas nela vejo o sangue de Jesus.
Que me lavou, me redimiu,
E no pó me ergueu e me revestiu.
Agradeço pela frieza que enfrentei,
Pois ali eu aprendi que só em Ti me apoiei.
Quando faltou o abraço, veio o Teu consolo,
Quando me deixaram, Tu me foste o solo.
Obrigado, Pai, até pelas feridas,
Pois nelas senti Tua presença bendita.
Transforma a frieza que me rodeia,
Em brasas de amor, numa alma que anseia.
Ah, como dói negar-se a si mesmo,
Rasgar vontades, crucificar o ego preso.
Mas é só assim que a vida floresce,
No solo da humilhação que o céu enriquece.
Ele é o Amor que não calcula,
Que não exige, só chama.
Mas muitos escolhem a lei sem compaixão,
Enquanto Jesus oferece… a cruz e o pão.
“Em qualquer geração os gênios só são descobertos por um acaso, reza a literatura cientifica que este fato também é veras.”
Só existe uma forma irreversível de miséria humana,
a completa falta de humanidade é a ausência de afeto
seja este amoroso, romântico ou parental.
Apenas destes seres ocos de divindade devemos ter dó,
por estes devemos ter infinita compaixão e lastima.
Miserável, portanto, é todo homem que não conheceu o amor,são de fato necessitados, carentes ao extremo deste bem supremo, destes eu tenho muita pena, e ao mesmo tempo receio mórbido de sua companhia, pois, ao passo que são miseráveis, são também perigosos e extremistas radicias.
Só oferecemos de real aquilo que temos... a abelha dá o mel, o mar o peixe, a ovelha a lã, a luz o feixe, o cinema a fantasia, o palhaço a alegria, o mágico a ilusão. .. o poeta a poesia.
Eis tudo que tenho. Mas só sei quando escrevo, pois antes de vir à luz, parafraseando Gullar, poesia é tudo que não sabemos.... que não temos.
“Antes de Ti
Sem o teu amor eu nada tinha
era só no mundo, vivia como um cão
uivando à lua, procurando abrigo!
Não notava no mundo, nem as coisas nele
durante o dia o céu era cinzento
apenas interrogações no meu lamento!
As pessoas eram como sombras
não as via, nem as escutava
tudo em minha volta pertencia aos outros
não tinha endereço nem destino
esperança era como miragem
no deserto em que habitei antes de ti!
As estações do ano não percebia
ou era outono ou verão constante
mas ao te encontrar descobri
as cores do arco-íris e o som da primavera!
tua beleza encheu meu universo vazio e escuro
teu amor me fez reviver e descobrir a beleza do mundo.”
―Evan Do Carmo
“Só uma lógica é infalível, irrefutável para mim: os sexos opostos devem se atrair eternamente, para que a natureza não se torne uma fraude divina. Viva o Amor Natural, entre Homem e Mulher.”
“O mundo só existe depois que o concebemos
Como será o arco-íris que ninguém viu,
ou a estrada que ninguém passou?
Como saberíamos da vida que não vivemos,
o que seria do amor sem os amantes?
O que seria do poeta sem poesia ?
o que seria da beleza sem os olhos de espanto?
o que seria do encantador sem a serpente
ou da ilusão sem o iludido?
como saberíamos da fantasia sem Cervantes
ou que mar existiria sem pescador e marinheiro?
O que seria dos deuses sem Homero,
da história sem o escriba,
do cristão sem a bíblia
... de mim sem o teu amor?”
