O Homem que Nao se Contenta com pouco

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Pois bem, que é que o autor coloca nos seus livros? O que ele não é e gostaria de ser, como nos sonhos. Os livros são desejos recalcados, atos falhos.

O espírito condena tudo o que não inveja.

Os mortos desconhecidos não viveram nunca.

A fatalidade não é senão aquilo que nós queremos.

Todos esses caprichos filosóficos, a que se chamam deveres, não têm qualquer relação com a natureza.

A verdade é que, como forma muitas vezes / não se harmoniza com a intenção da arte, / porque a matéria é surda a responder.

O universo não é nem hostil, nem amigável. É simplesmente indiferente.

Não há coisas de que mais te devas recordar do que daquelas em que hajas errado, para nas mesmas não tornares a errar.

Coisa bela e mortal passa e não dura.

Por vezes a falta de génio não é mais do que falta de coragem.

Não existe prazer que não diminua ao ser conhecido.

Conserva-se por muito tempo o primeiro amante, quando não se toma um segundo.

Não há homens cultos; há homens que se cultivam.

O grande prazer que nos dá falarmos de nós próprios deve fazer-nos recear não darmos nenhum aos que nos ouvem.

O trabalho não é uma maldição, mas a labuta é.

Alienado é o poder, não o jovem.

Não querer associar-se senão com aqueles que aprovamos em tudo é uma quimera, é mesmo uma espécie de fanatismo.

Émile-Auguste Chartier
ALAIN, Propos: Texte établi, présenté, et annoté, Gallimard, 1970

Não quero saber em que língua a ópera será cantada - desde que seja em uma língua que eu não entenda

Os fatos são como os sacos; quando vazios não se têm de pé.

Quem não acredita no juramento alheio sabe que é capaz de jurar em falso.